REESCRITA E COMPLETA
Um momento pode te levar ao inferno e não querer mais sair dali? Um único momento pode decidir toda sua trajetória?
Ana Clara Monteiro acredita que sim. Mesmo sendo confiante e destemida 95% do tempo, ela tem aqueles 5% que em s...
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Suas mãos descansam em minhas costas, as minhas nos seus ombros, nossos pés lentamente balançando em sintonia, poderia dançar com você em meio a chuva, fumaça, fogo, sabendo que nunca me soltaria, mas aqui estamos nós, em nenhum desses momentos ao mesmo tempo que em todos eles pois dentro de mim apenas nesse dia se passou da tempestade a queimação, me inundando por dentro ao mesmo tempo que pegava fogo em brasas.
Quando começamos a pesquisar e entender datas vimos que demoraria em média de dezesseis a dezoito meses para conseguir realizar um casamento grande, em contrapartida queríamos nos casar no próximo verão, essa é a única data que poderíamos estar mais tranquilos, conseguir comemorar e que as pessoas que chamaríamos poderiam comparecer, era isso ou maia doze meses para o próximo verão, tempo demais ao meu ver.
A vida acontece agora e não em dois anos.
Então escolhermos o país, contratamos uma cerimonialista e começamos a escolha dos detalhes, então quando o verão finalmente chegou junto as férias sobrevoamos o oceano para encontrar as pessoas importantes para nós numa cidadezinha encantadora a beira mar na Itália onde até mesmo andar de carro é algo restrito e quase impossível.
Quando olhei no espelho pronto para o sim minha mente de certa forma nublou e não conseguia respirar, não por que tinha dúvidas ou por querer correr porta a fora, era apenas um acúmulo de sentimentos, sonhos, esperanças, talvez inacessíveis em dado momento em minha mente, mas estava acontecendo e a realidade quando bate a nossa porta apesar de maravilhosa pode assustar.
Filip estava ali me esperando com seus olhos azuis brilhando, sorriso enorme emoldurando seu rosto e todo seguro de si. Ali sem qualquer expectativa a ser cumprida eu sabia, que era real, que eu precisava apenas respirar, que eu não precisava carregar nada sozinha e ali éramos os únicos que importava.
Tudo estava mais bonito que conseguia imaginar que seria, o céu era o ponto principal que se estendia aos noivos, tudo estava tão harmônico, romântico, com um certo charme encantador.
Apesar de gostar de certas piadas e brincadeiras esse momento estaria em nossa mente para o resto das vidas, então recitamos nossos votos, em meio a promessas de como ficaríamos lado a lado independente da situação, da dificuldade, que não soltariamos as mãos um do outro ou desisitiriamos mesmo quando não estivesse fácil, ou quando a fragilidade nos alcançasse, que quando caíssemos, nos tornassemos uma confusão, quando estivéssemos no nosso pior o outro levantaria e seria a rocha necessária pelos dois nunca deixando de sermos um, por que prometer apenas na felicidade e na doença, na alegria e na tristeza era apenas o mínimo mas nós nos dedicariamos ao máximo.
Recitando o quanto nos amavamos em um castelo sobre uma colina com o pôr do sol mais incrível possível depois de um dia chuvoso declaramos ao mundo o que sempre soubemos, nós pertencemos um ao outro, de corpo, alma e coração, agora com papéis assinados para comprovar isso.