Capítulo 28

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(Alysson)

Acordo numa sala de hospital. Paredes brancas, janelas de vidro clareando o lugar. Estou estirada numa cama com uma agulha enfiada no meu braço. Com uma dor de cabeça insuportável, junto com uma dor no corpo e visão turva.

Xxx- Boa noite senhorita. Que bom ve-la acordada.

Alysson- Quem é você?

Xxx- Sou uma enfermeira, espera só um minuto vou chamar o médico.

Ela sai, e eu me sento na cama.

Médico- Olá. Como está se sentindo?

Alysson- Horrível.

Médico- Se lembra de alguma coisa?

Não posso falar do Gael, da ultima vez, ele saiu da prisão e veio atrás de mim.

Alysson- Não.

Minto.

Médico- Ok.

Ele anota alguma coisa em um papel.

Alysson- Como foi que eu cheguei aqui?

Médico- Uma mulher te trouxe. Ela disse que você estava em uma ponte, que você estava andando na rua, e subiu em cima da ponte como fosse se jogar.

Suspiro. É eu me lembro disso.

Médico- A propósito, algum parente para ligar? Precisamos informar a algum parente sobre você. Talvez eu precise encaminha-la para uma clínica psiquiátrica.

Alysson- Não vou para um hospício.

Médico- Veja bem, não quis dizer hospício. É como se fosse um hospital que vamos analisar sua mente e esse comportamento suicida.

Alysson- Não sou suicida doutor.

Médico- Engraçado, mas estava em cima de uma ponte enorme, como fosse se jogar.

Ele da um sorrisinho e sai.
Levanto rapidamente, pego as minhas roupas, e visto. Não vou ficar aqui pra ser internada como suicida num hospício.

Está um sol muito forte. Tento sair o mais rápido possível daquele hospital.

Perguntando e perguntando, eu consegui chegar ao morro. As pessoa na rua estão agradáveis hoje.

Mas logo não me deixam passar da entrada. Esses filhas da puta acha que eu estou de brincadeira.

Alysson- Olha aqui marmanjo. Não tenho tempo pra suas gracinhas hoje, eu preciso entrar. Se não me deixar passar, meu marido vai vim estourar sua cara nesse asfalto quente.

Ele dá risada.

Xx- Tô morrendo de medo do seu marido dona.

Alysson- Bom saber que os "funcionários" do meu marido fazem piada com a cara dele.

Xx- Funcionário?

Alysson- Isso mesmo. Funcionários de Gael Duarte.

Ele fecha o sorriso.

Alysson- Vai me deixar passar? Ou eu vou ter que trazer ele aqui?

Ele não diz nada, apenas sai do meu caminho.
Solto todo o ar que tinha no meu pulmão.

Procuro a casa da Dany. Me informo, mas as pessoas daqui não dão informações de graça.

Quando finalmente consigo achar, ninguém atende. Parece que não tem ninguém em casa.

Trevor- A Dany não tá aí.

Tomo um susto com ele atrás de mim.

Trevor- Não esperava te ver aqui. Parece que saiu de um hospício.

Alysson- Praticamente.

Trevor- Bom saber que está viva.

Fico sem reação.

Ele começa a andar pra sair de perto de mim.

Alysson- Espera!

Ele para e me olha.

Alysson- Me ajuda por favor.

Ele levanta as sobrancelhas. E abre um sorrisinho de lado.

Trevor- A princesinha quer a minha ajuda?

Ele volta e fica na minha frente.

Trevor- Esqueceu que está me devendo?

Ele tá chegando mais perto.

Trevor- Sabe o que eu faço com quem tá me devendo e nunca paga?

Ele chega tão perto, que sinto sua respiração no meu pescoço.

Trevor- Eu mato.

Ele susurra no meu ouvido.

Alysson- Eu vou te pagar.

Falo com a voz falhando. Odeio isso.

Trevor- Acho bom. Se não me pagar, quem vai te matar sou eu.

Empurro ele, mas ele quase não sai do lugar.

Alysson- Você não me intimida.

Ele abre de novo o sorriso.

Trevor- Do que a princesinha precisa?

Presa a você. (Concluída)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora