(Gael)
Ela parece um gatinho indefeso quando me olha com esse olhos brilhantes, e medrosos.
Alysson- Não chega perto de mim Gael.
Ergo uma sobrancelha. E continuo me aproximando dela.
Pego na sua mão, na mão onde está a aliança que eu coloquei no seu dedo.
Gael- Uma representação da nossa união.
Chego mais perto ainda.
Gael- Uma representação de que esta presa a mim.
Susurro em seu ouvido.
Gael- Até que a morte nos separe mi amor.
Ela puxa a mão, e tenta escapar dos meus braços.
Puxo-a de novo com raiva.
Gael- Te espero amanhã para sua consequência querida.
Alysson- Acha justo? Você já fez o que tinha que fazer comigo.
Gael- Não mi amor, você pediu por isso.
Digo passando as mãos em seus lábios.
Alysson- Gael por favor, não quero passar por aquilo de novo...
Ela diz com a voz embargada.
Gael- Eu já disse que adoro quando você implora...
Uma lágrima cai do seus belos olhos.
Gael- Não chore agora meu amor. Vai ter muito tempo para pensar nos seus atos.
Alysson- Gael...
Fico esperando ela terminar, mas ela não termina de falar.
Alysson- Não vale a pena implorar pra você.
Gael- Todos seus atos tem consequências querida.
Alysson- E os seus atos, eles também tem consequência?
Fico surpreso com essa língua afiada.
Seguro seu rosto e trago para perto de mim.
Gael- Que língua mais afiada. Não me faça arranca-la, como fiz com sua unha.
Digo furioso. Seus olhos se arregalam. E eu solto seu rosto.
Gael- Espero que não tente fugir de mim de novo mi amor.
Infelizmente tive que deixar a Alysson. Mas logo voltarei para busca-la.
Hoje tinha reunião com os donos dos morros que somos aliados. Fiz uma viagem rápida para o RJ para essa reunião.
Xxx- Senhor Gael, Bom dia! Ja estão todos esperando na sala de reunião.
Vou até a sala de reunião.
Gael- Bom dia a todos.
Tio Bernard- Você está 10 minutos atrasado.
Gael- Nem percebi. Quem será o primeiro a falar?
PK- Eu serei o primeiro.
Nem tinha notado a presença dele ali.
PK- Como que o "chefe" some por dias e chega querendo mandar novamente?
Gael- Acho que esse não é o assunto da reunião.
PK- Acho que deveríamos te tirar do cargo de chefe.
Xxx- É eu concordo!
Xxx- Eu também.
Me tirar do cargo de chefe? Minha paciência acaba naquele segundo.
Pego minha arma, destravo e aperto o gatilho, dois tiros certeiros, bem no meio da testa. Um deles cai na mesa, fazendo a mesa encher de sangue. O outro cai no chão. Todos ficam horrorizados vendo a tal cena. Até porque, os dois eram alguém "importante". Não ligo. Não fazendo diferença nenhuma na minha vida.
Gael- Eu estou pouco milichando pra opinião de vocês. Não existe a opção de me tirar do cargo de chefe. Mas se alguém quiser tentar outra vez, eu pago pra ver.
Sento na minha cadeira, e coloco a arma na mesa.
Gael- Alguém mais quer que eu saia do posto de chefe?
Todos abaixam a cabeça ou negam.
Gael- Ótimo. Menos dois problemas pra resolver.
Tio Bernard- Não era pra tanto.
Ele diz baixo, só pra mim escutar.
PK apenas senta. Pego meu celular e mando alguém vim limpar essa bagunça.
Continuamos a reunião, por horas e horas.
Depois que a reunião acabou, alguns vão saindo da sala, mas quando PK ia saindo, eu o paro.
Gael- Só não o matei, porque me convém. Preciso de você vivo. Agradeça muito por estar vivo, porque te matar, não vai fazer nenhuma diferença na minha vida.
Ele engole em seco, e concorda. Continuei trabalhando quando todos foram embora.
Xxx- Senhor?
Gael- Sim?
É a Denise minha secretaria particular.
Denise- O senhor foi convidado para uma festa, semana que vem.
Gael- Quem me convidou?
Denise- Na verdade senhor é como se fosse uma confraternização. Em um salão de festa, onde todos os aliados e chefes vão para mostrar que são "Companheiros". Posso confirmar sua presença?
Meu pai adorava essas festas.
Gael- Sim.
Denise- Da sua esposa também?
Dou um sorrisinho.
Gael- Claro.
No dia seguinte, já a noite, saio para buscar a Alysson.
Ela está casualmente. De cabelo preso, shorts e blusa grande.
Gael- Que bom que não pensou em me desobedecer.
Alysson- Pensar eu pensei sim.
Dou um sorriso com tamanha ousadia.
Fomos até a minha casa, e ela fica apreensiva o tempo todo.
Gael- Vamos jantar.
Alysson- Não obrigada.
Chego perto dela.
Gael- Não estou pedindo.
Ela hesita mais vai e obedece. Nós jantamos em silêncio. Depois mandei todos que trabalham na casa ir embora.
Gael- Está pronta?
Alysson- Eu deveria...?
Gael- Pra sua consequência.
Pego na sua mão e a levo para o meu quarto. Que eu tive tempo o suficiente para prepara-lo para esse momento.
Alysson- Gael, o que é tudo isso?
Ela pergunta assustada.
Gael- Só alguns objetos novos que eu comprei.
Ela dá meia volta e tenta abrir a porta, mas está trancada.
Seus olhos enchem de lágrima.
Alysson- Gael por favor me escuta isso é loucura.
Seguro em seu rosto delicadamente.
Gael- Não se preocupe meu amor, a dor é temporária.
Ela começa chorar.
Gael- Eu deixei bem claro pra você, dês do dia que eu levei você pra minha casa. Seus atos sempre vão ter consequências.
Solto ela e sento na cama.
Gael- Se você não aprendeu com suas consequências, vai continuar sendo punida até aprender.
