Capítulo 26

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Observo como aqui consigo ver mais estrelas ao redor da noite, mesmo não estando em uma cidade pequena, porém comparando com Barcelona faz todo sentido do mundo ser mais tranquilo e ter privilégios que não temos na cidade grande

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Observo como aqui consigo ver mais estrelas ao redor da noite, mesmo não estando em uma cidade pequena, porém comparando com Barcelona faz todo sentido do mundo ser mais tranquilo e ter privilégios que não temos na cidade grande.

Filip está abraçado a mim e admito estar totalmente apoiada em seu corpo, é um ato reconfortante e prazeroso apesar estar em seus braços fortes. Penso que talvez tenhamos agido rápido demais, porém com a agenda dele fizemos o possível comparando as próximas semanas.

Tomo um gole do vinho pensando no que dizer.

- Sua família e toda bonita. - Falo num tom de brincadeira mas eles são bem bonitos mesmo, olhar para o pai dele é ve-lo mais velho, em relação a fisionomia do rosto.

- Tenho que ter a quem puxar.

- Eu falei sua família. - Zombo de brincadeira o fazendo exclama um ei. - Você é lindo, preciso admitir.

- E você então, uma deusa vinda diretamente pros meus braços. - Sorrio com sua falta sentindo seus braços me apertarem.

Paro um pouco novamente pensando em segundos milhares de rotas para pegar tendo conversar com minha própria mente de como fala isso.

- Seu pai pareceu desconfiado. - Admito pois foi o que me pareceu, e novamente, o entendo até certo ponto.

- Ele não confia de primeira em ninguém.. na verdade ele não confia muito.

- Eu entendo, separar o pai do empresário não deve ser algo fácil de se fazer. - Digo a verdade pois quando comecei minha mãe estava na frente de muita coisa e até hoje me auxilia. - E convenhamos que pessoa interesseiras tem aos montes, nem sempre percebemos logo de cara, desconfiança faz parte.

Não que eu gostei das perguntas ou de certos tons nas palavras, mas posso entender. Compreender e gostar são coisas distintas, porém que em certos momentos precisam andar lado a lado em nossa mente.

- Sim, mas ele não precisava desse interrogatório, eu não gostei, você não precisa responder tudo que ele perguntar como se fosse uma exigência. - Fala mais sério e é bom, respondi por que quis, ele me deu a chance de parar e eu continuei.

- Eu sei. - Murmuro querendo trocar esse conversa.

O clima ficou estranho e Filip na sua infinita sabedoria se levantou quase me levando junto o que fez poucos segundos depois.

- Ai, o que vai fazer?

- Pular na piscina é claro. - Ele lançou uma piscadela e fiquei boquiaberta.

- Nem pensar, não, me desce. - Disse tentando sair de seus braços. - Filip!

- A piscina é aquecida, chega a sair fumaça. - Sem ao menos me dar tempo de rebater sua fala e voltar a negar veemente eu simplesmente pulou.

Mergulhei na água que realmente estava quente, mas como foi um ato inesperado me desvencilhei o mais rápido que pude emergindo na tentativa de respirar e não me afogar.

- Filip! - Esbravejei tentando não gritar, por sorte ele deve ter visto nossos celulares em cima da mesa então nada importante foi molhado a não ser eu.

- Ola bravinha. - Falou se aproximando ao me encurralar na borda. - Se não gostou do banho vai gostar agora.

Antes que pudesse se quer pensar direito estava sendo beijada e me derretendo contra seu corpo na água quente, e essa foi uma ótima combinação inesperada, beijá-lo submersos com nossas roupas ainda pesando na água foi uma nova experiência.

Sem estar esperando Filip passou as grandes mãos por baixo do meu vestido que estavaaem certo ponto flutundo ao meu redor. Sem pararmos de nos beijar e mordiscar sua mão encontrou o caminho do paraíso, massageando levemente, testando as opções,

- Fica quietinha babe. - Sussurro entre beijos. - Ninguém pode escutar.

Reparando fortemente o senti puxar aquele pequeno tecido e passar os dedos, encontrando onde me faria reagir melhor.

Voltando aos beijos fui sentindo de pouco a pouco as sensações me atingirem, dedos me penetrarem, massagearem, concentrados em me dar prazer nos pontos certos, quando encontrou o lugar certo com os dedos curvados fui aos céus e voltei repetidamente enquanto me agarrava ao seu corpo e abafava qualquer som no tecido molhado sobre seu peito.

- Gostoso. - O ouço sussurrar em meu ouvido e tento controlar a respiração parando para o encarar.

- Em outra situação seria aqui mas ao vou arriscar. - Pensei alto. - Vamos, encontre toalhas para podermos ir para o quarto, rápido Filip.

Disse de modo apressado, não poderia desperdiçar tempo, meu corpo não queria isso.

Encontrando toalhas não sabendo nem ao menos de onde conseguimos retornar ao quarto que por sorte ficava no primeiro andar, separado dos demais familiares, o que eu apreciei muito no momento.

Entrei retirando as roupas molhadas e o vi trancar a porta se voltando pra mim repetindo os gestos, não tardou a me ver avançando para o beijar e o massagear. O coloquei direcionado para a cama até vê-lo sentar ali, todo esparramado na expectativa.

- Sua vez de ficar bem caladinho se não eu paro.

Subi o escalando, beijando sua pele e instigando sua imaginação, em certo momento quando o vi já agoniado para fazer algo fui de encontro ao seu membro robusto, lhe massageei, lambi, chupei, tudo com uma lentidão precisa.

Em certo momento ao vê-lo ofegante foquei a atenção na cabeça rosada abocanhando com gosto.

- Ana... - Suspirou forte puxando meus cabelos fazendo-me olhar seu rosto já suado de esforço ao se segurar.

Não posso dizer que dormimos cedo, mas que aproveitamos daquele jeito no quietinho isso sim.

[...]

O dia seguinte foi agitado, tínhamos poucas horas antes de retornarmos, para o almoço Stefano e seus pais se juntaram a nós e descobri que seus pais são irmãos e ele ao contrario de Filip puxou completamente sua mãe.

O Senhor Gustav melhorou até certo ponto suas maneiras, não estava fazendo muitas perguntas como antes, deduzi que seu filho ou esposa falaram algo longe de mim.

Quando chegou o momento de voltarmos Stefano veio conosco com uma desculpa que carro precisou d uma revisão, mas ao chegarmos exatamente suas intenções, os chamei para subir e ele levou Charlie para sair nem trinta minutos após chegamos.

Acabamos aproveitando a noite sozinhos sabemos que ficaríamos longe uns dias.

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