Capítulo 34

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Já se passaram quase dois meses desde o ocorrido. Os meninos não me deixam ficar sozinha por um segundo, contrataram mais seguranças para a casa e agora eu sou obrigada a andar com esses armários atrás de mim.

Por insistência da minha parte e por eu ter dito que era para não ficar sozinha em casa, eles me deixaram voltar a trabalhar na empresa.

Consegui duas amigas e um amigo gay na empresa, foi uma coisa maravilhosa para mim já que eu nunca consegui fazer amigos com facilidade.

Por agora está tudo correndo bem, estou trabalhando mais como assistente pessoal do que secretária mas estou feliz.

Nas primeiras semanas depois de ter sido levada a força para o homem que havia me abusado eu fiquei bem traumatizada. Era difícil dormir, só conseguia quando os meninos estavam junto a mim e eu não queria ficar sozinha por um instante. Agora estou bem, aliás eu vi que os meninos me protegeriam de tudo e todos.

– No que tanto pensa, gatinha? – ouço a voz do Nikai e acabo despertando dos desvaneios, me viro para ele e dou um sorriso mínimo.

– No quanto minha vida mudou depois de vocês. – digo o vendo sorrir e voltar a digitar no macbook.

Após passar a limpo um rascunho, me levantei para ir buscar um café e fui até a porta depois de avisar os meninos onde iria. Abri a porta e me afastei um pouco ao ver uma mulher magra e alta parada ali.

– Querida, onde estão os senhores Petrov? – ela pergunta e eu não hesitei em arquear uma sobrancelha.

– Ocupados. Pode falar comigo. – falo tendo de olhar para cima para ver seu rosto maquiado exageradamente.

– Com uma funcionária? Oh, não! São assuntos pessoais. – ela diz e eu dou um dos meus melhores sorrisos.

– Você está falando com a senhora Petrov, diga o que quer ou vá embora. – digo sentindo um leve ardor no peito. Ela ri e balança a cabeça negativamente, para então trocar a bolsa de mão e arrumar seu cabelo tingido.

– Fala sério, me dê licença. – ela diz e eu sinto o braço de um dos gêmeos passar pela minha cintura. Olho para cima, vendo Nikolai e volto a olhar para a mulher.

– Katherine. – ele diz e aperta um pouco minha cintura.

– Querido! Tenho uma coisa para dizer.

– Diga. – ele responde e eu cruzo os braços involuntariamente, um pouco irritada.

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