Capítulo 71

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Pov Ucker

Eu queria tanto ter ido falar com ela, ensaiei o que eu diria quando me aproximasse dela, mas eu não tinha coragem, sabia que ela ficaria muito brava e não adiantaria em nada.
Admirei-a por toda a manhã, estava tão linda, mas claramente abatida, não queria vê-la sofrer desse jeito, queria conseguir resolver tudo isso, nunca quis magoá-la.

- Fico triste de te ver assim - Poncho diz. Forcei um sorriso. - Você vai resolver tudo, relaxa.
- Resolver como? Acha que ela vai me perdoar? Ela me acha um mentiroso.
- Eu falei que você devia ter contado a ela. - Chris diz.
- Acha que isso vai ajudar? - digo, bravo.
- Para, cara. Agora tanto faz, a merda já está feita. Mas eu vou falar com a Annie, para ela falar com a Dul, vamos resolver isso.
- Não dá para resolver, essa porra de passado me persegue. E sempre vai ser assim nessa escola de merda. Eu devia ter insistido, eu devia ter saído daqui.
- Para de falar como se você tivesse cometido um crime. - Chris fala.
- E é mais ou menos isso que as pessoas pensam, você sabe disso - respondo.

Pov Dul

- Já estamos chegando? - pergunto.
- Estamos sim. - Bruno responde.

Paramos em frente à um prédio enorme, com uma vidraçaria espelhada, elegantíssimo. Entramos juntos, eu nem imaginava o que podia ser. Fomos até o decido quarto andar. Parecia um labirinto, mas ele pegou na minha mão e fomos em direção ao final do corredor, em uma porta branca, com o número 1406. Ele  tocou a campainha, um homem de cabelos castanhos, alto, e moreno. Ele sorri e disse:

- Boa tarde! Já estava esperando por vocês, entrem. - ele sorriu e abriu a porta para que nós pudéssemos entrar.

Era um estúdio de gravação, meu deus, lindo.

- Essa aqui é a Dulce Maria, minha amiga que tanto te falei - sorri, envergonhada. - Ruiva, esse é o Marcos, meu primo.
- Prazer, Dulce. - ele estendeu a mão para me cumprimentar.
- Prazer. - sorri e estendi a mão. Eu ainda não estava entendendo porque eu estava ali.
- Então, eu te trouxe aqui para que você possa gravar aquela música que você escreveu.
- O que? Tá maluco?
- Porque? Você canta tão bem, e a música é ótima, o mundo precisa ouvir.
- Não, sem chance, isso não vai acontecer.
- Porque, Dulce? Não quer nem tentar?
- Não! - gritei. - Desculpa, mas eu não canto, eu não tenho coragem, está fora de cogitação.
- Vamos combinar uma coisa. A gente Graca, sem compromisso, pelo menos para saber como ficou, e você decide o que quer fazer com a gravação depois. Nem que seja para ficar para você - Bruno diz.
- Tá.. mas... - hesito - tenho vergonha.
- Só tem nós aqui, relaxa. Posso ficar do seu lado se você quiser.
- Quero!
- Ok. - sorrimos.

Mostrei para o Marcos como era a música no violão, e ele já sabia como seria tudo, ele parecia ser tão bom.

Entramos no estudo, eu estava tão nervosa, sempre travei nessas situações, sempre que vejo um microfone, começo a passar mal, tentei respirar fundo.

- Vai, arrasa. - ele sorri.
- Vou tentar!     

Coloquei o microfone e comecei a cantar.

tranquilizou.

¿Cuantas veces tengo que disimular?
Esconder la realidad mientras muero por tenerte
¿Como es que no puedo decirte que no?
Aceptar que es un error
Y borrarte de mi mente
He llegado al punto de perder la razón
Pero hay algo que me ata a tu calor

Meu melhor acasoOnde histórias criam vida. Descubra agora