(Alysson)
Na festa, em um salão diferente do anterior. Esse é menor, com menos luzes. Parece mais uma boate.
Ficamos eu e o Gael lado a lado sentados. Gael estava conversando, e eu apenas ouvindo.
Falavam sobre máfia, dinheiro, rendimento, matança, e alguns desvio de dinheiro do país.
Um belo assunto para se conversar numa noite de sexta-feira no meio de tanta gente.
Esse é realmente um mundo que eu não sei se consigo compreender.
Estava com sede, e parece que os garçons estão enrolados com algum problema com algum convidado.
Vou até um bar que tinha ali, e peço algo sem álcool para beber.
Trevor- Voltou a velha vida?
Quase engasgo quando ele fala perto de mim.
Alysson- E parece que você saiu da sua.
Digo dando de ombros. E ele olha para o terno que está vestido.
Trevor- Apenas negócios.
Não respondo nada. Apenas fico aguardando minha bebida.
Trevor- A propósito, seu marido quitou sua dívida. Não vou precisar te matar ainda.
Olho pra ele surpresa. Ele me olha de cima a baixo.
Alysson- Depois de ter literalmente me entregado de bandeja pra ele, ainda tem a capacidade de vim aqui e conversar comigo.
Trevor- O dinheiro era muito bom
Fico indignada com isso. Bufo e desvio o olhar de novo.
Alysson- Melhor ficar longe de mim seu desgraçado.
Digo quando ele se aproxima.
Trevor- Cuidado com a cabeça trofeuzinho. Pode perdê-la quando menos espera.
Ele dá um sorriso de lado e sai.
Pego minha bebida e volto para onde o Gael esta, ele me olha e depois olha pra minha mão, e me dá um beijo na minha bochecha. Um sinal de que não viu a conversa com o Trevor, um problema a menos.
Um tempo depois, os homens da mesa se levantam.
Xx- Hora do charuto meus amigos.
Um gordo com o terno quase torando, fala. Todos abrem um grande sorriso, menos o Gael.
Gael- Alysson querida, vou me retirar por alguns minutos.
Sorte a minha.
Ele se levanta e sai. Logo que ele sai, chega uma dúzia de garotas de todos os tipos e sentam ao meu redor.
Que tipo de ocasião estranha seria essa?
Os homens se retiram para supostamente fumar um charuto, enquanto suas mulheres ficam fofocando sobre eles, e até mesmo sobre outros homens da festa.
Isso é inacreditável. Não fico nem 10 minutos sentada naquela mesa, levanto e me retiro rapidamente.
Tento chegar perto da sala onde os homens foram para escutar as conversas, mas logo sou barrada por uma montanha. O homem é tão alto que mal consigo o olhar sem virar todo o pescoço.
Volto para o bar, e peço outra bebida.
Xx- Porque não está fofocando com as garotas?
Um homem sem o blazer do terno, e parecendo bêbado está sentado no bar me olhando.
Alysson- Desculpe, mas não é da sua conta.
Arregalo os olhos assim que termino de falar. Desvio o olhar.
Que merda, ele pode ser um mafioso ou traficante armado.
Ele se levanta e vem até mim.
Xx- Eu gosto de mulheres como você.
O olho de cima a baixo.
Alysson- E o senhor não faz nem de longe o meu tipo.
Ele parece furioso.
Xx- Sua filha da puta, tá pensando que é quem pra falar assim comigo.
Ele segura no meu queixo quase me tirando do chão.
Os barmen tentam vim ajudar, mas ele aponta uma arma com a outra mão para eles.
Xx- Quero ouvir essa vadia repetir o que falou.
Ele diz sorrindo, e minha visão fica turva, e começa a me falta o ar. Meus pés já estão fora do chão.
Mas em um instante ele me solta bruscamente, meu braço bate no copo de vidro, e assim que o vidro se quebra no chão, eu caio com a mão bem em cima dos cacos.
Olho para a minha mão, e tem um caco de vidro enorme atravessando minha mão...
