Por Oliver
Estava seguindo as pressas pela rodovia, torcendo pra que Biersack ainda morasse naquela maldita cabana.
Quando me aproximo da cabana, de longe vejo um carro com a lateral completamente arranhada sair numa velocidade alta, e logo atrás o carro do Biersack que deu um contorno enorme, nem sequer olhou pros lados.
Comecei a seguir os carros e logo percebi que era uma perseguição, pois noto certos momentos que Biersack tentava bater na parte traseira do carro da frente.
Vi por um momento, Elaine pela janela traseira. Pisei no acelerador sem piedade, minha velocidade estava me deixando ao lado do carro do Biersack, até que o ultrapassei, virando o volante de forma apressurada, fechando sua passagem, por um triz os carros não se colidiram.
Biersack e eu se encaramos, um em cada carro, neste momento não sabia quem estava com mais ódio. Andy Biersack tinha sangue nos olhos, e isso só significava que Andrew estava distante de estar estável cognitivamente. Eu não via esse olhar mortífero a muito tempo.
- Sai da frente, Estorvo! - ouço ele gritar.
- Se acalme, Biersack!
- Sykes! Eu não estou gracejando, se manda! - ele diz abrindo a porta do carro e eu faço o mesmo, ambos nós dois estávamos de frente um para o outro naquele momento.
- Tenho certeza que se eu sair da frente, não vai ser por coisa boa, Biersack.
- Não te perguntei nada, Sykes, você nem deveria estar aqui, é só mais um que veio me atrapalhar.- ele diz áspero.- Te dou dois segundos.
- Ou? - Ele sacou uma arma e apontou para minha cabeça, já a destravando. Me encarou franzindo o cenho.
- Eu estouro seus miolos.
- Biersack, Pra que tudo isso? -pergunto me aproximando com passos curtos.
- "Pra que"? Sykes, você não sabe o quanto esperei por esse momento, por quanto tempo aturei Juliet, por quanto tempo carreguei o fato de não ter quem eu amo por uma carreira idiota.
- E agora se tornou uma obsessão doentia.- digo tentando me aproximar.- Abaixa a arma Biersack, talvez se não comportasse-se de tal maneira, você não estaria nessa situação, ela não teria fugido de você.
- Vai se ferrar, Sykes, você e seu hábito de extasiar tudo para conseguir o que quer, não funciona comigo. Elaine não fugiu de mim, ela foi tirada de mim.
- Andy, me escuta...
Pela segunda vez, em anos, ouvi um disparo ser redirecionado a mim por Biersack.
Meus ouvidos falharam por um segundo; Aquela bala teria entrado pela minha cabeça se eu não tivesse segurado seu braço e mirado a arma pra cima.
Por Ronnie
Entramos no apartamento de Sheila as pressas, coloquei Elaine no sofá sentada, era melhor leva-la a policia, mas assim eu iria pra vala também, e o hospital é meio arriscado de ele aparecer lá como se não fosse nada. Só estava torcendo para que ele não soubesse aonde ficava o apartamento de Sheila.
- Vou preparar algo pra ela comer.- diz Mayvis correndo para a cozinha.
- Vocês chegaram, oque...- Alex diz e logo paralisou quando viu Elaine.- Elaine? - ela parecia não crente, ela correu e abraçou Elaine vigorosamente.- Elaine? É você mesmo? Por favor, me diz que não to delirando ou coisa assim.- Elaine retribuiu o abraço e ambas começaram a chorar, Elaine soltou algumas expressões de dor.- Me desculpa, por favor, eu não fui uma boa amiga.
- Você foi uma ótima amiga, sempre, vocês todos.- Elaine respondeu apertando Alex contra seu corpo.
- Não me solta nunca mais.- Alex diz.
- Alex, o que...- Guilbert entrou na sala, tendo a mesma reação que Alex.- Meu Deus, não acredito nisso.- ele correu para se envolver no abraço das duas, o mesmo parecia perplexo.
Eu andava de lá pra cá, eu não sabia o que fazer, denunciar pra polícia me levaria pra trás das grades junto com Andy, eu não tinha dinheiro suficiente para manter todos seguros aqui com subordinados, e sei que sair da cidade estaria tendo o risco de envolver a mídia, já que seria provável dela descobri o reaparecimento de Elaine, iria ser uma barreira sem fim. Eu estava cálido por não ter ninguém na minha cola querendo saber da "desaparecida" igual no inicio.
Eu não tinha nenhum plano, e nem alternativas em mente.
- Aqui.- Mayvis entrou com uma pizza de ontem no prato, uma maçã e um suco.
Os meninos se afastaram dela, pareciam desesperado por ajudá-la.
Ouvi os comentários que soltavam pra ela.
"Você está tão magra"
"O que ouve com seu pulso?"
"Você não parece nada bem"
"O que aconteceu?"
- Olha, chega de perguntas, a Elaine precisa respirar agora, ela precisa de paz, ela precisa colocar seu psicológico no lugar, vamos dar espaço, ok?- eu não queria ter sido tão grosseiro.
Todos foram para a cozinha me puxando junto.
- Ronnie...- Alex parecia não saber como se expressão diante a situação.
- Como achou ela?- Guilbert disse por ela, tinha um olhar desconfiado.
Seus olhos perplexos e aflitos.
- Mayvis, eu preciso de um plano.- respiro fundo.- Eu não quero foder minha carreira, também não tem como eu enviar Elaine pra outra cidade sem que a mídia descubra sobre ela. Eu estou totalmente sem tempo pra explicar tudo, mas você sabe o resumo, pode repetir, e juro, que qualquer duvida eu irei responder, quando puder.- digo voltando pra sala, deixando eles na cozinha.
Elaine já tinha comido toda pizza, e tomado todo o suco, estava quase finalizando a maçã.
- Quer mais?- perguntei abaixando próximo a ela, olhando para seus olhinhos caídos e suas olheiras pesadas.
- Não.- Ela disse baixinho. Tão pálida, tão magra, ela estava muito diferente da primeira vez, mas ainda assim, ela continua tão linda, tão atraente, eu até via o porque todo esse amor por ela vindo de Andy. Mesmo que não fosse hora pra ficar pensando nisso, ou tento empatia por aquele desgraçado. Assim lembrei do por que havia me envolvido nisso tudo.
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- Você já fez algo semelhante! Não pode falar de mim, seria hipocrisia da sua parte, Radke.
- Isso foi a anos, Andy, eu não sou mais naquele jeito, pare de me comparar! Eu já vi o meu erro, eu já o corrigi a tempos atrás.
- Ah, é mesmo? Realmente, Radke, eu não comparo, você fez muito pior, lembra? você também a esfaqueou e cremou o corpo, e depois...
- Cala a boca! Andrew, eu já fui o ser mais podre, mas eu aprisionei aquela aberração que fui, e vou continuar assim até que minha linha de vida acabe! Eu não sou como você, que sente prazer em deixar seus demônios saírem. Eu não gosto de ferir quem amo, Andrew, eu não sou você.
- Radke, eu não ligo se você aprisionou seus demônios, ou seja lá como chama, mas acontece que, negar a si mesmo quem você é de verdade não vai extingui-los.
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O Cativeiro
Fiksi PenggemarElaine tem um passado guardado em sete chaves, após ser sequestrado por um homem e passar dias sem poder ver seu rosto, estás memórias são desencadeadas, fazendo a notar que o inaudito cenário em que está vivendo tem uma razão. - [...] Lhe perder p...
