Capítulo 17

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Pov Dulce

A semana foi leve, passou rápido, fiquei atarefada com muitos trabalhos da escola, mas passei muito tempo com a May e a Annie, o que estava sendo ótimo, mas confesso que estava um pouco chateada com a Marcela. O Ucker não saia da minha cabeça, não entendia o porquê, mas desde aquela conversa em que eu disse para ele esquecer tudo, ele não falou mais comigo. Eu entendo o lado dele, é o mais surpreendente, e que eu estava enganava, achei que ele já estaria saindo com muitas outras garotas, contudo não estava ficando com ninguém. Sei disso porque a Annie resolveu que tinha que investigar.

- Amiga, até agora não sei porque você deu um fora nele - Diz Annie enquanto fazia trança nos meus cabelos.
- Eu também não entendo, Dul. Vocês fariam um casal lindo. - Diz May.
- Aí gente, eu não quero nada com ninguém, muito menos com o mulherengo do Ucker. 
- Amiga, acho que você conquistou o coração dele, porque ele não ficou com mais ninguém, juro. - Annie conclui.      
Era bom saber que ele não tinha mentido sobre os sentimento, quer dizer, espero que não tenha mentido.
- Aí Annie, esquece isso. Vamos falar de você, como estão as coisas com o Poncho? - Resolvi mudar de assunto.

Enquanto nós conversávamos, percebi que a Marcela saia aos prantos da sala do diretor. Fui correndo atrás dela.

- Mah, o que aconteceu? - Tentei abraçá-la.
- Dulce, me deixa sozinha. - Ela se afasta.
- Porque você está agindo assim comigo, Marcela? O que eu fiz pra você? - Juro que pensei em mil coisas que eu poderiam ter feito para ela este brava ou chateada comigo, mas quanto mais eu pensava, menos eu entendia.
- Eu não quero falar com você. Me deixa em paz. - Ela sai andando pra fora da escola.

Lágrimas caiam em meus rosto e neste momento, percebi que todos que estavam no pátio, olhavam para a cena, fiquei envergonhada. Fui para a primeira sala que meus olhos puderam enxergar.
Eu só queria ser uma boa amiga, abraçá-la e entender o que ela estava sentindo.
Ouvi a porta abrir, era ele. Entrou devagar e sentou ao meu lado.

- Não quero te incomodar, só queria saber se... você precisava de alguma coisa. - Eu começo a chorar.
- Não está incomodando, obrigada pela preocupação - Forço um sorriso.
Ele leva uma de suas mãos ao meu rosto e limpa as minhas lagrimas.
- Fique calma, tudo vai se resolver entre vocês, tenho certeza. Depois vocês vão poder conversar.
Meu coração batia rápido demais, parecia  que ia sair pela minha boca, não podia controlar meu corpo que estremecia a cada olhar que ele lançava sobre mim.  A presença dele, já era capaz de deixar melhor.

- Obrigada por me acalmar - Sorri.
- Não tem que agradecer - Ele se aproxima - Quero que você esteja sempre sorrindo.
Como eu poderia conter tudo que eu estava sentido? Meu coração batia tão rápido, não pus conter.
- Dulce? - Ele pergunta e eu encarro-o.

Cinco segundos, foi o máximo que conseguimos ficar nos encarando até que nossos corpos já estivessem unidos.
Nos beijávamos com muita intensidade, repleto de paixão. Nada mais importava. Era como se o mundo tivesse parado para nós admirar.

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