Mob: Aquele lugar é cheio e ninguém nunca iria perceber as meninas sendo vendidas ali dentro.
Carolina: E então? O que a gente faz?
Mob: Me dê esses papéis. - Carolina entregou na mão do Mob e o mesmo sentou no sofá enquanto passava os olhos atentamente por cada linha. No mesmo momento, Ike e Natty abriram a porta e entraram na casa.
Arthur: Credo, alguém morreu...?
Ike: Os pais da Lia levaram o irmão dela pra morar com eles em Nova York.
Babi: O que?!
Natty: É... A Lia não tá nada bem.
Victor: Como isso aconteceu?
Ike: Eles descobriram sobre aquele assunto das drogas... -Milena arregalou os olhos, a culpa invadindo seu corpo, fazendo seu peito pesar.- E então, levaram o Pedro.
Babi: E por que vocês não estão lá com ela?
Natty: Por que ela terminou... -Sua voz tremeu.- A Lia terminou tudo e praticamente nos expulsou de lá. -Ike abraçou a menina. Toda a sala ficou em um silêncio por um longo tempo, até o Mob levantar do sofá e correr até a Carolina.
Mob: Aqui! Nesta sexta vai chegar outra remessa de meninas na boate.
Carolina: Onde você viu isso? -Disse enquanto aproximava a folha dos olhos.
Mob: Está nas entrelinhas... -Sussurrou...
Bak: Beleza. A gente vai até a boate na sexta, filma todo o processo e logo depois entrega tudo para a polícia, ok? -Todos concordaram.
Carolina: Vai nos ajudar? -Perguntou ao mob.
Mob: Mas é claro... To com vocês. -Sorriu.- Até por que a pizza que vocês pedem... Caraca, é muito boa! -O menino correu para mesa e pegou outro pedaço de pizza enquanto todos riam.
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Depois que tudo foi resolvido, marcaram de se encontrar na boate na sexta à noite. Todos se dispensaram e foram para suas casas.
Milena dirigiu até em casa e esperou até que Babi saísse.
Milena: Vou resolver uma coisa, Babi. Pode ficar a vontade... -Bárbara concordou e saiu do carro. Milena contornou e dirigiu até a casa da Lia.
Carmem franziu as sobrancelhas quando deu de cara com uma menina alta, com longos cabelos escuros e uma florzinha do seu quintal nas mãos.
Carmem: Essa flor é do meu jardim...? -A Menina sorriu desconfortável.- Quer falar com a Lia? -A menina sacudiu a cabeça.- Ok, só um momento. -Milena soltou a respiração que nem percebeu que estava prendendo assim que a porta se fechou. Segundos depois, a porta se abriu e uma Lia completamente destruída apareceu.
Milena: Meu Deus, faz quanto tempo que você não vê um potinho de base? -Disse, assustada. A menina estava completamente acabada. Tinha umas olheiras enormes nos olhos, seu cabelo parecia um ninho e seus olhos estavam inchados demais.
Lia bufou e tentou fechar a porta, mas Milena segurou a mesma.
Lia: O que você quer?! Se veio aqui pra me ofender, pode falar sozinha, ok? -Lia abriu a porta e encarou a menina.
Milena: Não, estou aqui para te pedir desculpas... Eu soube o que aconteceu, sinto muito! -Lia soltou um riso escárnio.
Lia: Fala sério, agora vou ser a coitadinha do grupo! Não preciso da sua pena!
Milena: Aqui. -Estendeu a flor na direção da loira, que apenas levantou uma sobrancelha em desdém.- Estou sendo sincera, Lia.
Lia: Ta, Milena... Escuta, não tem mais nada pra fazer, eles já o levaram. Já o tiraram de mim... -Antes que Lia começasse a chorar novamente, Milena a abraçou fortemente.
Milena: Você ainda vai vê-lo novamente, Lia. Sei disso...
Lia: Não, Milena... Nunca mais vou vê-lo. -Disse em meio aos soluços. Milena, com o coração pesado, ergueu as mãos e secou as lágrimas da menor.
Milena: Não vou desistir até que vocês se vejam novamente. Eu te prometo, Lia. Prometo que você vai ver o seu irmão de novo. -Disse, confiante. Lia teve uma enorme vontade de acreditar naquilo, mas sabia que suas chances eram mínimas...
As duas ficaram conversando por um tempo, até que Milena resolveu ir embora.
O tempo passou e finalmente, sexta-feira chegou.
[Carolina Narrando]
Finalmente, Sexta-Feira. Já estava perto do horário que marcamos com o pessoal, e Arthur estava terminando de arrumar as coisas.
Bárbara ainda não falava comigo. Na verdade, nem tivemos tempo de conversar ainda. Com ela na casa da Milena, e eu na casa do Arthur, nós não nos cruzávamos mais. E eu vou confessar que sinto falta dela.
Alguns minutos depois, Ike buzinou e nós seguimos para o carro. O clima não estava muito agradável, Natalia não falou uma só palavra por todo o trajeto e eu já sabia o porquê. O relacionamento dos dois estava por um triz, e aquilo poderia não acabar bem, ja que os dois sempre foram tão ligados... Aquilo me deixava mal.
Assim que chegamos na rua atrás da boate, encontramos o Mob, Bak e Gabrielly. Eu sabia que os dois também não estavam se falando, o clima também não estava agradável ali e o olhar de alívio que o Mob nos lançou assim que nós viu, entregou isso.
Mob: Cadê a Lia? -Ops, pergunta errada...
Gaby: Mob...
Natty: Ela não vem. -Sua voz saiu rouca e seu tom foi completamente seco.- Ela ao menos atende nossas ligações...
Gaby: Sinto muito, Natty... -Sussurrou.
Mob: Ahn... -Limpou a garganta em um escárnio.- Trouxe alguns equipamentos que peguei no clube de robótica. Tem microfone, câmeras... E o melhor de tudo, tem um chapéu com câmera escondida!
[Narradora on]
Lia estava jogada na cama com o celular na mão. Já era a vigésima vez que a menina tentava falar com o seu irmão, mas seus pais sempre desligavam a chamada.
Carmem já tinha desistido de tentar tirar a menina do quarto. De hora em hora, a mulher entrava lá com algum lanche e tentava arrancar algumas frases da menina, mas o esforço era em vão.
Lia se fechou completamente. Não comia, não bebia, não conversava... E Carmem tinha que obrigar a menina a levantar e tomar banho.
Milena voltou a casa no dia seguinte, mas Lia não fez questão de receber a menina, assim como foi com Gaby, Babi, Ike e Natalia. Lia não tinha a menor vontade de interagir com alguém que não fosse o seu irmão.
Carmem: Lia, tem um homem querendo falar com você.... -Lia não respondeu.- Lia, por favor, querida...
Lia: Fala que eu não estou em casa. -Murmurou. Carmem continuou encarando a menina. Lia grunhiu e se levantou em um salto. Passou pela tia e desceu as escadas, pronta para xingar quem quer que estivesse ali, mas parou abruptamente quando reconheceu o homem na sala.- Carlos...?
Carlos: Corray... Tive problemas em manter contato com você.
Lia: Sinto muito... Eu tive alguns problemas. -Lia passou as mãos pelos cabelos, tentando ficar mais apresentável.- O que faz aqui?
Carlos: Meu trabalho. E você deveria estar fazendo o seu também... -Lia engoliu em seco e desviou o olhar. Estava tão envergonhada...- Você sabe o que vai acontecer hoje? -A loira balançou a cabeça, negando.- Sabe sim, Corray. Você entrou nessa pra isso. Sabe o que vai acontecer se deixarmos que eles descubram tudo?
Lia: Sei... -Sussurrou.
Carlos: Vai fazer seu trabalho, menina. Você deu a sua palavra que conseguiria, não me faça te tirar dessa!
Lia: Sim, senhor. -O homem deixou a casa e Lia correu para se arrumar. Que merda... Depois de trocar algumas mensagens com Babi, ela descobriu o que iria acontecer. Tinha que correr para encontrar PH.
Lia vestiu uma calça preta e uma blusa qualquer. Penteou os cabelos, se arrumando o máximo possível. Era o momento de assumir o papel que lhe foi designado.
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DYNASTY - Babitan
FanfictionBárbara Passos é a novata intercambista da faculdade. Não se sabe muito sobre sua história, e ela nunca fez questão que soubessem. Carolina Voltan é a famosa badgirl da cidade: rica, mimada e mesquinha. São os adjetivos usados para identi...
