Depois de ficar horas no meu seio, Francis finalmente dormiu e eu, delicadamente, tirei meu mamilo da sua boca desenhada. Ele se mexeu um pouco, mas logo se aconchegou no travesseiro que eu usei na noite passada.
Troquei a minha roupa, colocando um short jeans e uma camiseta e indo até a porta do quarto.
– Nikai, vem cá. – chamo o gêmeo de cabelos longos que estava sentado no sofá. Ele vem até as escadas onde eu estou sentada e logo se senta ao meu lado.
– Oi, gatinha. – ele diz, se virando um pouco para mim e olhando para o meu rosto.
– Você disse que iria me explicar o porquê do Francis ter ficado tão nervoso e inseguro de uma hora para outra. – relembro baixo e olho para baixo, sentindo uma pitada de culpa.
– Eu posso te explicar, mas você não pode ficar chateada por termos omitido algumas partes da nossa vida.
– Tudo bem. Eu também não contei exatamente tudo. – digo, encolhendo os ombros e olhando para ele.
– Quando nossos pais se separaram, nós víamos nosso pai bêbado e lamentando pela casa. Mesmo que não fossemos, nos sentíamos culpados. Eu afoguei as mágoas namorando uma garota que eu não me lembro o nome, já Francis acabou desenvolvendo TOD. – ele faz uma longa pausa. – É como uma síndrome, se chama Transtorno desafiador de oposição. Ele não conseguia se controlar, foi expulso de quase todas as escolas e até foi afastado por bastante tempo. Ele precisou tomar remédios e fazer terapia, embora não adiantasse muita coisa. Infelizmente ele foi internado por dois meses, se não me falha a memória. Mas isso foi por ele ter espancado um professor que disse para a turma toda que ele não fez uma atividade. Ele conseguiu melhorar por causa do nosso avô e também devido a nossa irmã mais nova. Às vezes ele tem algumas recaídas, mas não acontecia a muitos anos. – ele diz e eu tento processar tudo, não entendi exatamente tudo, mas não irei perguntar por agora.
– Sinto muito, Nikai. – digo, dando um leve beijo na sua bochecha.
– Está tudo bem, gatinha. Descobri que o seu leite acalma ele. – ele diz antes de beijar minha testa e apertar meu nariz, me fazendo rir.
– Eu sei que acalma você também. – digo dando uma risada em seguida e me aproximando mais um pouco, para deitar em seu braço.
– Hum. Eu conheço esse carinho. – ele diz.
– Por favor, me deixe fazer tranças no seu cabelo. – peço já vendo ele balançar a cabeça negativamente. – Você pode mamar enquanto eu... – ele me interrompe, como sempre.
– Eu deixo!
Eu mordi seu braço e me levantei, subi mais dois degraus e me sentei atrás dele, agora estando na altura para mexer no seu cabelo. Rapidamente fiz uma massagem no seu couro cabeludo, vendo-o relaxar os ombros.
– Eu pensei que eu iria ficar no seu seio. – ele diz, logo resmungando quando eu puxo seu cabelo, para o repreender.
– Você vai, mas só depois que eu terminar. – digo, separando as laterais do cabelo dele para fazer tranças.
– E nada de puxar! Senão eu fico duro na hora. – ele murmura a última frase e eu puxo seu cabelo implicando.
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Sem revisão pessoal, tolerem os errinhos por favor 💛💛
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Brothers Must Divide
FanfictionNa qual uma garota nova em Los Angeles acaba se esbarrando com os gêmeos Gorky Petrov. Mal sabia ela que eles seriam a sua perdição, mas também a sua salvação.
