REESCRITA E COMPLETA
Um momento pode te levar ao inferno e não querer mais sair dali? Um único momento pode decidir toda sua trajetória?
Ana Clara Monteiro acredita que sim. Mesmo sendo confiante e destemida 95% do tempo, ela tem aqueles 5% que em s...
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Estou feliz pra um caralho!
Me casei com a mulher dos sonhos, aquela que é o pacote completo, posso dizer que aceitei passar o resto da vida junto a minha pessoa favorita no mundo.
A vejo deitada sobre o sol aquecendo sua pele macia, a brisa suave bate afastando o calor mas sei que em instantes estaremos em outro mergulho antes de resolvermos sair para desbravar e encontrar outro lugar que ela achará charmoso ou encantador para comermos.
Nossa noite pós casamento foi na verdade uma madrugada em que não perdemos tempo, a adrenalina ainda batia forte em nossas veias e estar sozinho com ela era a única coisa que queira.
Passei horas apenas apreciando aquele corpo gostoso e pecaminoso, adorando cada canto da mulher que agora posso chamar de esposa, aproveitamos a banheira para relaxar e conversar sobre tudo da cerimônia e festa que não podemos falar enquanto acontecia e certamente descobriremos outros milhares que não prestamos atenção.
Quando acordamos ainda era antes do horário que nosso corpo pedia mas como programado no alarme, foi apenas para podermos passar algum tempo durante o almoço que pretendíamos ter como nossos familiares hospedados no mesmo lugar e nos despedirmos antes deles retornarem e nossa seguimos viagem, aproveitar o verão europeu e descansar por exatos dezesseis dias.
Ana deixou a mala que retornaria para nossa casa com tudo que de acordo com ela era apenas para o casamento e em vez de um vôo um carro alugado estava a nossa espera para então podermos começar nossa viagem, principalmente pelo literal da Itália, apenas nós, as malas e um cronograma aberto apenas com algumas cidades decididas e uma vontade tremenda de saber qual mais gostaríamos pois os planos eram se mudar para uma delas quando ficássemos velhos.
Cinco cidades depois - não dormindo em todas - posso dizer que estamos aproveitando com tudo que temos direito.
Passamos horas apenas na praia saboreando uma coisa aqui e ali, almoçamos tarde, passeamos, voltamos para onde nos hospedamos e aproveitamos a sós antes de retornar às ruas para comer, aproveitar a noite antes de tê-la em cima de mim assim que colocamos os pés no quarto. Prometemos aproveitar ao máximo afinal lua de mel se tem uma única vez e nosso intuito é não deixar nenhuma cama passar em branco, o meu é saboreá-la todos os dias e oportunidades possíveis, quero voltar com o maxilar dolorido e espero que sejamos os dois assim, do jeito que as coisas andam capaz de conseguirmos.
- Babe, podemos ir? - A encaro vendo-a amarrar o biquíni novamente.
Ana não se sentia a vontade para retirar a parte de cima e tomar sol como tantas outras mulheres fazem, mas pra mim talvez por ter nascido e crescido numa parte da Europa que é comum também o acho, ainda sim paramos num canto mais afastado onde ela poderia tomar sol e se eu ficasse sentado do seu lado tamparia boa parte de seu corpo o que fiz.
Só de lembrar que a noite passada não estava sendo chamado de babe e sim de gostoso entre suas pernas recebendo pedidos de mais me anima sabendo o que me esperaria.
- Quer mergulhar antes? - Pergunto o que ela concorda, nunca íamos embora sem um último mergulho.
Nos levantamos, molhamos o corpo no mar nos abraçando um pouco antes de sairmos para andar pela cidade e poder finalmente comer. Ao final eu queria apenas a arrastar de volta ao hotel, em contrapartida parecia que minha esposa gostava de me instigar e por isso após o almoço tardio andamos ainda por muitas ruas estreitas, entramos em lojas, e a vi tomar um gelatto imaginando apenas poder transar com ela ainda de biquíni no chuveiro sendo o que imaginei desde o instante que a vi com ele e toda molhada do mar.
[...]
A prendendo na parede de azulejos volto a beijá-la com fome, parecia que nada poderia satisfazer a vontade que estava dessa coisinha brava, mesmo estando molhado de seu gozo sabendo que também a marquei assim.
- Deu fome. - Murmura me fazendo rir, claro que deu fome e aposto que vai dizer que deu preguiça assim que se trocar e sentar.
- Tem algumas coisas de café ainda. - Estávamos preparados para lanches rápidos em todo hotel que íamos, mesmo nos hospedando nos melhores. - Termina seu banho que vou fazer alguma coisa
- Obrigada amor. - Ela me deu um beijo assim que terminei de me lavar passando por ela.
- Linda demais mulher, caralho. - Dou um tapa bem dado na sua bunda e fujo rindo a escutando gritar reclamações.
Pensando no dia de hoje já programado fico de roupão mesmo pegando o pacote que contrabandeei da minha irmã por que fizemos nossas malas juntos. Retiro as pétalas do saco plastico jogando por todo canto, o quarto estava arrumado quando voltamos, pego o que trouxemos da rua e deixo num canto para não estragar o impacto, sou rápido em jogar pétala por tudo, arrumar a mesa de dois lugares para nós dois deixando o presente também contrabandeado ali a tempo de escutar o chuveiro ser desligado e a esperar.
- Uau, o que é isso tudo? - Questiona sorrindo e vindo me abraçar, ficar com as mãos longe é certamente difícil.
- Hoje faz uma semana que nós casamos. - Anúncio baixo já sorrindo.
- Não estava me lembrando. - Assusmo que não fiquei bravo, mas ela que gosta mais de datas mao estava lembrando?
- Não lembrou? - Perguntei por que era quase impossível isso acontecer, ela comentou ontem que fazia seis dias do nosso casamento.
- Acho que esqueci amor. - Fico um pouco indignado a vendo dar as costas e se distanciar.
- Sei. - Pode ter parecido um resmungo e apenas olho o presente que comprei antes mesmo de virmos pra cá, é um bracelete de uma joalheria italiana para fazer jus ao lugar que nos casamos incluindo a data escrita por dentro. - Esqueceu mesmo o dia que nos casamos?
- Claro que não esqueci. - Me virei a vendo rindo e achando graça da situação antes de estender uma caixa. - Feliz uma semana de casados amor.
Foi o suficiente pra eu abrir um sorriso involuntário, claramente ela não esqueceria e tenho certeza que se eu algum dia esquecer vou precisar ser internado de coração partido e cabeça quebrada.
- Você estava namorando esse relógio.
- Tem semanas. - Assumo pois realmente o queria, mas ao mesmo tempo não queria comprar, afinal não compro tudo que quero pela frente.
- Eu sei amor. Olha a gravação atrás. - Observando a parte de dentro leio a escritura - eu prometo até que a morte nos separe Ana - e meio sorriso tenho certeza que se estendeu.
- Eu prometo mesmo depois da morte amor. - A puxo para dentro dos meus braços, de onde ela pertence.
Ainda temos longos dias de viagem antes de fazermos uma parada em Barcelona e finalmente retornarmos a nossa casa como marido e mulher.
O que nos espera daqui em diante no futuro ainda está sendo escrito, mas ao menos posso imaginar ela aqui, independente da situação dentro dos meus braços.