(Alysson)
Acompanho o PK, o Trevor não vem ele continua lá fora.
Ele entra, e me deixa naquele lugar.
Alysson- Mas você...
Ele sai sem me deixar acabar de falar.
Xxx- Ora... Ora... Ora.
Me arrepio ao ouvir essa voz.
Alysson- Gael?
Gael- Alysson mi amor.
Me aproximo e vejo que ele está amarrado em uma cadeira. Com seu terno rasgado, seu rosto ferido, assim como seus braços e pernas.
Alysson- Parece que te pegaram.
Gael- Parece que sim. Cometi um erro, e cai em uma armadilha.
Ele diz passando a língua nos dentes. Ele está todo sujo de sangue.
Gael- Veio se vingar também?
Alysson- Só vim dar uma olhada.
Digo irônica. E ele ri.
Gael- Olha ali.
Ele aponta com a cabeça para uma adaga.
Alysson- O que tem?
Gael- É a adaga que eu usei... Pra cortar o pescoço da irmãzinha do Trevor.
Alysson- Acho que não deveria debochar assim. Quem está amarrado na cadeira é você.
Gael- Vamos lá Alysson... Eu sei que no fundo você é como eu. Adora uma... Diversão.
Alysson- Eu não sou como você. Nunca serei.
Gael- É isso que diz a si mesma? Vamos mi amor, me corta... Me tortura...Como eu fiz com você...
Alysson- Eu não vou fazer isso.
Digo dando as costas.
Gael- Vai dizer que é uma covarde?
Alysson- Não...
Gael- Não é o que parece... Eu sei que está louca pra me torturar também...
Alysson- Está enganado.
Gael- Estou mesmo? Não seja uma covarde igual o cafajeste do seu pai.
No mesmo instante que ele fala isso, sou cegada. Me incomodei profundamente em ser comparada com ele. Por mais que eu o amasse, ele nunca foi um homem de verdade... E por culpa dele tudo isso aconteceu. Pego a adaga e corto o braço do Gael. Com tanta rapidez que me assusto. Arregalo os olhos vendo o sangue do Gael pingar no chão.
Gael- Continue mi amor.
Corto sua coxa, e depois seu outro braço. O Gael geme de dor, sorrindo.
Alysson- Do que está rindo?
Gael- Você é igual a mim. Ninguém pode mudar isso, nem mesmo se você tentar.
Corto seu braço novamente.
Alysson- Está errado! Não sou um monstro igual a você!
Gael- Engraçado ouvir isso. Está agindo como eu...
Ele diz com um sorriso assustador no rosto. E então eu olho para as minhas mãos, e estão todas sujas de sangue. Largo a adaga, fazendo o barulho criar um eco, por esse lugar escuro e assustador. Só tem uma luz aqui, que ilumina apenas o lugar onde estamos. Ao redor está uma completa escuridão.
Essa "casa" é tão vazia e fria.
Gael- Você é uma covarde! Como o desgraçado do seu pai!
Dou um soco no rosto dele descontando minha raiva. Mas logo me arrependo porque minha mão dói muito. E ele vira para o lado e cospe sangue.
E minha mão machucada começa latejar, e a faixa enche de sangue.
Gael- Não seja uma covarde como seu pai...
Dou outro soco.
Alysson- Não fala do meu pai!
Gael- Por que não? Eu e você sabemos que ele é um filha da puta desgraçado que matou minha família covardemente.
Fico sem palavras.
Gael- Ficou sem palavras, porque sabe que estou certo.
Alysson- Você já matou ele... Estão quites.
Ele ri.
Gael- De brinde, ainda fiquei com a filhinha malcriada dele.
Alysson- Acho que malcriado aqui é você. Fez muitos inimigos, e está na cadeira da punição.
Ele dá uma gargalhada.
Gael- Adoro ver você assim, bem malcriada, pra depois educa-lá apropriadamente.
Ele diz malicioso.
Alysson- Sinto muito... Mas você não vai sair daqui Gael.
Gael- Hm... E quem vai me matar? Você mi amor?
Ele responde com um sorriso manchado de sangue. Essa é uma cena que eu nunca imaginei presenciar.
Alysson- Pode ser...
Gael- Seria capaz de me matar querida?
Não respondo. Ele sabe que não tenho certeza. Gael joga sua cabeça para trás, e seu cabelo molhado de suor cai para trás também.
Gael- Parece que não aprendeu nada com suas consequências. Precisa de umas boas consequências pra ficar educadinha.
Alysson- Parece que nem você conseguiu me educar...
Gael- Eu tô quase...
Alysson- O que quer dizer com isso?
Gael- Você verá...
