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Natty: Como você não percebe que eu sou apaixonada por você desde os 15 anos?! Eu sou completamente louca por você
Rodrigo: O que?
Natty: Me deixa sair, Rodrigo...—A menina forçou a maçaneta da porta que ainda que encontrava travada.
Rodrigo: Por que não me disse antes? —A menina não conseguia nem olhar nos olhos do mais velho. Estava envergonhada e arrependida por ter aberto o bico.
Natty: Não torna isso mais difícil... Abre a porta, Por favor. —Lagrimas já escorriam livremente pelas suas bochechas. Tudo o que a menina queria era sair daquele lugar.
Rodrigo: Natalia, para! —Ike segurou o braço na menina que esmurrava a porta do carro e o trouxe pra perto de si, obrigando a menor a olhar pra ele.— Por que não me disse?
Natty: Como eu ia te dizer? Você me vê como sua irmãzinha mais nova, e eu sempre tive que suportar ver você engolindo outras meninas bem na minha frente e você estava ocupado demais com isso pra perceber meus sentimentos, né?! Você nunca me deu abertura pra ser sincera sobre isso! Agora, abre a merda dessa porta e me deixa sair daqui! —Ike destravou a porta relutantemente e a menina saiu correndo pra dentro de casa. Como ele não tinha percebido nada? Estava sentindo-se um lixo. A menina sempre o apoiou em tudo; Quando ele não queria voltar pra casa bebado, era na casa dela que ele se abrigava. Era com ela que ele se sentia seguro pra qualquer coisa. A menina sempre se mostrou prestativa pra tudo o que ele precisasse e agora ele percebia o quanto o seu egoísmo e hipocrisia o impediram de enxergar o que estava acontecendo bem de baixo do seu nariz.
No dia seguinte, Natty não apareceu na faculdade e o peso da culpa deixou Rodrigo de mau humor pelo resto do dia.
Babi narrando
Meus olhos estavam abertos, mas o meu corpo ainda estava dormindo. Eu estava tão cansada, fui uma luta enorme pra sair da cama, mas mesmo assim tomei coragem e levantei. Tomei banho e vesti uma roupa confortável pra passar o dia. Hoje eu iria entregar currículo pela cidade, eu estava urgentemente precisando de emprego. Ao passar pela sala, Sorri com a cena. Carolina estava dormindo de conchinha com a minha pelúcia do stitch. Não pude deixar de pegar o celular e fotografar aquele momento.
Sai do apartamento e dei de cara com a vizinha da frente.
Babi: Bom dia, senhora Hill! —A senhora Hill é uma mulher incrivelmente meiga e carinhosa que mora sozinha. De vez em quando eu passo as tardes em seu apartamento para fazer um pouco de companhia a ela. Seus filhos basicamente estão do outro lado do país e ligam uma vez por mês pra saber como ela está... Ingratos.
Sra Hill: Bom dia, minha querida! Eu fiz um empadão ontem e trouxe a metade para você. Não queria que o empadão estragasse. —Disse enquanto estendia uma travessa.
Babi: Ah, senhora Hill, que gentileza. Muito obrigada, tenho certeza que está uma delícia!—Peguei a travessa de suas mãos e sorri.—
Sra Hill: Quero que vocês provem e me digam o que acharam... —Franzi as sobrancelhas.
Babi: Vocês? —Sorri enquanto perguntava.
Sra Hill: Eu sei que tem uma moça morando aí com você, minha jovem. —Sorri enquanto negava com a cabeça.— Ah não, não adianta negar. Eu sinto de longe a presença de uma mulher bonita. —Abri a boca pra responder, mas a senhorinha correu pra dentro e fechou a porta rapidamente.
Soltei um riso nervoso enquanto voltava para o meu apartamento e colocava a travessa em cima do balcão. Carolina não tinha acordado, graças a Deus. Peguei as minhas coisa novamente e corri pro metrô.
Quando cheguei no campus, Lia correu na minha direção.
Lia: Amiga, o que aconteceu no seu apartamento ontem/hoje?
Babi: Nada? —Franzi as sobrancelhas.
Lia: O Ike falou que estava indo para lá... O que ele foi fazer lá? Ele não me respondeu quando perguntei.
Babi: A coisa entre vocês estão ficando sérias então, né? —Tentei desviar do assunto, o que foi uma tentativa bem sucedida. Lia era extremamente distraída e animada. Era só fazer uma simples pergunta que a animasse que a mesma ficava falando horas e horas sobre o assunto.
Lia: Acho que sim! —Peguei o exato momento que a minha amiga sorriu animada e seus olhos verdes brilharam.— Ele é bem reservado e a gente ainda não conversou sobre um "relacionamento", mas acho que é sério... —Gabrielly apareceu ofegante ao nosso lado.
Gaby: Acho que eu nunca cheguei tão atrasada em toda a minha vida.
Lia: Ué, o que aconteceu?
Gaby: Tive que vim de metrô. - Gaby tentou regular a respiração enquanto arrumava a bolsa no ombro. Acho que ela percebeu nossos rostos com a expressão de dúvida e explicou - O meu pai sai cedo demais e eu não quis pegar carona com o Gabriel. - Gaby nos observou e revirou os olhos quando teve que explicar novamente - O Gabriel me beijou. - Arregalei os olhos surpresa e Lia deu um grito assustando a Gaby.
Babi: O Gabriel, Gabriel? O seu irmão? —Gaby acenou com a cabeça envergonhada.
Lia: EU SABIA! Meu Deus eu não acredito que meu sonho está se realizando.
Gaby: Lia!
Lia: Me desculpa, mas, Puta merda! Quem não sentia a tensão sexual de vocês dois?
Gaby: Não tem nada disso, cala a boca.
Lia: Af, Gabrielly... vai dizer que você não gosta dele?
Gaby: Não gosto dele.
Lia: Hurum, você não esgana nem você mesma.— A maior revirou os olhos e cruzou os braços.
Gaby: Será que a gente pode mudar de assunto?
Lia: Ah é! Bárbara, por que o Rodrigo estava no seu AP ontem? —Ah não...
Narradora on
Babi conseguiu contornar a situação e as meninas não perguntaram novamente. Cada uma foi para sua aula e marcaram de se encontrarem no almoço.
Rodrigo tinha evitado cruzar com Lia o dia todo, não tava com cabeça pra isso agora, seus pensamentos ainda estavam no dia anterior. Estava dividido entre ir até a casa da amiga e tentar consertar as coisas, ou fingir que a conversa nunca existiu. Ao virar o corredor, trombou-se com Lia. Que merda!
Lia: Meu Deus, que susto! —A garota levou a mão até o coração e depois sorriu para o maior.— Onde você estava? Te procurei pelo campus inteiro...
Rodrigo: Tive que resolver uns problemas... —Rodrigo tentou seguir o caminho, mas Lia o segurou com a feição preocupada.
Lia: Tá tudo bem? —Segurou a mão do menino
Rodrigo: Tá, tá tudo bem, Lia. —Puxou sua mão do aperto da menor delicadamente. Lia se encolheu e saiu do caminho.
Lia: Tudo bem, então. —A menina abaixou a cabeça enquanto o maior começou a se distanciar. E mais uma vez aquela sensação invadiu a loira. A sensação de que não era o suficiente pra ninguém. Aquela sensação de irrelevância que vivia a cercando. E mais uma vez a menina foi dispensada. Lia nem se preocupou em melhorar a feição quando entrou no refeitório e sentou-se com as amigas.
Quando foi liberado, Rodrigo seguiu seus instintos e foi até a casa da amiga. Bateu na porta e foi recebido pela mãe da mesma que logo pediu para que o menino animasse à filha que estava enfiada no quarto a manhã toda. Ike bateu na porta e entrou no quarto dando de cara com um volume jogado entre o edredom em cima da cama que nem se mexeu com o barulho.
Rodrigo: Natty? —A menina levantou a cabeça e arregalou os olhos. — Acho que a gente precisa conversar, né?
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DYNASTY - Babitan
FanfictionBárbara Passos é a novata intercambista da faculdade. Não se sabe muito sobre sua história, e ela nunca fez questão que soubessem. Carolina Voltan é a famosa badgirl da cidade: rica, mimada e mesquinha. São os adjetivos usados para identi...
