Embry era um garoto tímido e reservado, ao qual teve sua vida virada ao avesso quando se transformou em lobo. Criado apenas pela sua mãe; que pertencia a outra tribo, tinha como a maior dúvida da sua vida quem era seu pai biológico e, dentre Jacob...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Capítulo 27
por N.C Earnshaw
ENQUANTO ESFREGAVA aquele copo pelo que parecia a décima vez, Erin pensou no quanto a sua vida tinha mudado nas últimas semanas. Ela tinha se livrado da casa onde vivia uma vida miserável sob os olhares horripilantes do seu padrasto, e descoberto seus verdadeiros sentimentos por Paul, além de ter se livrado daqueles que ela chamava de amigos.
Antigamente, somente a ideia de perder aquelas pessoas faria com que Erin experimentasse uma tristeza sem precedentes. No entanto, tudo havia mudado, e ela não se via mais se submetendo a certas situações para agradar indivíduos que não davam a mínima para seus sentimentos ou seu bem-estar. A Landfish tinha aprendido— quebrando a cara diversas vezes —, a dar valor somente às pessoas que se importavam de verdade com ela. Pessoas com as quais seus sentimentos eram recíprocos. Como Embry, por exemplo.
As horas tendo Andy como supervisora estavam sendo um inferno como o previsto. Principalmente pelo fato de que a quileute não conseguia se concentrar nem um pouco nas atividades que estava realizando, visto que sua mente apenas repassava seus últimos momentos com Embry. Quando Erin errou o pedido de um cliente pela terceira vez, a amante de Carl enxotou-a para a cozinha para lavar os pratos. E foi um alívio, já que a mulher evitava entrar ali por causa de Ivy.
A culpa que estava sentindo pelas coisas que tinha dito a Embry — assim como pelas não ditas —, trouxe uma angústia incômoda para o seu coração, deixando-a com uma vontade insuportável de chorar. Maldita hora que não mandou Leah Clearwater para o inferno. Ela tinha conseguido confundir tudo.
— Aquele era um rapaz muito bonito. — A voz de Ivy atrás de si tão repentinamente fez Erin pular de susto, espalhando sabão para todos os lados. Sua ação arrancou uma risada alta de Big John, que fritava alguns hambúrgueres a uns dois metros de distância onde as duas estavam. — É o seu namorado?
Erin mordeu sua própria bochecha, ficando em silêncio por alguns segundos por estar procurando em sua mente uma resposta adequada para a pergunta. Não eram namorados, mas ela não ousaria dizer que eram apenas amigos quando existia tanto sentimento entre eles.
— É... complicado.
— E não é sempre? — disse a mulher, colocando-se ao lado de Erin para enxugar os pratos. — Homens são complicados, querida. Está vendo aquele ali? — Ela apontou para Big John sem qualquer discrição. — Demorou mais de oito anos para me pedir em casamento.
A Landfish soltou uma risadinha ao virar para trás e ver os olhos arregalados do homem. Ivy sempre passava na cara dele o tanto de tempo que tinham perdido "dançando" um ao redor do outro.