REESCRITA E COMPLETA
Um momento pode te levar ao inferno e não querer mais sair dali? Um único momento pode decidir toda sua trajetória?
Ana Clara Monteiro acredita que sim. Mesmo sendo confiante e destemida 95% do tempo, ela tem aqueles 5% que em s...
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Não posso acreditar nas coisas que acontecem sem ao menos esperar, sabe aquele dia que tudo dá certo? Todas as surpresas são boas, tudo está encaminhado e nós conformes, onde nada pode dar errado e se der nem ao menos te chateia.
Esse foi meu dia de ontem.
Sinceramente não esperava o encontrar na minha porta, ao menos não daquele jeito. Estaria mentindo se não pensei que ele perguntaria alguma coisa sobre me visitar já que estaria de férias, o inesperado foi ele ter desembarcado na minha porta sem eu ao menos saber.
Saímos todos para jantar e ainda era inacreditável o ver ali, conversando com meu primo, ligando para instigar Stefano pois estava ao lado de Charlie, se movimentando pelo meu espaço ou acordando em minha cama, do meu lado, na minha casa de verdade.
- Precisamos levantar? - Questionou sonolento virando para me abraçar ainda de olhos fechados, provavelmente que me sentiu acordada a tempos.
- Você precisa arrumar uma mala, então sim. - Respondo sorrindo aproveitando o abraço.
Senti falta de estar nos seus braços e nem faz tanto tempo assim. Acho que toda a situação me deixou muito insegura, não conseguia me soltar e conversar com ele como antes por mensagens e não me esforcei para ligar pois achei que seria ainda mais difícil falar algo.
Mas foi apenas o ver na minha frente que todas as minhas reservas foram supridas.
- Precisamos ir. - Aviso pois apesar de não querer precisamos nos mover.
- Só mais um pouco. - Murmurou e não me contive ao abraca-lo mais e mais. - Preciso comprar algumas coisas.
- Vamos vamos, se não chegaremos tarde. - Assumi a dianteira lembrando que o homem trouxe umas cinco cuecas apenas pra um tempo indefinido, pelo menos trouxe uma mala grande apesar de nem metade dela com coisas.
Como tínhamos combinado de passar o final de semana com nossos pais não mudamos os planos, apenas perguntei minha mãe se ela estranharia e se seria melhor ficar num hotel, o que ela negou de imediato como tinha imaginado.
Não tardou a estarmos na garagem com o carro de Ray já que era o maior e geralmente íamos com ele pois era mais prático. Passamos numa cafeteria para pegar pedidos e comer no carro mesmo e em uma farmácia no caminho apenas para comprar o necessário que ele esqueceu e o resto veríamos depois, afinal seriam apenas dois dias então o que ele trouxe supre as necessidades momentâneas.
Tivemos uma viagem tranquila e nada que algumas horas dentro de um carro para quebrar o gelo e encontrar assuntos em comum para se conversar.
A primeira parada na casa da mãe de Charlie onde cumprimentei de longe apenas prometendo a ver antes de voltar, a segunda foi para nos deixar na minha mãe e Ray seguiria a pouca distância para seus pais.
Como eu esperava fomos bem recebidos, minha mãe é uma pessoa simpática por natureza, ela é Liam são bem receptivos e estão sempre recebendo amigos aos finais de semana.