Pov Dulce
Assim que as aulas terminam, despedi-me das meninas e sai às pressas da escola. Fui direto para casa da Marcela.
Chegando na casa dela, de imediato já bati na porta e a mãe dela atendeu.
- Oie, Tia ! - Nos abraçamos.
- Oi, Dulcita. Que saudade.
- Eu também, tia. A Marcela está aí? -Pergunto.
- Está lá em cima.
Pedi licença e fui em direção a escada. Vi que havia muitas coisas sendo empacotadas.
Fui ate o quarto dela. Ela estava deitada na cama, com fones no ouvido. Seu quarto estava uma completamente bagunçado.
- Dulce? O que você está fazendo aqui? - Ela da um salto da cama, ficou muito surpresa ao me ver.
- Vim conversar e saber como você está. - Sento na cama ao lado dela - Eu sei sobre seus pais, entendo que deve ser difícil.
- Não, você não entende. Não tem ideia de como é. - Vejo seus olhos começarem a marejar.
- Você tem razão, eu não sei, mas imagino. E te conhecendo, sei o quanto está doendo em você. Mas vai passar, você ainda terá os dois em sua vida, por mais que não seja a mesma coisa. Eles sempre estarão ao seu lado.
- Não quero mais falar sobre isso, vai embora. - Ela vira de costas.
- Porque está me afastando tanto? Eu entendo que esteja doendo, mas eu só quero te ajudar. Sou sua amiga, sempre estive por você, porque se afastar de mim?
- Eu vou embora, Dul. Vou morar em outro país, não suporto despedidas.
Neste momento, eu pude compreende-la, entendi que eu estava errada quando disse que não tínhamos nada em comum. Ela estava com medo, imersa de sentimentos confusos, por isso que se afastou de mim. Queria fugir. Era melhor a dor de me perder, do que a de encarrar o que estava sentindo. Meu deus. Eu também seria assim? Era isso que eu também fazia?
- Eu nunca vou embora da sua vida, eu prometo. Você pode ir para o outro lado do mundo. Eu ainda estarei aqui. - Nos abraçamos.
Era disso que nós precisávamos. Esse abraço continha uma amizade completamente sincera, submersa por divergências. Mas que podia supera-las. Sempre.
Fiquei a tarde inteira com ela, ajudei em tudo que podia. Ela já estava mais calma.
Me contou que iria para a Inglaterra, por seis meses, pois sua mãe queria ficar um pouco distante de tudo. Apoiei para que elas fossem, esfriar a cabeça e conhecer um novo lugar, Marcela sempre gostou de aventuras. Serei ótimo para elas.
Quando anoiteceu, fui para casa, andando. Lembrei do convite de Ucker, olhei o celular e havia inúmeras mensagens dele. Droga.
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Meu melhor acaso
RomantikaAs diferenças podem pesar ou nos fortalecer? Até onde o amor pode nos levar?
