Pedido feito pela dechocomilk Muito obrigada pelo pedido, eu adorei fazer isso! Obrigada também pelo seu apoio. Fique à vontade para pedir quando quiser.
Mais uma coisinha: faz um certo tempo que não acompanho BNHA então eu não me lembrava muito bem sobre a personalidade do Bakugo. Eu fiz minha tarefinha de casa e reassisti alguns episódios, mas caso tenha algum erro, peço perdão.
É isso, fiquem em casa, se cuidem e até a próxima. Beijos da Lyla ♥️
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Estar com Katsuki Bakugo era difícil. Não um difícil do tipo ruim, mas do tipo complicado. Ele podia ser confuso, difícil de lidar, intenso demais... a primeira vista, era um... bastardo grosseiro e arrogante com todos. Se olhasse mais um pouco, ele se tornaria o cara mau que arrancaria suspiros, ao menos enquanto mantivesse a boca fechada. Apesar de que sua expressão sempre enraivecida também não era lá muito convidativa... ironicamente, esse sempre foi o tipo de cara que me atraía --- Minhas bochechas coram só de pensar...! --- Então, lá estava eu, Hana Miyuki, com o rosto entre as mãos, apoiada na mesa da escola, sonhando acordada com o dia em que o loiro explosivo notaria minha existência. Eu nunca tive coragem o bastante para falar com ele e as poucas vezes que tentei, pareci uma idiota patética, gaguejando e mordendo o lábio sem parar enquanto arranhava meus próprios dedos. É engraçado pensar nisso hoje, e acredito que me interessava por ele por conta do paradoxo de nossas personalidades, visto que eu sou seu oposto. Tímida, reservada e um tanto insegura. Eu era um clichê completo e ponto. E amava isso. Porém, eu tinha um problema: Bakugo me odiava! Ao menos era o que demonstrava. De todos, ele iria sempre criticar mais a mim. Como era fraca, como não sabia usar os meus poderes direito, como nunca seria uma boa heroína se continuasse como estava... me deu um apelido, "Hanahaki" --- Embora depois descobriria a razão desse em específico. --- Ele se recusaria veementemente a ter qualquer tipo de contato comigo, se sentasse ao meu lado, mal falaria; se fizéssemos algum trabalho escolar juntos --- O que acontecia com frequência, já que nos colocavam sempre no mesmo grupo ou dupla, por não sei porquê. --- Apenas o extremamente necessário seria dito. Todavia, eu podia notar a sutileza da diferença entre seu comportamento com os outros para comigo. Apesar das críticas, nunca havia aqueles xingamentos ofensivos como para Midoriya, por exemplo. Se for notar também, ele sempre usava das provocações como maneira de me fazer melhorar, como, se eu não quisesse que ele me subestimasse, então não podia dar motivos. Eu treinava duro para chegar ao nível dele e dos outros, não apenas porque gostaria de sua admiração, mas também porque não queria ficar na média para sempre. Eu almejava chegar longe, conquistar minhas próprias vitórias, romper meus limites! Só precisava enfrentar antes o medo da mudança.
O tempo passou e aos poucos as coisas mudaram, eu me dedicava mais e sentia a diferença nos resultados. Era grafificante. Mas então chegaram as férias de verão e um tempo longe da UA e seu caos. Eu pude relaxar e aproveitar, e infelizmente, acabou rápido demais. Quando voltamos à escola, logo no primeiro dia, meus olhos procuravam por ele, Bakugo. Eu queria vê-lo, principalmente depois do ocorrido no acampamento. Foi uma situação bem tensa e já que sabia que não teria coragem de perguntar como ele estava se sentindo depois do sequestro, queria pelo menos tentar saber isso através de sua linguagem corporal. Ele não parecia machucado fisicamente, embora eu não pudesse afirmar com certeza, já que tudo o que fiz em seu resgate foi lutar contra alguns Nomus e facilitar a chegada até o esconderijo dos vilões, usando meus poderes para camuflar a mim e aos outros. O destaque foi de Kirishima ao tirar Bakugo de lá e tudo o que senti naquele momento foi alívio ao vê-lo aparentemente bem.
Depois disso foram implantados os dormitórios e fomos morar todos juntos. Eu diria que ao menos nos primeiros dias foi péssimo para mim porque gostava da privacidade da minha casa, do meu quarto, mas eu me adaptei surpreendentes rápido. E foi nesse processo que notei outra diferença em Bakugo. Ele parecia mais... suave comigo. Pensei a princípio que fosse coisa da minha cabeça, porém certos gestos eram inegáveis; se eu precisasse de uma caneta, ele seria o primeiro a oferecer, se eu precisasse de algo como uma folha ou alguma ajuda com matérias da escola, lá estaria ele com um livro debaixo do braço ou uma página do próprio caderno arrancada, embora dissesse que eu devia ser mais atenta e justificando sua atitude com algo como "Eles vão me fazer ser sua dupla de qualquer jeito, agora presta atenção nessa merda!" E eu riria de cabeça baixa, sem olhá-lo nos olhos.
Contudo, o ápice foi um dia no refeitório da escola, quando andava distraída com minha bandeja e esbarrei em um cara do terceiro ano. Nada demais aconteceu, ele sequer derrubou sua comida e eu também não o sujei com a minha. Ainda assim, isso não o impediu de gritar comigo, eu me desculpei algumas vezes, chegando a fazer reverência e dei as costas para sair logo dali e ir atrás dos meus amigos, mas isso pareceu o enfurecer ainda mais, pois me puxou pela camiseta, me fazendo virar meu soba em minha roupa pelo solavanco, meus olhos marejaram na hora.
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Underground {ABERTO}
FanfictionLivro para maiores de dezoito anos (ou menores que gostem do tema ;)) *Contos e headcanons* Psiu! Ei, você! Sim, você mesmo. Você é que gosta de se iludir com personagens de anime? Ah, sim?! Então está no lugar certo! Vem comigo. Este...