Capítulo 11

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Finalmente voltei ao trabalho, depois de quase 3 semanas. A princípio, os meninos me deram 1 semana para processar tudo. Depois, ficaram enrolando para me deixar voltar por quase 2 semanas.

Para eu voltar para minha casa foi um sacrifício! Só consegui voltar no mesmo dia que consegui retornar para a empresa, embora eu estava adorando ficar na casa deles.

Decido ir até a cozinha fazer um lanche, já estava quase dando 23:00hrs e eu precisava dormir, já que começava às 8h na Petrov's Imperium. Acabei por fazer dois mistos quentes e pegar um copo de Coca-Cola sem açúcar.

Depois que comi, levei o prato e o copo para a cozinha para lavar os mesmos e em seguida fui para o banheiro.
Quando saí do minúsculo cômodo, vi o display do meu celular mostrando a foto de um dos gêmeos, logo me lembro que deixei o aparelho no modo silencioso.

Quando atendi, ouvi a voz dos dois ao mesmo tempo.

– O que vocês estão fazendo? – pergunto.

– Eu estou mandando o Francis sair do Macbook e ele não quer. Então liguei para você obrigar ele. – Nikolai fala, me fazendo cair na gargalhada por essa ser a história que ele inventou hoje.

– Nikai, conta outra! Desde que eu voltei pra minha casa você me liga inventando uma história diferente. – falo dando uma risada baixa.

Depois que conversamos por quase uma hora no celular, eu me despedi alegando que iria dormir, pois precisava acordar cedo para chegar a tempo na empresa. Com muito custo consegui desligar, coloquei o meu celular para carregar na sala e fui para o quarto.

Arrumo a alça da minha mini bolsa no ombro, enquanto seguro os dois cafés, sendo um expresso e um cremoso. Após entrar no elevador, aperto o maior número mas quando as portas iam se fechando, um homem alto entra e me cumprimenta de um jeito estranho, decido apenas dar um sorriso sem mostrar os dentes e continuar com os olhos fixados nas portas, contando os segundos para vê-las abertas.

– A gatinha é nova aqui? – ele pergunta se aproximando de mim.

Apenas aceno com a cabeça me afastando mais um pouco. Quando ele ia tocar em meu ombro, as portas do elevador se abrem e eu dou de cara com Francis.

– Senhor Petrov, o senhor não me disse que contratou uma moreninha tão gostosa. – o homem nojento fala, me fazendo olhá-lo incrédula e enojada, tendo lembranças que não me atormentavam mais.

– O que você disse? – Francis pergunta, se aproximando do homem, que acabou recuando.

– Fran, não se preocupa com isso... – Falo segurando sua mão mas ele a puxa de mim com força.

– Ora, eu não disse nenhuma mentira! – o homem fala, parecia estar provocando-o.

Quando eu ia me aproximar novamente do Francis, ele vai pra cima do homem sem hesitar. Com o pouco que consegui ver, devido ao seu tamanho, fiquei horrorizada. Como eu não podia fazer nada, fui rapidamente até a sala dos meninos e abri a porta vendo Nikolai me olhar rapidamente.

– Nikolai, o Francis está transtornado brigando com um homem! – falo colocando os copos encima da mesa.

– Ele está apanhando? – Nikolai pergunta calmamente.

– Óbvio que não! – falo de uma forma agitada, já que eu fico nervosa fácil.

– Então deixa ele. Deve ter motivo. – ele fala, me fazendo caminhar até ele em passos apressados e desajeitados.

– Mas ele vai matar o cara! – falo puxando ele pela mão, tentando levantá-lo, mas ele permanece sentado.

– Por que ele está fazendo isso? – Nikai pergunta, me fazendo pensar se devo falar ou não. Como não consigo mentir, falo baixo.

– O homem me chamou de... – ele não espera eu terminar e se levanta.

– Nesse caso... Ele realmente vai matar ele. – Nikolai diz antes de sair da sala, saio logo após ele e vejo o gêmeo de cabelos compridos prender seu cabelo num coque rapidamente.

Nikolai tira o irmão de cima do homem com muito esforço e eu realmente não quero ver a cena, então entro novamente na sala.

Após uma eternidade, os meninos voltam para a sala e Francis está completamente vermelho. Suas mãos estão machucadas e eu presumo que ele tenha machucado o homem.

– Peça desculpas a ela. – Nikolai fala para o irmão, que olha para mim como um cachorro abandonado.

– Angel, eu sinto muito. Eu não queria perder o controle na sua frente, mas eu não consegui aguentar. – ele caminha até mim e segura em minha mão, acariciando a mesma.

– Não foi culpa sua, Francis. Eu queria que vocês estivessem lá quando... – paro de falar, apenas dando um sorriso sem mostrar os dentes.

– Quando... – Nikolai insiste e eu nego com a cabeça, dizendo que outro dia eu falo sobre isso.

– Eu sei que vocês nunca machucariam alguém sem motivo. – falo, vendo os irmãos se olharem e Francis falar com Nikolai em russo.

Надеюсь, ей потребуется время, чтобы по-настоящему узнать нас, брат. (Espero que ela demore a nos conhecer de verdade, irmão.)

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