Capítulo 17

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Ficamos um tempo observando o roseiral dividindo o balanço, Samuel havia colocado o braço em volta da minha cintura e eu repousava a cabeça sobre seu ombro, o silêncio havia instalado sobre nós, mas como sempre era confortável, a brisa soprava fresca espalhando o aroma das rosas por todo o local. Eu me sentia totalmente segura, mas estava confusa com meus sentimentos, portanto queria apenas aproveitar aquele momento.

Retornamos para a cachoeira e ficamos sentados enquanto o vento e o sol secava nossas roupas.

— Como sabia que eu estava aqui, Sam?— perguntei de repente.

— Digamos que eu tenha adivinhado...— respondeu olhando para mim e sorrindo ironicamente. — Brincadeira, sabia que viria aqui assim que chegasse, portanto fiz o balanço ontem e fui decorá-lo hoje de manhã. Quando estava voltando pra casa te vi chegando, então corri de volta ao roseiral para pegar as flores e te levar até lá. Calhou de nos encontrarmos sem programar.— continuou sentado com os braços para trás e a cabeça levemente elevada ao sol.

— Eu estava com saudades desse lugar! — disse enquanto observava a água correr.

— Eu também! — Samuel sussurrou.

Ficamos ali por mais alguns minutos até que a fome me assolou, meu estomâgo roncou implorando por comida, o que me deixou constrangida e fez Sam sorrir.

— Parece que temos que alimentar o dragão em sua barriga — declarou virando a cabeça para mim.

— Pois é, me desculpe... Preciso ir para casa. — respondi um pouco envergonhada.

— Desculpas pelo que, tampinha? Vamos, almoce comigo hoje. Minha mãe vai amar conhecê-la.

Apenas concordei, levantamos e seguimos pela trilha à esquerda. Assim que chegamos ao pátio da casa de Sam, rumamos até a escada de mármore, a qual me trouxe lembranças de Leo, já que a última vez que passei por aquele lugar eu estava em seu colo sendo carregada como um criança. E não pude deixar de sentir uma leve pontada de saudades daquele idiota, não tinha notícias dele a dias, depois da nossa última conversa. O que ele estaria fazendo?

Entramos na casa e nos acomodamos na mesma sala em que Leo cuidou de mim outrora. A casa estava aparentemente vazia, porém sons viam da cozinha e um cheiro maravilhoso dançava pela casa, me fazendo salivar como um cão faminto. Sam então me deixou sozinha e foi ao cômodo ao lado em busca de algo que pudesse acalmar meu estômago. Deixei minhas flores no sofá e coloquei-me a observar o ambiente.

Não havia movimentação no restante da casa, não havia sinal de Leo e de nenhuma outra pessoa. Tudo era muito limpo e muito silencioso, o que me deixava extremamente desconfortável.

De repente, ouço uma porta se abrir no segundo andar e passos se aproximarem da escada. Leo as desce totalmente descontraído, com uma bermuda azul florida e uma regata branca, que evidenciava todas as formas de seus músculos, seus cabelos estavam despenteados e úmidos e um perfume fresco e herbal misturou-se pela sala. Ele poderia ser um idiota, mas era uma bela visão.

— Carolina?!— exclamou assustado quando me viu sentada na sala. — O que faz aqui?— continuou esboçando um leve sorriso.

— Eu a convidei para almoçar conosco — disse Sam, voltando da cozinha com uma bandeja de frutas e suco — Algum problema? — a tensão entre os dois ainda era visível o que me deixou levemente impaciente.

— Claro que não, irmãozinho! — rebateu indo em direção a cozinha.

— Aqui, coma alguma coisa, o almoço irá atrasar um pouco hoje —falou colocando a bandeja na mesinha a minha frente, ignorando Leo totalmente.

Agora eu quero partirHistórias para pegar e não largar. Descubra agora