Capítulo 30

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(Alysson)

~Semanas depois~

Isso mesmo, semanas sem notícias do Gael. Pelo menos eu tô sobrevivendo, trabalho todos os dias pra pagar um apartamento horrível que eu tô morando, e também para pagar o Trevor. Mas é muito dinheiro, não estou conseguindo me estabilizar, por causa dessa divida.
Um apartamento afastado de tudo e todos. E não é no Rio de Janeiro. Não podia me arriscar ficando lá. Estou em uma cidade pequena de MG.
Definitivamente, eu estou sozinha.
Não vou conseguir fugir pra sempre. E isso me atormenta.

Eu sai da casa do Trevor, e nunca mais o vi. Mudei para outra cidade. Aprendi a não confiar nas pessoas, principalmente nele.
Tento esconder, mas estou morrendo de medo. Medo de entrar em casa e o Gael estar me esperando, medo de andar na rua. Porque eu sei que ele vai aparecer, uma hora ou outra. Não tem como fugir dele.

Lá vamos nós para mais um dia de trabalho. Trabalho em uma lanchonete moderna. Não paga muito bem, mas dá pra sobreviver por enquanto.

Carla- Maria, mesa 3!

Alysson- Tá!

Sim, eu mudei minha identidade. É temporário, não podia usar meu próprio nome.
Pego o tablet e vou até a mesa.

Alysson- Seu pedido senhor?

Xxx- Quero minha esposa malcriada de volta.

Tomo um susto e olho rapidamente para a pessoa. O tablet quase cai da minha mão.
Aqui está ele. Bem na minha frente, com a gravata mais cara que qualquer coisa por aqui. Seu terno muito bem passado, seu cabelo meio bagunçado, e com aquele olhar que com toda certeza me intimida. E ele sabe que faz isso.

Gael- Surpresa meu amor?

Alysson- Ga-Gael...

Engulo em seco. Ele apareceu. Tento parecer confiante, e sem medo. Mas minhas pernas tremem e meu corpo estremece com seu olhar. Meu estômago revira, e tento não vomitar.

Gael- Que belo trabalho você arrumou em amor.

Alysson- Tive que trabalhar para sobreviver.

Gael- Você é rica, não precisa trabalhar.

Alysson- Pelo contrário. Você é rico.

Carla- Maria anda logo. Tem muitos clientes esperando!

Ela grita e entra.

Gael- Sinto muito, mas a "Maria" não trabalha mais aqui.

Ele diz isso pra mim especificamente.

Alysson- Como é?

Gael- Vem comigo, agora.

Engulo em seco novamente.

Alysson- Não!

Gael- Alysson, não vou falar de novo.

Meus olhos enchem d'água.

Alysson- N-Não Gael.

Ele dá uma gargalhada curta. Mas eu estou disposta a ficar aqui.

Gael- Já que prefere do jeito difícil... Te aguardo mais tarde.

Ele diz no meu ouvido, o que fez meu corpo todo tremer.

Odeio agir igual uma tola perto dele. Como se eu fosse frágil, como se eu não desse conta de nada.
Mas já dei conta de muitas coisas. Eu posso dar conta disso. Apesar de sentir minhas pernas fracas.

Ele segura minha cintura, e beija meu rosto.

Gael- Sempre a mais linda.

Ele passa a mão na minha bochecha, e vai embora.
Solto todo o ar que nem sabia que tinha prendido.

Sento na cadeira, e passo a mão na cabeça. O que eu vou fazer?

Presa a você. (Concluída)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora