Capítulo 42

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Pov Dulce

No dia seguinte, depois que as aulas terminaram, eu e o Bruno fomos juntos para a minha casa, caminhando. Ele parecia ser muito tímido, não falou muito durante o caminho.

Chegamos em casa e subimos para o meu quarto, pedi que a minha mãe levasse o almoço até lá, para que já pudéssemos adiantar o trabalho, queria terminar o mais rápido possível.

- E então, sobre o que você gosta de ler? - Ele diz ao sentar na minha cama.
- Gosto de ler sobre tudo, amo ler. Mas tenho uma paixão maior por romance.
- Clássico - Ele sorri e revira os olhos.
- Ei, só porque sou mulher?
- Não, mas seu jeitinho releva que gosta de romance - Rimos - Mas relaxa, eu também gosto de romance. Qual seu autor preferido?
- Jane Austen e Nicholas Sparks.
- George Orwell. Sabe, Jane Austen, falar sobre Orgulho e preconceito no nosso trabalho seria ótimo.
- Claro, vamos fazer sim - Sorri empolgada.

Almoçamos e já começamos a falar sobre isso trabalho. Queríamos acho diferente de todos, criamos um slide simples, e tivemos a ideia de fazer um vídeo com algumas cenas e releituras do livro. Seria ótimo.

Passamos a tarde inteira conversando e fazendo intrabalhável, não vemos a hora passar e nem escurecer.

- Nossa, ja são sete horas, tenho que ir ficar com a minha irmã. - Ele disse se levantando.
- Ela fica sozinha? - Me senti uma complementa intrometida.
- Fica comigo algumas noites, pois minha mãe é enfermeira. Desculpa, vou ter que ir.
- Não tem problema, podemos terminar outro dia.
- Que tal no domingo? Estarei livro.
- Pode ser - Sorri.
- Ok, tchau, obrigada pela tarde, foi ótima. - Ele beija a minha bochecha e sai.

Fiquei feliz pelas palavras dele, passar a tarde com ele, foi bom para que eu percebesse o quanto ele é legal, divertido. E temos tanto em comuns, espero que pudéssemos ser amigos.

Pov Ucker

Vi a Dulce indo para casa com Bruno, que raiva disso. Seria tão mais fácil se a professora não sorteasse as duplas.

- Esse garoto é idiota - Bufei.
- Para de ciúmes, Ucker. É só um trabalho. - Poncho diz
- Que ela podia estar fazendo comigo.
- Você nem liga pra esse trabalho, mas ela liga, então deixa ela mano.

Vi a Gabriela vir em nossa direção. Era só o que me faltava.

- Oi meninos - Ela sorri.
- Oi - Respondi.
- Oi Gabi - Poncho diz.
- Eai Ucker, quando vamos fazer o trabalho?
- Tanto faz, quando você pode?
- Agora, vamos para minha casa?
- Tá, vamos. Tchau, parceiro - Me despedi do Poncho e fomos.

Quando chegamos em sua casa, logo fomos ao seu quarto. Ela deitou na cama e ficou mexendo no celular.

- Eu vim aqui só para fazer o trabalho - Eu disse.
- Para de ser chatinho, Chris - Ela sorriu - Deita aqui comigo, que saudade dos velhos tempos.
- Está louca, Gabriela? Vamos fazer logo esse trabalho.
- Tá - Ela revira os olhos e pega o computador - Vai, fala, quer falar sobre qual livro? Você sabe que eu detesto ler.
- Já leu alguma coisa pego menos, porque senão, vai ter que ler o que escolhermos.
- Eu lia quando era pequena, mas nada muito grande.
- Pensei que falar sobre John Green, porque pelo menos os filmes você deve ter assistido.
- Quais? - ela pergunta.
- A culpa é das estrelas ou cidades de papel.
- Ah, já vi toda essa baboseira romântica, mas tudo bem, pode ser.

Ficamos pesquisando sobre o trabalho, quer dizer, eu fiquei. Ela só queria dar em cima de mim e ficar no celular.

- Você pode se concentrar, pelo menos uma vez na vida ?
- Nossa, Ucker. Não precisa falar assim.

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