A propósito, meu nome é...

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Por Elaine

Eu andei por longas horas em meio a floresta, até que cheguei em outra rodovia bem longe do casebre, atravessei a margem e fui até o outro lado, aonde havia um posto de gasolina; tinha alguns caminhões lá e dois carros.

Sinto algo pingar na minha testa, olho para o céu nublado, e começa chover cada vez mais forte, corro rapidamente para debaixo do posto.

Minhas vestimentas não estava a mais apresentável para pedir ajuda, uma calça larga preta, uma blusa longa vermelha, e eu estava descalço, e toda machucada. Não tinha muitas pessoas por lá, encontrei o bebedouro e fiquei matando minha sede, logo meu estomago ronca de fome. Era o que faltava...

encarei a lojinha cheia de guloseimas na vitrine e dava para ver algumas pessoas comendo por lá, o que me dava mais vontade de pedir algo. Caminho em passos largos até a loja. Tinha uma mulher no caixa, um homem colocando preço em alguns produtos, e dois clientes, uma mulher e com um bebê sentada perto da janela, e um homem com cabelos castanhos claros, tatuagens nas mãos e pescoço, usava uma roupa toda preta, tinha uma corrente no pescoço e estava comprando salgadinhos.

Suspirei fundo e segui até o balcão.

- Moça?- chamo sua atenção um pouco sem jeito.

Ela me olhou de cima a baixo com desdém.

- O que quer?- senti um pouco de grosseria, e pelo tom de voz meio alto, chamou atenção dos olhares de alguns da loja.

Fiquei meio receosa e envergonhada.- Eu só...

- Tem dinheiro?- ela pergunta.- se não tiver não tem o que fazer aqui, não damos comida para mendigos, agora sai fora antes que chamemos a polícia.

Arregalo os olhos com uma dor no peito, como o ser-humano consegue ser assim?

- Desculpe...- falo baixo, me retirando rapidamente da loja, por mais que a polícia pudesse me ajudar, como eu explicaria toda minha situação?

Vejo um orelhão e corro até ele, tento lembrar o numero de Mayvis, talvez seja a única pessoa que sinta minha falta, além de Johnnie e Alex. Ligo a cobrar, ela demora a atender e depois de varias chamadas, ninguém atende.

Limpo as lagrimas que escorriam do meu rosto e começo a soluçar.

-"Droga"- murmuro a mim mesma.

Chorava perto do orelhão, ninguém iria se importar com uma garota que aparenta ser de rua, ou ao menos ter coragem de chegar perto.

Pelo vidro de um carro escuro, vislumbrei minha aparência, a roupa suja, o cabelo bagunçado, o rosto cheio de hematomas e o braço enfaixado. Com aquilo, poderia entender o porque da mulher ter receio de mim.

- Ei garota.

Olhei para trás, me deparando com o homem de dentro da loja, o mesmo alto, de cabelos castanhos e roupas escuras.

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