Capítulo 46

283 18 4
                                        

(Alysson)

Acompanho o PK, o Trevor não vem ele continua lá fora.
Ele entra, e me deixa naquele lugar.

Alysson- Mas você...

Ele sai sem me deixar acabar de falar.

Xxx- Ora... Ora... Ora.

Me arrepio ao ouvir essa voz.

Alysson- Gael?

Gael- Alysson mi amor.

Me aproximo e vejo que ele está amarrado em uma cadeira. Com seu terno rasgado, seu rosto ferido, assim como seus braços e pernas.

Alysson- Parece que te pegaram.

Gael- Parece que sim. Cometi um erro, e cai em uma armadilha.

Ele diz passando a língua nos dentes. Ele está todo sujo de sangue.

Gael- Veio se vingar também?

Alysson- Só vim dar uma olhada.

Digo irônica. E ele ri.

Gael- Olha ali.

Ele aponta com a cabeça para uma adaga.

Alysson- O que tem?

Gael- É a adaga que eu usei... Pra cortar o pescoço da irmãzinha do Trevor.

Alysson- Acho que não deveria debochar assim. Quem está amarrado na cadeira é você.

Gael- Vamos lá Alysson... Eu sei que no fundo você é como eu. Adora uma... Diversão.

Alysson- Eu não sou como você. Nunca serei.

Gael- É isso que diz a si mesma? Vamos mi amor, me corta... Me tortura...Como eu fiz com você...

Alysson- Eu não vou fazer isso.

Digo dando as costas.

Gael- Vai dizer que é uma covarde?

Alysson- Não...

Gael- Não é o que parece... Eu sei que está louca pra me torturar também...

Alysson- Está enganado.

Gael- Estou mesmo? Não seja uma covarde igual o cafajeste do seu pai.

No mesmo instante que ele fala isso, sou cegada. Me incomodei profundamente em ser comparada com ele. Por mais que eu o amasse, ele nunca foi um homem de verdade... E por culpa dele tudo isso aconteceu. Pego a adaga e corto o braço do Gael. Com tanta rapidez que me assusto. Arregalo os olhos vendo o sangue do Gael pingar no chão.

Gael- Continue mi amor.

Corto sua coxa, e depois seu outro braço. O Gael geme de dor, sorrindo.

Alysson- Do que está rindo?

Gael- Você é igual a mim. Ninguém pode mudar isso, nem mesmo se você tentar.

Corto seu braço novamente.

Alysson- Está errado! Não sou um monstro igual a você!

Gael- Engraçado ouvir isso. Está agindo como eu...

Ele diz com um sorriso assustador no rosto. E então eu olho para as minhas mãos, e estão todas sujas de sangue. Largo a adaga, fazendo o barulho criar um eco, por esse lugar escuro e assustador. Só tem uma luz aqui, que ilumina apenas o lugar onde estamos. Ao redor está uma completa escuridão.
Essa "casa" é tão vazia e fria.

Gael- Você é uma covarde! Como o desgraçado do seu pai!

Dou um soco no rosto dele descontando minha raiva. Mas logo me arrependo porque minha mão dói muito. E ele vira para o lado e cospe sangue.
E minha mão machucada começa latejar, e a faixa enche de sangue.

Gael- Não seja uma covarde como seu pai...

Dou outro soco.

Alysson- Não fala do meu pai!

Gael- Por que não? Eu e você sabemos que ele é um filha da puta desgraçado que matou minha família covardemente.

Fico sem palavras.

Gael- Ficou sem palavras, porque sabe que estou certo.

Alysson- Você já matou ele... Estão quites.

Ele ri.

Gael- De brinde, ainda fiquei com a filhinha malcriada dele.

Alysson- Acho que malcriado aqui é você. Fez muitos inimigos, e está na cadeira da punição.

Ele dá uma gargalhada.

Gael- Adoro ver você assim, bem malcriada, pra depois educa-lá apropriadamente.

Ele diz malicioso.

Alysson- Sinto muito... Mas você não vai sair daqui Gael.

Gael- Hm... E quem vai me matar? Você mi amor?

Ele responde com um sorriso manchado de sangue. Essa é uma cena que eu nunca imaginei presenciar.

Alysson- Pode ser...

Gael- Seria capaz de me matar querida?

Não respondo. Ele sabe que não tenho certeza. Gael joga sua cabeça para trás, e seu cabelo molhado de suor cai para trás também.

Gael- Parece que não aprendeu nada com suas consequências. Precisa de umas boas consequências pra ficar educadinha.

Alysson- Parece que nem você conseguiu me educar...

Gael- Eu tô quase...

Alysson- O que quer dizer com isso?

Gael- Você verá...

Presa a você. (Concluída)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora