Capítulo 35

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(Alysson)

Na festa, em um salão diferente do anterior. Esse é menor, com menos luzes. Parece mais uma boate.

Ficamos eu e o Gael lado a lado sentados. Gael estava conversando, e eu apenas ouvindo.

Falavam sobre máfia, dinheiro, rendimento, matança, e alguns desvio de dinheiro do país.

Um belo assunto para se conversar numa noite de sexta-feira no meio de tanta gente.
Esse é realmente um mundo que eu não sei se consigo compreender.

Estava com sede, e parece que os garçons estão enrolados com algum problema com algum convidado.

Vou até um bar que tinha ali, e peço algo sem álcool para beber.

Trevor- Voltou a velha vida?

Quase engasgo quando ele fala perto de mim.

Alysson- E parece que você saiu da sua.

Digo dando de ombros. E ele olha para o terno que está vestido.

Trevor- Apenas negócios.

Não respondo nada. Apenas fico aguardando minha bebida.

Trevor- A propósito, seu marido quitou sua dívida. Não vou precisar te matar ainda.

Olho pra ele surpresa. Ele me olha de cima a baixo.

Alysson- Depois de ter literalmente me entregado de bandeja pra ele, ainda tem a capacidade de vim aqui e conversar comigo.

Trevor- O dinheiro era muito bom

Fico indignada com isso. Bufo e desvio o olhar de novo.

Alysson- Melhor ficar longe de mim seu desgraçado.

Digo quando ele se aproxima.

Trevor- Cuidado com a cabeça trofeuzinho. Pode perdê-la quando menos espera.

Ele dá um sorriso de lado e sai.
Pego minha bebida e volto para onde o Gael esta, ele me olha e depois olha pra minha mão, e me dá um beijo na minha bochecha. Um sinal de que não viu a conversa com o Trevor, um problema a menos.

Um tempo depois, os homens da mesa se levantam.

Xx- Hora do charuto meus amigos.

Um gordo com o terno quase torando, fala. Todos abrem um grande sorriso, menos o Gael.

Gael- Alysson querida, vou me retirar por alguns minutos.

Sorte a minha.

Ele se levanta e sai. Logo que ele sai, chega uma dúzia de garotas de todos os tipos e sentam ao meu redor.

Que tipo de ocasião estranha seria essa?
Os homens se retiram para supostamente fumar um charuto, enquanto suas mulheres ficam fofocando sobre eles, e até mesmo sobre outros homens da festa.
Isso é inacreditável. Não fico nem 10 minutos sentada naquela mesa, levanto e me retiro rapidamente.

Tento chegar perto da sala onde os homens foram para escutar as conversas, mas logo sou barrada por uma montanha. O homem é tão alto que mal consigo o olhar sem virar todo o pescoço.

Volto para o bar, e peço outra bebida.

Xx- Porque não está fofocando com as garotas?

Um homem sem o blazer do terno, e parecendo bêbado está sentado no bar me olhando.

Alysson- Desculpe, mas não é da sua conta.

Arregalo os olhos assim que termino de falar. Desvio o olhar.
Que merda, ele pode ser um mafioso ou traficante armado.

Ele se levanta e vem até mim.

Xx- Eu gosto de mulheres como você.

O olho de cima a baixo.

Alysson- E o senhor não faz nem de longe o meu tipo.

Ele parece furioso.

Xx- Sua filha da puta, tá pensando que é quem pra falar assim comigo.

Ele segura no meu queixo quase me tirando do chão.
Os barmen tentam vim ajudar, mas ele aponta uma arma com a outra mão para eles.

Xx- Quero ouvir essa vadia repetir o que falou.

Ele diz sorrindo, e minha visão fica turva, e começa a me falta o ar. Meus pés já estão fora do chão.

Mas em um instante ele me solta bruscamente, meu braço bate no copo de vidro, e assim que o vidro se quebra no chão, eu caio com a mão bem em cima dos cacos.
Olho para a minha mão, e tem um caco de vidro enorme atravessando minha mão...

Presa a você. (Concluída)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora