Tarde do chá

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Capítulo 2

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Capítulo 2

por N.C Earnshaw


    — EMBRY CALL, SE SAIR por essa porta... — ameaçou Tyffany. O corpo dela tremia enquanto ela buscava conter as lágrimas que queriam descer pelo seu rosto.

    Embry ignorou os gritos de sua mãe sentindo um aperto no peito. Após sua transformação, o relacionamento deles estava péssimo. O garoto não se abria mais com ela, fugia de casa no meio da noite, suas notas estavam horríveis e a escola ligava quase todos os dias para reclamar de sua abstenção. Além disso, ainda tinha os comentários incessantes sobre como ele se encontrava enfiado numa gangue. Não bastando, os fofoqueiros ainda adicionavam que ele fazia uso do que vendia. Pois, como um garoto franzino ganhou aquela quantidade de músculos em menos de duas semanas?! Anabolizantes eram a única resposta que os moradores de La Push conseguiam pensar.

    Para a tristeza de Embry, sua adorada mãe passou a acreditar nos boatos. A relação entre eles ficou desgastada, e era repleta de gritos, lágrimas e castigos; aos quais ele não cumpria.

    O quileute correu até a floresta para despistá-la. Não podia correr o risco de se transformar perto de casa e ter a possibilidade de sua mãe pegar um vislumbre do seu eu lobo. Ele tirou a bermuda do seu corpo com agilidade, e enfiou a peça de roupa num oco de uma árvore para vesti-la depois. Preferia isso a ter que arrastar as roupas por aí com elas amarradas em uma das patas. Além de sujar o tecido, acontecia do pano enganchar em um galho e rasgar, e Embry não poderia se dispor de mais roupas.

    Um segundo depois, estava transformado. Diferente da agonia da primeira transformação, sentiu apenas uma sensação esquisita. Era como uma pontada de dor, mas tão ligeira, que nem seu cérebro conseguia captar. Para a sorte deles, com o tempo, o corpo ia se adaptando, e cada vez mais rápido a matilha mudava de forma. Uns mais que outros. Jacob, por exemplo, desde a primeira transformação não sentiu qualquer dificuldade. E, diferente do Black, que se exibia em saltos no ar, Embry optava por algo menos espalhafatoso em terra firme.

    "Você sabe que sempre tem a opção de contar a ela". O Call fez uma careta ao ouvir a voz de Quil. A conexão de pensamentos era algo que continuava a incomodá-lo mesmo após tanto tempo.

    "Não é uma boa ideia, cara", negou ele prontamente. Já tinha tido essa conversa diversas vezes com seus amigos, e eles nunca entendiam seus motivos de guardar o segredo com Sam tendo dado a permissão para contar. "A mamãe não é dessa tribo, e nunca vai aceitar que seu único filho está se transformando num monstro maior que um cavalo".

    "Então é melhor a tia Ty achar que você está vendendo drogas?". Embry sentiu o quão desacreditado o Ateara se encontrava, e acelerou suas passadas, desejando focar sua mente na ronda e esquecer um pouco dos seus problemas. Não que Quil fosse deixar...

Entre Lobos e Monstros - Embry Call (2)Onde histórias criam vida. Descubra agora