Cristopher
Fui embora com Renata. Ao chegarmos em casa ela me abraçou pelas costas e me beijos no pescoço, fechei meus olhos, e me deixei levar pelo seu toque. Ela me rodeou e passou os braços pelo meu pescoço beijando minha boca suavemente. Eu não precisava de algo lento, calmo ou amoroso. Eu precisava de mais, de intensidade. Puxei a pela cintura a fim de sentir mais de seu corpo. Ela se assustou mais não rejeitou. Peguei a no colo e a levei até meu quarto. A deitei e começamos a tirar nossa roupa. Logo a sua imagem foi trocada pela de outra pessoa. Por uma mulher de pele clara e cabelos vermelhos. Me vi louco ao ver seu corpo ali, deitado na cama, seus olhos travessos me olhando.
Me deitei sobre ela e a penetrei sem pensar duas vezes. Senti o calor de seu corpo, tentei ir rápido, mais logo a voz da mulher verdadeira me para.
- Vamos de vagar...
Aquilo me paralisou por um tempo. Mais então retornei, quando senti o cheiro de Dul atingir minhas narinas. Ela não estava ali. Mais minha mente fazia com que eu sentisse. Trocamos de posição, e ela passou a cavalgar sobre mim. Fechei meus olhos e escutei trovões, e um relâmpago iluminou o quarto, e foi nesse momento que abri meus olhos e escutei a chuva cair grossa lá fora. E quando eu olhei para cima de mim. Vi ela. Sobre mim, segurando seus cabelos, sua feição de satisfação pura. Eu enlouqueci. E foi então que me entreguei ao desejo. E ela também.
Ela caiu ao meu lado. E eu fechei meus olhos satisfeito. Depois de longos minutos que pareciam horas, tomei coragem e olhei para o lado. Renata dormia ao meu lado, tranquilamente. Não era mais a feição de Dulce que eu via. E aquilo me incomodou de mais. Eu precisava ver ela. Precisava sentir ela. Eu precisava dela, de mais ninguém.
Me levantei, vesti uma Boxer e fui até a cozinha. Abri a geladeira e peguei uma garrafa de água. Enquanto enchia o copo, percebi que ainda chovia lá fora. Fui para perto da varanda, e olhei lá fora. Quando me virei, dei de cara com ela.
- Dulce ? - Sussurrei.
Ela apenas colocou um dedo sobre a boca delicadamente e emitiu seu recado, me mandando ficar em silêncio. Eu fiquei a admirando, enquanto ela caminhava lentamente em minha direção. Seu corpo coberto apenas por uma camisa social grande de mais para seu corpo, quando ela chegou perto de mim a ponto de me tocar, como fumaça ela sumiu. Frustado, eu fui até o banheiro e liguei o chuveiro, deixei a água cair sobre meu corpo. Mas por mais que a água levasse embora todo vestígio que houvesse em minha pele, a mesma não poderia filtrar ou lavar os pensamentos em minha mente.
Sai do banheiro, e continuei vestido apenas de box. Peguei meu celular e então vi que já eram quatro horas da manhã. Visualizei algumas mensagens. Logo visualizei o seu contato e sem pensar duas vezes entrei. Nossa última conversa ainda está gravado nele. Sua última visualização naquele aplicativo fora as três e meia. Pensei então em mandar um mensagem, na esperança de que ela me respondesse. Então não tive a coragem. Lembrei de sua fisionomia antes de ir embora. De como sua feição havia mudado depois que esbarramos e nós beijamos.
Minha cabeça já doía de mais, por sorte já estávamos no fim de semana. Tomei um analgésico e fui dormir. Pelo menos tentar fazer isso.
Acordei tarde. Renata já estava de pé na cozinha preparando algo quando tive forças para levantar da cama.
- Você dormiu bem em - Disse neutra, colocando um prato sobre o balcão.
- Só estava muito cansado. E vc já acordou cedo ?
- Sim... Na verdade acordei tem uma hora já.
- Nossa.. - respondi me sentando diante da refeição, depois de comermos juntos, Renata foi toma um banho e se trocar.
- Já estou indo embora. - Disse pegando suas coisas.
- Tudo bem... Te vejo mais tarde ? - Pergunto já diante da porta.
- Pretendia fazer algo hoje ? Tenho um compromisso em família a noite. Se quiser fazer algo de tarde ...
- A tarde vou visitar minha mãe, se quiser ir junto ? - Ela estreitou os olhos em uma careta meio estranha.
- Até iria.. mais acho que vou deixar vc matar sua saudades por ela. - Diz, e eu estranho o fato dela não querer ir.
- Então está bem... Te vejo amanhã - Deito dando um selinho nela.
- Também te vejo amanhã... E obrigada pela noite maravilhosa. - Disse e meus pensamentos foram diretos para outra pessoa.
Eu apenas sorri e voltei a lhe dar outro selinho, ela saiu e eu fechei a porta, suspirando logo em seguida. Eram dez horas da manhã. E eu não precisava ir cedo para a casa de minha mãe. Resolvi ir até a academia, vesti minha roupa, e sai correndo até chegar lá. Após fazer uma série de exercícios. Parei para descansar. Voltei para casa em uma caminhada tranquila.
Depois de algumas horas fui até a casa de minhas mãe.
- Até em fim lembrou da minha existência ! - Alexandra diz revirando os olhos após abrir a porta de casa.
- Não tarde para vc também dona Alê.
- Vem entra... - deus espaço. E saiu caminhando para a cozinha.
- É... Já eram os beijos e abraços molhados de criança. - Brinco com ela.
- Não comece Cristopher. Me diga, vc pelo menos comeu algo ? Pode se sentar aí para almoçar com sua mãe...
- Já são duas da tarde Mamãe...
- Não quero saber... Filho meu não sai sem comida no estômago... - Eu dia de seu comentário.
- Tá bom... Eu como.. só porque estou com saudades da comida sua e da Miranda... - Mirando é empregada da minha mãe... É de idade e as duas mais parecem irmãs.
- Ótimo...
Após comer, e ser bem recepcionado por Miranda. Fiquei por mais um bom tempo ali, só conversando com minha mãe no jardim lindo que tinha no fundo de sua casa.
- Vejo que continua cuidando desse jardim como sempre.
- Tudo tem vida Crsitopher. Até às plantas. Se vc cuida delas com amor, elas crescem, multiplicam, e vivem belas por um bom tempo. Mais se vc descuida delas por um tempo pequeno que for, elas mucham e morrem.
- Você e seu amor pelas flores...
- Eu as amam, e elas me retribuem com suas belezas. E vc.. tem amado algo nesses últimos tempos? Como anda seu relacionamento com aquela garota ?
- Bom... Anda bom.
- Mas não tão bom assim.. me diga, o que houve ?
- Nosso relacionamento esfriou. Sinto que ela me esconde algo.
- Então porque não descobre ?
- Como ?
- Perguntando o que quer sabe.
- Vc acha mesmo que se eu perguntasse ela me responderia ?
- Antes vc demostrar que está incomodado com algo, do que viver assim para sempre. Afinal de contas vcs vivem em um relacionamento não é mesmo ? Confiança faz parte.
Vcs deveriam ser mais conectados.
- Mas não somos. E acho que nunca fomos.
- Então porque estão juntos ? - Parei para analisar isto. E foi então que percebi que não havia pensado nisso. - Porque continuar com algo, que vc não quer ligar pra melhorar ? Se vcs quisessem mesmo um ao outro, não viveriam desconectados assim.
- É verdade mamãe.
Escutar algumas palavras doem, incomodam, mas é porque são verdades..
E agora eu precisava resolver esse problema logo...
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P.s o perigo tem nome
Fanfictionacredite ou não, o perigo tem nome, sobre nome, e uma personalidade incrívelmente cretina.
