Capítulo 32

317 21 2
                                        

(Gael)

Ela parece um gatinho indefeso quando me olha com esse olhos brilhantes, e medrosos.

Alysson- Não chega perto de mim Gael.

Ergo uma sobrancelha. E continuo me aproximando dela.

Pego na sua mão, na mão onde está a aliança que eu coloquei no seu dedo.

Gael- Uma representação da nossa união.

Chego mais perto ainda.

Gael- Uma representação de que esta presa a mim.

Susurro em seu ouvido.

Gael- Até que a morte nos separe mi amor.

Ela puxa a mão, e tenta escapar dos meus braços.
Puxo-a de novo com raiva.

Gael- Te espero amanhã para sua consequência querida.

Alysson- Acha justo? Você já fez o que tinha que fazer comigo.

Gael- Não mi amor, você pediu por isso.

Digo passando as mãos em seus lábios.

Alysson- Gael por favor, não quero passar por aquilo de novo...

Ela diz com a voz embargada.

Gael- Eu já disse que adoro quando você implora...

Uma lágrima cai do seus belos olhos.

Gael- Não chore agora meu amor. Vai ter muito tempo para pensar nos seus atos.

Alysson- Gael...

Fico esperando ela terminar, mas ela não termina de falar.

Alysson- Não vale a pena implorar pra você.

Gael- Todos seus atos tem consequências querida.

Alysson- E os seus atos, eles também tem consequência?

Fico surpreso com essa língua afiada.
Seguro seu rosto e trago para perto de mim.

Gael- Que língua mais afiada. Não me faça arranca-la, como fiz com sua unha.

Digo furioso. Seus olhos se arregalam. E eu solto seu rosto.

Gael- Espero que não tente fugir de mim de novo mi amor.

Infelizmente tive que deixar a Alysson. Mas logo voltarei para busca-la.
Hoje tinha reunião com os donos dos morros que somos aliados. Fiz uma viagem rápida para o RJ para essa reunião.

Xxx- Senhor Gael, Bom dia! Ja estão todos esperando na sala de reunião.

Vou até a sala de reunião.

Gael- Bom dia a todos.

Tio Bernard- Você está 10 minutos atrasado.

Gael- Nem percebi. Quem será o primeiro a falar?

PK- Eu serei o primeiro.

Nem tinha notado a presença dele ali.

PK- Como que o "chefe" some por dias e chega querendo mandar novamente?

Gael- Acho que esse não é o assunto da reunião.

PK- Acho que deveríamos te tirar do cargo de chefe.

Xxx- É eu concordo!

Xxx- Eu também.

Me tirar do cargo de chefe? Minha paciência acaba naquele segundo.
Pego minha arma, destravo e aperto o gatilho, dois tiros certeiros, bem no meio da testa. Um deles cai na mesa, fazendo a mesa encher de sangue. O outro cai no chão. Todos ficam horrorizados vendo a tal cena. Até porque, os dois eram alguém "importante". Não ligo. Não fazendo diferença nenhuma na minha vida.

Gael- Eu estou pouco milichando pra opinião de vocês. Não existe a opção de me tirar do cargo de chefe. Mas se alguém quiser tentar outra vez, eu pago pra ver.

Sento na minha cadeira, e coloco a arma na mesa.

Gael- Alguém mais quer que eu saia do posto de chefe?

Todos abaixam a cabeça ou negam.

Gael- Ótimo. Menos dois problemas pra resolver.

Tio Bernard- Não era pra tanto.

Ele diz baixo, só pra mim escutar.

PK apenas senta. Pego meu celular e mando alguém vim limpar essa bagunça.
Continuamos a reunião, por horas e horas.

Depois que a reunião acabou, alguns vão saindo da sala, mas quando PK ia saindo, eu o paro.

Gael- Só não o matei, porque me convém. Preciso de você vivo. Agradeça muito por estar vivo, porque te matar, não vai fazer nenhuma diferença na minha vida.

Ele engole em seco, e concorda. Continuei trabalhando quando todos foram embora.

Xxx- Senhor?

Gael- Sim?

É a Denise minha secretaria particular.

Denise- O senhor foi convidado para uma festa, semana que vem.

Gael- Quem me convidou?

Denise- Na verdade senhor é como se fosse uma confraternização. Em um salão de festa, onde todos os aliados e chefes vão para mostrar que são "Companheiros". Posso confirmar sua presença?

Meu pai adorava essas festas.

Gael- Sim.

Denise- Da sua esposa também?

Dou um sorrisinho.

Gael- Claro.

No dia seguinte, já a noite, saio para buscar a Alysson.
Ela está casualmente. De cabelo preso, shorts e blusa grande.

Gael- Que bom que não pensou em me desobedecer.

Alysson- Pensar eu pensei sim.

Dou um sorriso com tamanha ousadia.
Fomos até a minha casa, e ela fica apreensiva o tempo todo.

Gael- Vamos jantar.

Alysson- Não obrigada.

Chego perto dela.

Gael- Não estou pedindo.

Ela hesita mais vai e obedece. Nós jantamos em silêncio. Depois mandei todos que trabalham na casa ir embora.

Gael- Está pronta?

Alysson- Eu deveria...?

Gael- Pra sua consequência.

Pego na sua mão e a levo para o meu quarto. Que eu tive tempo o suficiente para prepara-lo para esse momento.

Alysson- Gael, o que é tudo isso?

Ela pergunta assustada.

Gael- Só alguns objetos novos que eu comprei.

Ela dá meia volta e tenta abrir a porta, mas está trancada.
Seus olhos enchem de lágrima.

Alysson- Gael por favor me escuta isso é loucura.

Seguro em seu rosto delicadamente.

Gael- Não se preocupe meu amor, a dor é temporária.

Ela começa chorar.

Gael- Eu deixei bem claro pra você, dês do dia que eu levei você pra minha casa. Seus atos sempre vão ter consequências.

Solto ela e sento na cama.

Gael- Se você não aprendeu com suas consequências, vai continuar sendo punida até aprender.

Presa a você. (Concluída)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora