Capítulo 31

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Angeline Stewart

Quando acordei, estava amarrada e amordaçada em um local escuro e sujo, já que emanava um cheiro horrível de coisas velhas e mofadas.

Eu já podia sentir o meu coração com batidas aceleradas, as quais faziam meu peito doer e ficar quente como o fogo. Mesmo tentando me acalmar, dizendo para mim mesma que os meninos irão me buscar, eu não consigo manter a calma.

Isso já me aconteceu, não dessa forma, foi algo diferente mas ruim como tal. Os cantos dos meus lábios estão ardendo e eu tenho certeza que ficarão machucados. Meus pulsos já devem estar com pequenas feridas por causa do atrito, doíam a cada vez que eu me mexia.

Ouço um barulho de porta rangendo e rapidamente tento enxergar quem está entrando, mas pelo ambiente escuro eu só consigo perceber sua altura. Eu não podia distinguir quem era a pessoa, até que ouvi sua voz que me fez sentir nojo.

– Quando tempo, moreninha. – ele diz me fazendo sentir um bolo na garganta, a vontade de vomitar é gigante.

– Não irá responder o seu homem? Ah, é verdade! Você não pode, está amordaçada e vuneravel a qualquer toque. – ele diz. Pelo barulho do seu pé batendo no chão oco, ele vai para a esquerda e em seguida uma enorme claridade invade o ambiente. Fecho meus olhos e os abro várias vezes para me acostumar com a luz que tanto os machuca.

Olho em direção ao homem com rancor no olhar e, mesmo que eu não queira, me lembro de tudo o que aconteceu entre a gente, sentindo meu corpo ficar tenso e trêmulo ao lembrar de quando acordei em um hospital sem ninguém que pudesse ou quisesse se responsabilizar por mim.

Eu morri. Morri por 2 dias e quando acordei, queria ter morrido para sempre.

– Relembrando nosso passado, é? Que saudade desse corpinho. – ele diz, me fazendo sentir náusea na mesma hora.

Seu rosto diabólico me assusta e eu só queria ter continuado nos braços dos meus meninos. Sei que eles me protegeriam, mas agora estou completamente perdida e vuneravel. Sinto que sozinha não sou ninguém.

O homem se aproxima de mim em passos lentos e torturantes, para então se abaixar perto do meu rosto e puxar o pano que cobria minha boca para baixo. Instantaneamente sinto os cantos dos meus lábios arderem e acabo tossindo um pouco pela maldita sede que estou.

– Me lembro dessa boquinha carnuda. – ele dá risada e pressiona seus lábios ressecados contra os meus, por instinto eu acabei mordendo com muita força seu lábio inferior podendo sentir o gosto metálico de sangue em seguida. Cuspi no seu rosto o seu próprio sangue junto da minha saliva e recebi um tapa no rosto em resposta.

– Eu te odeio! Você é um monstro que deve ser decepado! Nojento. – grito o pouco que consigo sentindo minhas bochechas ficarem molhadas pelas lágrimas que insistiam em escorrer.

– Odeia tanto quanto odeia sua mamãezinha? Outra gostosa, mas não chega aos seus pés! Sempre tive tesão nas moreninhas, tão brigonas e escandalosas. – ele cuspiu as palavras como um escarro, me fazendo ter ânsias.

– Odeio você como odeio ela! São dois malditos que irão queimar no inferno!

~•~

Capítulo sem revisão, tolerem os errinhos!
Até breve 💛

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