Capítulo 15

1.8K 174 21
                                        

Babi narrando

Eu e Gaby passamos metade da festa a procura da Lia, o que basicamente não adiantou nada... Não esperei a festa acabar para ir embora, só queria chegar em casa, me jogar na cama e dormir pelo resto da semana.

Babi: Amiga, acho que já vou...

Gaby: Sério?...-Fez uma careta- Tudo bem, então. Você merece descansar...

Babi: Qualquer notícia da Lia, você me liga. -Gaby sacudiu a cabeça e eu a abracei.

Estava no quintal tentando pedir um uber quando Arthur chegou e parou ao lado. Olhei em sua direção e sorri.

Arthur: Como ela está? -Colocou as mãos nos bolsos.

Babi: Está bem.-Cruzei os braços- Sente falta de vocês...

Arthur: É... -Sussurrou tristemente e abaixou a cabeça. Mordi o lábio.- A gente tá tentando o máximo pra tirá-la dessa. Ele não merece isso! -Arthur piscou tentando segurar as lágrimas

Babi: Eu sei... Vai dar tudo certo. -Acariciei seu ombro em sinal de apoio.

Arthur: Diz pra ele que a gente sente muita saudade.

Babi: Ela sabe disso. -Arthur me deu um meio sorriso e se afastou. Voltei meu olhar para o aplicativo pra ver se tinha alguma novidade, mas nenhum motorista aceitava minha viagem. Bufei e enfiei o celular no bolso quando comecei a andar em direção ao meu prédio, torcendo pra não ser assaltada. Ouvi o barulho de motor atrás de mim e dei de cara com Arthur e Victor dentro do carro me olhando pela janela.

Arthur: Quer carona?

Babi: Ah, por favor! -Puxei a maçaneta e entrei no carro

O caminho inteiro tive que ouvir a voz de ganso do Victor enquanto ele cantava todas as músicas que tocavam no rádio.

Eu não sabia como estava o relacionamento dos dois, mas imaginei que eles já tinham se resolvido. Tinha que lembrar a mim mesma de perguntar para o Victor depois.

Quando chegamos no meu prédio, desci do carro e agradeci aos dois. Subi até o meu andar e abri a porta encontrando uma Carolina usando apenas um sutiã e com as mãos atrás da cabeça jogado no sofá.

Babi: Ooooi. –A menina me olhou, acenou e logo voltou a atenção para a TV.- Credo, é assim que se recebe uma dama? –Brinquei

Carolina: Tá carente, é? -Franziu as sobrancelhas e eu não pude deixar de notar o quanto ela fica atraente fazendo isso. Ainda mais quase sem camisa...

Babi: Talvez eu esteja. -Senti meu rosto esquentar depois que percebi o que tinha dito. Abaixei a cabeça e passei rapidamente para a cozinha. Não tinha percebido o quanto o tempo estava quente hoje. Tirei meu casaco e o joguei no balcão.- O que está assistindo? -Peguei um pouco de água para a coelhinha e fui até a gaiola da mesma, mas já tinha água lá.- Colocou água para a Coelhinha?

Carolina: Sim. -Respondeu sem tirar os olhos da TV. Beleza, acho que estou sobrando aqui. Joguei a água na pia, peguei meu casaco e caminhei até o quarto. Não conseguia tirar a imagem da Carol de sutiã da minha cabeça, será que era efeito do pouco álcool que eu ingeri não festa? Eu estava delirando? O único jeito, seria tomar um banho bem frio e foi isso que eu tentei fazer.

Enquanto a água caía sobre meus ombros, eu pensava na festa, em tudo o que estava acontecendo. Meu pai. Minha amiga grávida, minha amiga desaparecida... Minha amiga com um rolo com o irmão que era amigo do intruso na minha casa. A intrusa na minha casa. Mal percebi quando minha mão escorregou para a região a baixo da minha barriga e acariciou ali. Dei um pulo quando notei o que estava acontecendo e fechei o chuveiro, saindo dali. Lembrei que não tinha pego minha roupa, então eu me enrolei na toalha e corri para o meu quarto.

Entrei no meu quarto e tranquei a porta. Vesti meu pijama e me joguei na cama, tentando dormir. Minutos depois e eu continuava rolando pela cama, sem conseguir dormir e com uma tensão enorme entre as pernas. Não, eu não ia fazer aquilo ali com ele na minha sala! Eu me recuso.

Fechei os olhos e tentei pensar em coisas frustrante. A vez que eu encontrei minha mãe e meu pai se agarrando no sofá... Não adiantou. Na vez que eu fui na praia e tive a horrível visão de um homem barrigudo com a cueca no rego. Ok, essa não foi uma boa visão... Ri enquanto lembrava da cena, mas não adiantou novamente. Tudo o que eu pensava, magicamente era apagado e a imagem da Voltan entrava no meu campo de visão novamente.

Grunhi enquanto me rendia e lentamente levava minha mão até lá embaixo. Fechei os olhos imaginando outra mão ali. Enfiei meus dedos para dentro do shorts e gemi quando toquei meu clitóris. Que merda, eu realmente estava me masturbando enquanto pensava no homem que dormia no meu sofá. Levei minha outra mão para dentro da minha camisa e apertei meu mamilo entre os dedos. Mordi o lábio tentando não gemer alto enquanto meu dedo fazia movimentos circulares no meu clítoris. Desci minha mão e mordi o travesseiro quando penetrei dois dedos lentamente. Senti meu corpo se arrepiar, indicando que eu estava chegando ao meu ápice e eu aumentei a velocidade dos meus dedos que agora entravam e saíam rapidamente enquanto eu me contorcia na cama desesperada pelo meu orgasmo quando uma batida na porta soou e eu congelei.

Carolina: Babi? -Levantei da cama em um pulo, sentindo minhas paredes internas reclamarem com a falta de contato. Que merda! Será que ele ouviu alguma coisa? Abri a porta o bastante só pra colocar a minha cabeça a vista.

Babi: Oi! -Gritei. Carolina me olhou de cima a baixo e franziu as sobrancelhas quando parou o olhar em minha cintura. Olhei pra baixo e grunhi quando notei que minha camisa estava completamente levantada até a altura dos seios. Ok, ela não é idiota, com certeza já tinha percebido e deixou isso bem claro quando se aproximou e se apoiou no batente da porta enquanto erguia a sobrancelha.

Carolina: O que estava fazendo? -Semicerrou os olhos e sorriu. Filha da puta.

Babi: Nada... -Mordi o lábio e abaixei a blusa rapidamente

Carolina: Eu estava ouvindo uns barulhos... -Desceu o olhar até minha região íntima, passou pelo meu tronco, meus seios, pescoço e parou na altura dos olhos. Cínica descarada!

Babi: Deve ser coisa da sua cabeça. -Inventei. A menina se aproximou, puxou meu pulso e levou meus dedos até seu nariz. Os dedos que estavam dentro de mim a alguns segundos atrás... Que merda...? Ele sabia. Sabia o que eu estava fazendo... Franzi as sobrancelhas e puxei minha mão.

Carolina: O que você estava fazendo? -Repetiu.

Babi: Se você sabe, por que está perguntando? -Posso apostar que vi o exato momento que o desejo brilhou em seus olhos. Carolina apertou o maxilar e fechou o punho e os olhos enquanto grunhia. Porra isso só me excitou mais ainda! Ela voltou seu olhar ao meu e ergueu as sobrancelhas. Provavelmente, esperando que eu tomasse alguma iniciativa, e foi o que eu fiz.

Puxei sua mão até que nossos corpos estivessem grudados e nossas bocas centímetros. Acabei com o espaço e selei nossos lábios

DYNASTY - BabitanOnde histórias criam vida. Descubra agora