Capítulo 22

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Depois de ficar horas no meu seio, Francis finalmente dormiu e eu, delicadamente, tirei meu mamilo da sua boca desenhada. Ele se mexeu um pouco, mas logo se aconchegou no travesseiro que eu usei na noite passada.

Troquei a minha roupa, colocando um short jeans e uma camiseta e indo até a porta do quarto.

– Nikai, vem cá. – chamo o gêmeo de cabelos longos que estava sentado no sofá. Ele vem até as escadas onde eu estou sentada e logo se senta ao meu lado.

– Oi, gatinha. – ele diz, se virando um pouco para mim e olhando para o meu rosto.

– Você disse que iria me explicar o porquê do Francis ter ficado tão nervoso e inseguro de uma hora para outra. – relembro baixo e olho para baixo, sentindo uma pitada de culpa.

– Eu posso te explicar, mas você não pode ficar chateada por termos omitido algumas partes da nossa vida.

– Tudo bem. Eu também não contei exatamente tudo. – digo, encolhendo os ombros e olhando para ele.

– Quando nossos pais se separaram, nós víamos nosso pai bêbado e lamentando pela casa. Mesmo que não fossemos, nos sentíamos culpados. Eu afoguei as mágoas namorando uma garota que eu não me lembro o nome, já Francis acabou desenvolvendo TOD. – ele faz uma longa pausa. – É como uma síndrome, se chama Transtorno desafiador de oposição. Ele não conseguia se controlar, foi expulso de quase todas as escolas e até foi afastado por bastante tempo. Ele precisou tomar remédios e fazer terapia, embora não adiantasse muita coisa. Infelizmente ele foi internado por dois meses, se não me falha a memória. Mas isso foi por ele ter espancado um professor que disse para a turma toda que ele não fez uma atividade. Ele conseguiu melhorar por causa do nosso avô e também devido a nossa irmã mais nova. Às vezes ele tem algumas recaídas, mas não acontecia a muitos anos. – ele diz e eu tento processar tudo, não entendi exatamente tudo, mas não irei perguntar por agora.

– Sinto muito, Nikai. – digo, dando um leve beijo na sua bochecha.

– Está tudo bem, gatinha. Descobri que o seu leite acalma ele. – ele diz antes de beijar minha testa e apertar meu nariz, me fazendo rir.

– Eu sei que acalma você também. – digo dando uma risada em seguida e me aproximando mais um pouco, para deitar em seu braço.

– Hum. Eu conheço esse carinho. – ele diz.

– Por favor, me deixe fazer tranças no seu cabelo. – peço já vendo ele balançar a cabeça negativamente. – Você pode mamar enquanto eu... – ele me interrompe, como sempre.

– Eu deixo!

Eu mordi seu braço e me levantei, subi mais dois degraus e me sentei atrás dele, agora estando na altura para mexer no seu cabelo. Rapidamente fiz uma massagem no seu couro cabeludo, vendo-o relaxar os ombros.

– Eu pensei que eu iria ficar no seu seio. – ele diz, logo resmungando quando eu puxo seu cabelo, para o repreender.

– Você vai, mas só depois que eu terminar. – digo, separando as laterais do cabelo dele para fazer tranças.

– E nada de puxar! Senão eu fico duro na hora. – ele murmura a última frase e eu puxo seu cabelo implicando.

~•~

Sem revisão pessoal, tolerem os errinhos por favor 💛💛

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