Colegas de quarto

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Capítulo 15

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Capítulo 15

por N.C Earnshaw


    EMBRY ENXUGOU O SUOR das mãos no tecido da sua calça jeans, aguardando ansiosamente que alguém abrisse a porta. Após sua mãe lhe dar a permissão para convidar Erin para morar em sua casa, ele não aguardou muito tempo, pegou o carro e correu até La Push, indo diretamente para a casa de Paul.

    — Onde ela está? — A pergunta saiu com urgência, e o lobo deixou as formalidades de lado quando viu que era Paul que estava recepcionando sua entrada. — Posso vê-la?

    O Lahote revirou os olhos, e deu espaço para que ele passasse.

    — Está no quarto. Dormindo. — O tédio marcava cada palavra sua. — A Wendy acabou dando uma espécie de calmante natural a ela quando percebeu que ela não iria parar de chorar.

    O coração de Embry apertou, e ele atravessou a sala de estar, sendo guiado pelo único coração batendo — com exceção dos corações dos lobos presentes.

    Não se importava nem um pouco se estava sendo mal-educado ao invadir sem permissão. Não achava que Paul se importava com aquele detalhe.

    O quileute pôde ouvir os passos do seu irmão de matilha o seguindo até o último quarto do corredor. Ele abriu a porta sem pensar muito nas consequências. Se Erin acordasse e o pegasse encarando-a feito um esquisito, nunca aceitaria sua proposta de dividirem uma casa.

    O amor que ele sentia por Erin quase o sufocava. Era um sentimento tão forte e profundo, que tomava conta de cada célula do seu corpo. Ele não conseguia imaginar sua vida sem ela. O sofrimento do seu imprinting era o seu sofrimento. E nada no mundo todo, importava mais que ela.

    O rosto inchado foi a primeira coisa que o garoto notou. Mesmo adormecida, ainda possuía um semblante entristecido que partiu seu coração. Ela parecia mesmo ter chorado durante horas.

    Em posição fetal, Erin estava coberta num montinho de cobertores quentes, deixando suas bochechas vermelhas pelo calor.

    — A Wen exagerou nos cobertores — comentou Paul, tocando o ombro de Embry. — Estarei na sala se precisar de qualquer coisa.

    O quileute assentiu, sem conseguir tirar os olhos da figura frágil à sua frente. Ele esperou que o Lahote fechasse a porta do quarto, e se aproximou da cama em passos lentos.

    Embry desejou ardentemente que pudesse pegá-la em seus braços, mas se refreou. Não queria estragar o mínimo avanço que tinha dado no relacionamento de ambos.

    Uma mecha de cabelo cobria os olhos, e isso ele não conseguiu se conter em fazer. Delicadamente, com a ponta dos dedos, afastou o cabelo macio e colocou atrás de sua orelha.

Entre Lobos e Monstros - Embry Call (2)Onde histórias criam vida. Descubra agora