Paul e Erin

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Capítulo 8

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Capítulo 8

por N.C Earnshaw


    — EMBRY. Posso conversar com você? — O quileute, que estava com o garfo erguido em frente à sua boca com a qual ele achava ser a melhor lasanha que provaria em sua vida, suspirou.

    — Agora? — Sam ignorou o sofrimento no tom de voz do outro lobo enquanto encarava o prato de comida, e assentiu.

    Sem esperar por respostas, saiu da casa para se afastar dos ouvidos atentos, e esperou que Embry o seguisse sem enrolação. O assunto que iriam tratar era delicado e precisava de privacidade — mesmo que em algumas horas a conversa que tivessem ali, fosse compartilhada por causa da conexão de pensamentos entre o bando.

    Embry desconfiava qual era o tema do tópico que o Uley tinha chamado para tratar com tanta ansiedade. O imprinting que teve por Erin Landfish.

    — Como vão as coisas com ela? — Embry soube quem era a "ela", ao qual o alfa se referia.

    Ele fez uma careta, não se sentindo muito à vontade em desabafar sobre seus sentimentos para Sam. Apesar de considerá-lo um de seus irmãos — o Call tentava esquecer que ele poderia realmente ter o mesmo sangue que ele, não eram amigos de trocar confidências ou ter piadas internas. Enquanto o Uley era um homem formado, com responsabilidades e com uma noiva, o quileute ainda gastava seu tempo jogando vídeo game e fofocando com Quil.

    — Falei com ela ontem — afirmou, não querendo dizer que não tinha avançado tanto quanto gostaria.

    — E o que achou? — A pergunta fez Embry franzir o cenho.

    — O que achei dela? — Ora! Mas que pergunta idi... Ele parou, jogando o pensamento para um canto de sua mente, e torceu para não lembrar daquilo quando estivesse transformado. — É o meu imprinting!

    Linda. Erin era linda. E seu maior desejo era passar as mãos naquele corpo curvilíneo, acariciar os cabelos macios e beijar aquela boca vermelha como se estivesse meio ao apocalipse zumbi, e aquilo fosse a última coisa que ele fosse fazer na sua vida.

    Sam ergueu uma sobrancelha ao se dar conta que o outro tinha se perdido em contemplação.

    — Quero saber se acha que a Erin seja confiável.

    — Ela é. — As palavras saíram de sua boca antes que ele tivesse pensado nelas. No entanto, após alguns breves segundos de choque, decidiu que tinha falado sua verdadeira opinião. Lembrou das duas vezes que ela o defendeu com tanto afinco, quando mal o conhecia, e foi de acordo com todos os seus valores mesmo que aquilo a fizesse brigar com a sua melhor amiga. — A Erin é muito confiável.

Entre Lobos e Monstros - Embry Call (2)Onde histórias criam vida. Descubra agora