[Babi Narrando]
Bruno: A gatinha está perdida? -Sorri enquanto puxava a maçaneta e entrava no carro. Assim que sentei no banco, Bruno me analisou e abriu um largo sorriso. Me aproximei dele em um abraço desajeitado.- Está bonita... Isso é tudo para o restaurante, ou...
Babi: Comida tailandesa me anima! -Bruno sorriu e voltou a atenção para o volante. O caminho foi agradável, a rádio estava sintonizada em um canal qualquer que tocava uma música tranquila. Quando chegamos no restaurante, nossa mesa já estava reservada.
A garçonete nos entregou o cardápio e disse algo em tailandês que me fez rir. Ela olhou feio na minha direção e eu prensei os lábios desconfortável. Depois da minha sessão de vergonha gratuita, a garçonete se afastou.
Bruno: Acho que ela não foi muito com a sua cara...
Babi: Também acho...
Bruno: O que acha de Pad Thai?
Babi: Gosto.
Bruno: Beleza, e vamos de Pad Thai. Vou chamar a garçonete -Levantei o canto dos lábios enquanto ele se afastava para falar com a garçonete.
O restante do jantar foi tranquilo. Depois do restaurante, tomamos sorvete no mesmo lugar da última vez e quase cedemos ao desejo de encarar a roda gigante, mas concordamos que roda gigante e um estômago cheio, não iriam dar certo.
Ficamos sentados no píer e não vimos a hora passar, quando dei por mim já se passava de 00:00 e as lojas já estavam fechando.
Bruno: Acho melhor... -Apontou para a saída do píer e eu concordei. Quando chegamos ao carro, ele se encostou na porta do passageiro quando eu forcei a maçaneta e percebi que estava trancada. Franzi as sobrancelhas e ele só colocou as mãos nos bolsos e olhou para o céu. Acompanhei o seu olhar e sorri com a vista. O céu estava complemente escuro e as estrelas brilhavam fortemente. Aquela cena era bem rara em uma cidade tão grande e industrializada.
Bruno: Eu poderia ditar uma característica sua para cada estrela no céu, mas acho que não teria estrelas o suficiente. -Desci meu olhar até encontrar seu rosto que estava a centímetros do meu. Depois de um tempo, Bruno riu e abriu a porta para mim. Me despedi rapidamente quando chegamos no meu prédio.
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Minha cabeça latejava com a noite mal dormida, estava devidamente com um péssimo humor. Vesti uma roupa qualquer e fui até a cozinha torcendo para que aquela intrusa não estivesse mais no meu apartamento, mas bufei quando passei pela sala e percebi que estava enganada.
Milena ainda estava em cima da Carol, que por sua vez tinha seus braços enrolados na cintura da maior. Não fiz questão de ser silenciosa como sempre era nas vezes que eu acordava primeiro. Fiz um enorme panelaço mesmo, bati talher, bati copo, remexi bastante nas panelas.
Meu plano deu certo, os dois acordaram assustados e olharam na minha direção, mas eu apenas desviei o olhar e voltei a minha atenção para o que eu estava fazendo. Ouvi sussurros e me virei a tempo de ver o abraço de despedida meloso dos dois na porta.
Carolina passou até o banheiro sem desferir uma só palavra para mim, o que eu estranhei por que normalmente ela acordava fazendo mil e uma piadinhas sem graça. Fiz uma vitamina com algumas frutas perdidas na geladeira e sentei na bancada enquanto bebia. Ela saiu do banheiro com a toalha enrolada no corpo e os cabelos pingando. Revirei os olhos na sua direção e em seguida, ela franziu as sobrancelhas. Vai fazer a desentendida?
Carolina: Qual é a sua, hein? Por que esse mau humor? -Ergui as sobrancelhas, inacreditada que ela estava mesmo perguntando.
Babi: Me responde você. Eu falo para você chamar um de seus amigos e quando eu apareço em casa, você tem uma garota dormindo em cima de você no MEU sofá! -Ela soltou uma risada escánia que só me deixou mais irritada ainda.
Carolina: Quem é você para falar alguma coisa? Acha que eu vou ficar trancada dentro de casa sozinha enquanto você sai com qualquer um? Sua egoista do caralho! -Abri a boca em um grande "O" enquanto descia do banco e parava na sua frente.
Babi: Eu acho melhor você medir a porra das suas palavras para falar comigo. -Apontei o dedo e empurrei seu peitoral.
Carolina: Você está se achando a dona da moral, né? Pois não se esqueça que foi você que começou toda essa palhaçada! -Em um movimento rápido, segurou meu pulso fortemente. -Você olha na minha cara e tem coragem de dizer que vai sair com "amigas" quando na verdade vai passear por aí com qualquer um.
Babi: Você é idiota ou apenas se faz?! -Tentei soltar o meu pulso do seu aperto, mas foi em vão...
Carolina: Eu?! Foi você que mentiu na cara dura para mim. Acha que eu iria fazer o que? Enquanto eu estou preocupada com a porra da sua segurança, você sai sem nenhuma preocupação e volta no meio da madrugada!
Babi: CALA A TUA BOCA! -Gritei enquanto puxei meu braço fortemente.- Para de falar das coisas que você não sabe! Quem você pensa que é para cobrar alguma coisa de mim?!
Carolina: Das coisas que eu não sei?! Eu vi a porra da mensagem no SEU celular!
Babi: Tá me espionando, agora? Que tipo de pessoa você é? Além de assassina, também é psicopata?! -Arregalei os olhos quando notei o que eu tinha falado.- Não, eu...
Carolina: Você deu o celular na minha mão. Foi VOCÊ. Em nenhum momento eu invadi a sua privacidade... -Senti-me mal imediatamente. Não queria ter falado aquilo...- Mas, me conte, eu estou errada? -Dei alguns passos para trás enquanto não tinha coragem parar falar.
Carolina: Fala, Bárbara. Eu estou enganado ou você realmente fez à vadia e aceitou sair com o primeiro cara que apareceu na sua frente? Pra que, hein? -Todo o arrependimento que estava sentindo esvaiu-se e a raiva tomou conta.
Babi: E VOCÊ QUERIA QUE EU FIZESSE O QUE? FICASSE EM CASA PRESA O DIA TODO COM UMA PROCURADA DA POLÍCIA? -Voltan abaixou a guarda e se afastou enquanto desviava o olhar. Merda... Quando eu me virei para voltar para o meu quarto, ouvi seu sussurro.
Carolina: E em vez disso preferiu abrir as pernas para o primeiro que apareceu. -Meu corpo girou rapidamente e só notei o que tinha feito depois que senti uma enorme ardência na mão. Eu lhe dei uma enorme bofetada na bochecha e com o movimento, o relógio do meu pai soltou-se de meu pulso e voou pela cozinha, espatifando-se no chão em mil pedaços. Automaticamente, meus olhos encheram-se de água e eu corri até os pedaços.
Babi: Que merda! -Proferi enquanto tentava juntar os pedaços. Carolina apenas passou por mim e se abaixou e pegou algo do chão. - O que é isso? -Perguntei depois que ela se aproximou e colocou um pequeno cartão de memória em cima da bancada.
Carolina: Saiu do relógio quando o mesmo quebrou. -Nós dois observamos o pequeno chip. A voz do meu pai ecoou novamente em minha mente e eu arregalei os olhos. -As pessoa comuns pensam apenas como passar o tempo....
Babi: Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo. -Completei. Carolina me olhou com a sobrancelha franzida enquanto engolia em seco. Eu corri para o meu quarto e peguei meu notebook na escrivaninha. Coloquei o aparelho em cima do balcão e me sentei no banquinho novamente, com a Voltan ao meu lado.
Inseri o mini cartão no adaptador coloquei no leitor do notebook, automaticamente apareceu uma pasta com três arquivos; Um vídeo e dois documentos do word. Decidi abrir o vídeo e quando a imagem carregou, foi como um enorme soco no estômago que me fez perder o ar.
Quando reconheci o ambiente que a câmera mostrava, as lágrimas rolaram livremente pelas minhas bochechas; Era o escritório do meu pai. A câmera remexeu e logo o meu pai apareceu no campo de visão e se sentou na cadeira.
Travis: Oi, Bárbara. Se você está vendo esse vídeo, é por que algo muitoruim aconteceu comigo. Não sei quanto tempo se passou, mas quero lhe dizer paranão ficar triste, eu acho que cumpri a minha missão por aqui e agora a repassopara vocês por que sei que darão conta disso. Eu espero que você já tenhaconhecido a Carolina, né? Mas se não, ela mora em Chicago e estuda naquelauniversidade que conversamos. Ela vai chegar até você e saberá o que fazer.Mas, se vocês já se conhecem... Espero que vejam isso juntas! Imagino queestejam se dando bem, né? Vocês combinam em tantos pontos, saiba que eu tenhomuito orgulho de vocês. -Seus olhos lacrimejaram. - Eu sou um homem tão sortudopor ter filhas como vocês. Eu sei que nossa relação não é de sangue, Carolina.Mas você não deixou de ser a MINHA filha em nenhum mom
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Até segunda, besos
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DYNASTY - Babitan
Fiksi PenggemarBárbara Passos é a novata intercambista da faculdade. Não se sabe muito sobre sua história, e ela nunca fez questão que soubessem. Carolina Voltan é a famosa badgirl da cidade: rica, mimada e mesquinha. São os adjetivos usados para identi...
