– Sim, pai, essa é a Angeline. – Nikolai diz e Francis permanece ao meu lado.
– É um prazer conhecê-la. – ele diz se aproximando e me abraça. Por incrível que pareça, não sinto o meu corpo tremer de medo, apenas tento abraçar ele de volta. Assim que ele me solta, ele volta a falar sorridente. – Me chamo Dimitri, esta é minha esposa Irlina e minha filha Amélia.
Dou um sorriso cumprimentando Irlina que também me abraçou com um lindo sorriso nos lábios. A abracei de volta sentindo seu corpo caloroso, ela tinha um abraço de mãe e eu me sentia segura me seus braços, embora não a conhecesse.
– É um prazer conhecê-los. – digo após soltar a madrasta dos meninos.
– Filhos, vocês estão em uma casa linda! Quem arquitetou? – o pai deles pergunta e Nikolai aponta para Francis, que ainda não havia se pronunciado.
– Francis e seus incríveis dotes. – ele diz sorrindo para o irmão que deu de ombros.
– Ficou incrível, Francis! – o pai deles elogia novamente e Francis apenas acena com a cabeça, dando um mínimo sorriso sem mostrar os dentes e indo cumprimentar a madrasta.
≈
Almoçamos entre conversas e risadas. Eu me senti completamente a vontade com a família deles, embora sua irmãzinha não tenha gostado de mim, eu a adorei. Ela é espontânea e não é aquela criança que vive grudada no celular, ela conversa, faz perguntas e tem um enorme interesse em livros.
Nos despedidos depois de eu prometer que iria fazer os meninos irem visitá-los, já que estes não os visitam a anos, quando se vêem é em alguma reunião.
Os gêmeos foram levar sua família até o centro de cidade gentilmente.
Ouço meu celular tocar e o pego para atender a ligação de Francis.
– Angel, tudo bem? – ele fala.
– Sim, Fran. – respondo.
– Não importa o que aconteça. Não abr... – ele não termina já que sua ligação corta.
– Amor? Francis? – chamo mas só ouço seu celular chiar. Desligo a chamada após quase um minuto aguardando.
O que será que ele ia dizer? O que está acontecendo? Caminho em direção a cozinha para beber um copo de água já que minha garganta ficou seca pelo nervoso.
Coloco a água no copo e ouço a campainha tocar freneticamente, rapidamente me dirigi até porta com o copo em mãos. Quando a abri, dei de cara com Amélia espantada. Esta entra rapidamente e fecha a porta.
– A-angeline... Ele está vindo! – ela sussurra quase sem voz.
– Quem está vindo, pequena? – pergunto sentindo medo.
– Eu não sei... Ele machucou o papai... Ele... Angeline não deixe que ele me pegue, por favor. – ela pede em meio a soluços. Rapidamente seguro em sua pequena mão a puxando para o andar de cima.
Já no segundo andar, posso ouvir um estrondo que parece vir da sala. Entro no quarto que eu durmo com os meninos a puxando com pressa. Levo a menina para o closet e a deixo sentada embaixo de uma prateleira. Me abaixo para falar com ela.
– Não saia daqui. Você tem um celular? – pergunto e a vejo assentir. – Quando eu sair do closet, irei travar ele e você liga para o Nikolai. Tudo bem? Não faça barulho. – pergunto sussurrando e beijo sua testa dizendo que vai ficar tudo bem.
Rapidamente saio do closet o travando e saio do quarto rapidamente trancando a porta. Corro para o escritório dos meninos para me esconder lá, quando entro e vou até a enorme mesa, ouço a porta se fechar com força me fazendo pular e me virar para trás, vendo um homem alto de cabelos loiros se aproximar de mim.
Ele fala em russo e eu tento me afastar, mas acabo batendo as costas contra a mesa. Ele dá uma risada alta e eu já consigo sentir lágrimas quentes rolarem pelas minhas bochechas. Ele me segura com força pelo pescoço e eu tento retirar sua mão de mim. Consigo chutar ele e tento correr até a porta, quando seguro na maçaneta para a abrir, o homem coloca um pano contra meu nariz e boca. Tento me soltar me debatendo, mas ele é muito forte e eu não consigo. Em poucos instantes sinto meus olhos pesarem e acabo apagando.
~•~
Sem revisão pessoal, tolerem os errinhos.
Até breve 💛
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Brothers Must Divide
FanfictionNa qual uma garota nova em Los Angeles acaba se esbarrando com os gêmeos Gorky Petrov. Mal sabia ela que eles seriam a sua perdição, mas também a sua salvação.
