Carolina: POR QUE EU ME PREOCUPO COM VOCÊ! —Gritou. A menor franziu as sobrancelhas e desviou o olhar.— Babi, onde está o dossiê?
Babi: Eu não sei... —Sussurrou.— Naquela noite, o meu pai não me disse nada...
Carolina: Me conta, Babi. Me conta do seu pai.
Babi: Desde que o meu pai começou a viajar pra cá, meus pais começaram a brigar muito... E ficava cada vez mais intenso, até que minha mãe resolveu pedir o divórcio. O meu pai se mudou e todo o final de semana ele me pegava e passávamos juntos. Foi assim por muito tempo, até que ele simplesmente sumiu. A gente não tinha notícias dele, ele não atendia nenhuma ligação, não tínhamos ideia de onde ele estava. Quando estávamos quase indo dar queixa de desaparecimento, ele apareceu. Foi no dia do "acidente". Ele apareceu no final da tarde e me pediu pra ir com ele. Minha mãe discutiu com ele e ele não deu a mínima, ele apenas pegou a minha mão e me levou para o carro. Não fazia ideia do que estava acontecendo, para onde estávamos indo... Eu fazia perguntas, mas ele não respondia nenhuma, ele não estava dizendo coisa com coisa. Quando entramos na rodovia, achei que sairíamos da cidade, perguntei pra onde estávamos indo e ele apenas disse pra não me preocupar pois ele iria resolver tudo. Foi quando o caminhão saiu da pista dele veio na nossa direção. O meu pai tentou desviar, mas o carro capotou para o lado e caímos ladeira abaixo e eu desmaiei. Quando acordei ainda estávamos dentro do carro, chamei pelo meu pai e ele apenas disse uma frase estranha. Eu o mandei descansar, pois já conseguia ouvir o barulho da ambulância e o socorro estava a caminho. O meu pai deu seu último suspiro naquele momento e eu soube que tinha o perdido... —A menina enxugou o rosto e olhou para a garota ao seu lado. Carolina fungou e desviou o olhar.— Ela não disse nada sobre um dossiê, Carolina... Sinto muito.
Carolina: A frase estranha... O que era?
Babi: "As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo." - Carolina franziu as sobrancelhas e Babi explicou: - É uma frase de um filósofo que ele gostava. Ele vivia lendo sua livros... Provavelmente ele estava vendo o cara enquanto morria, daí ele disse a frase do seu grande ídolo.
Carolina: Você tem os livros?
Babi: Sim, eu os peguei em suas coisas antes de me mudar pra cá...
Carolina: Será que ele deixou alguma pista sobre o dossiê nos livros? —Babi levantou rapidamente e correu para pegar os livros. Os dois passaram o resto da noite assim. Pegaram coisas que eram do Travis e reviraram tudo a procura de alguma pista, qualquer que seja... A feição de decepção que tomou conta do rosto dos dois não foi surpresa. Passaram horas fuçando e não acharam nada. As duas estavam exaustas e tinham esquecido da visita da madrugada.
Carolina e Babi estavam jogados no sofá quase pegando no sono quando uma batida suave na porta os acordou. O coração da mais velha se acelerou rapidamente com o pensamento de terem descoberto seu esconderijo. A garota correu pra se esconder quando Babi abriu a porta e deu de cara com rostos conhecidos. A menina abriu a passagem e Fooxi correu em direção do amigo que estava saindo de trás do sofá.
Arthur: Mano, não some mais assim! Porra, quase morri de preocupação. —O grupo todo terminou de entrar do apartamento e Bárbara fechou a porta rapidamente.
Carolina: Desculpa, gente. Tive que achar um lugar bom pra me esconder antes de entrar em contato com vocês. — abraçou os amigos e as três amigas que já choravam.
Rodrigo: Caraca, mano... A gente rodou a cidade inteira atrás de você.
Natty: Pois é.
Milena: Você nos deus um baita susto, Carol. —A menina jogou-se nos braços da amiga e a apertou fortemente da mesma forma que maxilar de Bárbara apertou-se com a cena.
Carolina narrando
Contei tudo o que aconteceu no dia do assassinato para os meus amigos. Babi ficou mais afastada e não disse uma só palavra, mas eu estava feliz por que ela tinha ficado ali.
Depois de toda a narração, meus amigos me encheram de perguntas e eu pacientemente respondi cada uma delas.
Arthur: O PlayHard passou de todos os limites, cara... O que a gente faz agora?
Carolina: A gente tem que descobrir quem tá liderando toda essa merda!
Gabriel: A gente tem que provar a sua inocência, Voltan. Você não pode passar o resto da vida se escondendo e dando despesas para a Bárbara. —Olhei em sua direção no momento em que ela arregalou os olhos e sussurrou um "tá tudo bem" envergonhada.—
Carolina: A gente tem que descobrir pra quem o PlayHard trabalha e tentar conseguir provas do que eles estão fazendo.
Victor: E depois?
Arthur: Vamos entregar tudo para a polícia.
Natty: Como a gente pode ajudar? —Natalia apontou para as amigas ao seu lado.
Rodrigo: Não podem, vão ficar fora disso. —As três franziram o cenho e abriram a boca para protestar.
Milena: O que?! Óbvio que a gente vai ajudar! Vocês não podem manter a gente fora dessa, somos um grupo... Foi assim até agora, por que vai mudar agora???
Victor: Exatamente. Fora que quanto mais, melhor.
Milena: Acho melhor a gente ir, né? Amanhã é segunda e tem aula, Babi já foi acolhedora demais por hoje...
Gabriel: Na verdade, hoje tem aula. Já são 3:00 da manhã... —Disse enquanto olhava a tela no celular. Merda!
Carolina: Que droga... Obrigado por terem vindo, vou manter contato com vocês pela Babi... —Meus amigos se despediram e foram embora. Babi bocejou e começou a arrumar o local.
Carolina: Desculpa pelo horário...
Babi: Tá tudo bem... —Sorriu.— Acho melhor eu dormir logo.
Carolina: Boa noite. —Sussurrei depois que ela deixou a sala. Sentei no sofá e coloquei as mãos na cabeça pensando sobre o que o bak falou mais cedo. Será que eu sou um peso pra ela?
Narradora on
Depois que saíram no apartamento, o grupo se dividiu pra decidir quem iria no carro de quem. Victor e Arthur foram sozinhos dentro do carro do mais novo. Milena e Gabriel logo entraram no jeep da maior e esperavam pela Natty, a mesma já estava a um bom tempo dando um gelo no Rodrigo que já estava estranhando a atitude da menina.
Milena: Você vem com a gente? —Perguntou para amiga que logo concordou com a cabeça e já estava entrando no banco de trás quando Rodrigo apareceu.
Rodrigo: Pode vir comigo? —Puxou o cotovelo na morena.
Natty: Vou com a Milena. —A garota puxou o braço, se desvencilhando do aperto do maior.
Rodrigo: Por favor. Precisamos conversar. —Percebendo o que estava acontecendo, Milena logo acelerou o carro e foi embora.
Natty: Filha da puta! —Rodrigo apontou para seu carro atrás de si e juntos os dois caminharam até o mesmo. O caminho todo nenhum deles disse uma só palavra, mas assim que chegaram em frente a casa da menina, Ike travou a porta obrigando a menina a olhar em sua direção.
Rodrigo: Vai ficar sem falar comigo por quanto tempo? Eu nem sei o que eu te fiz!
Natty: Você nunca sabe de nada, né? —Soltou um riso debochado enquanto cruzava os braços e desviava o olhar.
Rodrigo: O que eu fiz? Achei que éramos amigos.
Natty: Amigos... É claro. —O maior franziu as sobrancelhas esperando uma explicação.— Eu de verdade não sei qual é a sua, Rodrigo. Eu não sei se você finge não ver, se você só ignora... São mais de 10 anos assim! A gente se conhece desde quando estávamos na barriga, a gente cresceu junto! Eu sempre sei quando você tá bem, quando você tá mal... Sempre te apoiei em tudo! E eu achava que você também era assim comigo... Rodrigo: Eu não sei aonde você quer chegar, Natalia.
Natty: Meu Deus você não percebe? —Os olhos da garota encheram-se de água.— Como você não percebe que eu sou apaixonada por você desde os 15 anos?! Eu sou completamente louca por você!
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Me desculpem o atraso para postar o capítulo :(
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DYNASTY - Babitan
FanfictionBárbara Passos é a novata intercambista da faculdade. Não se sabe muito sobre sua história, e ela nunca fez questão que soubessem. Carolina Voltan é a famosa badgirl da cidade: rica, mimada e mesquinha. São os adjetivos usados para identi...
