Pov Dulce
Não demoramos pra chegar até a sua casa. Era uma belíssima casa, de dois andares, grande e bastante decorada, comecei a imaginar com a mãe dele seria, pela forma que ela havia escolhido a decoração.
As paredes tinham uma cor neutra, um bege claro. Haviam muitos quadros, com fotos do Ucker com ela, também tinha uma senhora que eu supus que seria a avó dele. Flores por toda parte, de certa elegância.
- Fique a vontade. - Ele diz enquanto senta no sofá.
- Você só mora com a sua mãe? - Depois que essas palavras saíram da minha boca, arrependi-me. Achei inconveniente. Mas já foi.
- Sim... - Ele parou por um instante e virou-se para a porta. - Meus pais se separaram há quatro anos.
- Sinto muito... - Abaixei a cabeça. E ele forçou um sorriso.
Um silêncio perturbador invadiu aquela sala. Meus pensamentos só me guiavam a tentar achar algum assunto para sair daquele clima que havia se instalado.
Ouviu um barulho de algumas chave. Alguém abriu a porta.
- Oi, mãe - Ele levanta e vai até ela.
Ela não estava sozinha. Estava acompanhada de um homem alto, olhos verdes, pele clara e cabelos castanhos. Sorria ao entrar.
- Quem é esse? - Ele pergunta.
- Rodrigo, meu.. amigo. - Ela responde.
- Oi, Ucker, sua mãe falou muito de você. - Ele estende a mão para que pudesse se cumprimentar.
- Oi - Ucker estende a mão.
- E quem é essa moça bonita? - A mãe dele pergunta enquanto entra.
- Minha namorada. Dulce Maria.
Levantei. Sorri. Ou tentei sorrir, não sei ao certo. Estava muito nervosa.
- Prazer, Dulce. Você é linda! - Ela sorri.
- Prazer, Alexandra. Obrigada.
- Vou abrir um vinho. - Ela seguiu em direção a cozinha, e o convidado dela foi atrás.
Ucker estava com uma expressão de incômodo, queria perguntar o porquê, mas não sabia se era a melhor opção.
- Tá tudo bem? - Toquei em seu ombro de forma delicada.
- Tá sim - Ele sorri - Vamos?
Todos sentamos à mesa. Não falamos muito. O silêncio era constrangedor. Eu não entendia o porquê, mas o Ucker não parecia contente. Alexandra resolve quebrar o gelo.
- Nossa, filho. Sua comida está ótima. Sua vó ficaria muito orgulhosa de você - Ela sorri.
- Também achei, está muito gostosa. - Disse.
- Que bom que gostaram. - Ele retribui o sorriso.
A partir desse momento, a mãe dele começou a contar as aventuras de quando ele era criança. Como ele era espoleto e adorava passar o dia com o seu violão ou nadando com os primos na sua antiga casa, que era bem grande e ele e os primos brincavam o tempo todo.
- Bons tempos, sinto saudade. - Ele sorri.
- E você, querida? Mora com seus pais? E a sua família?
- Moro com os meus pais sim, o resto da família mora no interior, nos vemos pouco. Mas são bem unidos.
- Que bom, traga-os qualquer dia desses para nós conhecê-los.
- Claro, eles vão adorar.
Depois que terminamos o jantar, eu me ofereci a ajudar a lavar a louça, ela não deixou, então fomos todos para a sala.
- Eu preciso contar uma coisa. - Alexandra diz e nós viramos para ela - Rodrigo é meu namorado.
Vi Ucker gelar. Foi uma grande surpresa para ele, eu imagino. Ele não respondeu nada.
- Ucker? - Ela pergunta - Você escutou?
- Sim, não sou surdo. - Ele levantou e puxou a minha mão. - Vamos Dul? Está ficando tarde.
Levantei, me despedi deles e nós saímos em direção à porta.
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Meu melhor acaso
RomantikAs diferenças podem pesar ou nos fortalecer? Até onde o amor pode nos levar?
