Tom precisou de alguns segundos para conseguir processar aquela informação.
Mas é claro que sim.
É claro que Bella ia entrar em trabalho de parto na chuva, do nada. Estranho seria se essa cena não acontecesse em sua lindíssima e bizarra história de amor.
Aquilo era mesmo maravilhoso.
— Tom! – Bella gritou, tirando-o de um transe. – Você escutou o que eu disse?
Ele fez que sim com a cabeça, chocado demais para sequer balbuciar alguma frase, que provavelmente não teria coerência nenhuma naquela situação. Bella segurou a barriga com as duas mãos trêmulas e ele piscou, tentando voltar ao mundo real.
— Está doendo?
— Ainda não – ela respondeu, com uma pontada de pânico na voz. – Ai meu Deus! Por que isso tinha que acontecer? Por que essa criança quis vir logo para o mundo?
— Porque ela tem seu sangue e você nunca foi muito boa nesse negócio de esperar – Holland respondeu automaticamente, olhando para o nada, e a garota lhe acertou um tapa no ombro, e começou a andar de um lado para o outro freneticamente, parecendo finalmente ter concluído a situação em que se encontrava.
— Meu Deus do céu! – Downey gritou, histérica. – A Nadia Parkes vai achar que eu não apareci propositalmente e vai surtar e jogar tudo no ventilador, incluindo a história do Chris, e nós estamos parados no meio do nada numa chuva torrencial e é claro, eu estou prestes a ter um bebê prematuro!
O ator passou as mãos nervosamente pelos cabelos.
— Respire, porra. – Tom disse, depois apoiou as mãos nos joelhos por um instante, e voltou a encará-la. – Já sei o que vamos fazer. Eu vou fingir que entendi o que você disse, porque não escutei uma palavra. Nós vamos andar até o meu carro ali do outro lado da estrada. Eu vou desmaiar dentro dele, você pega a chave e nos dirige até um hospital, se é que há algum hospital nesse fim de mundo. Quando você chegar para parir no lugar certo, você avisa que eu estou semi morto no carro e pede para alguém tentar me acordar, ok?
Bella o encarou, piscando algumas vezes.
— Eu vou o quê? – A voz da garota saiu esganiçada, então ela voltou a encará-lo, chacoalhando a cabeça. – Meu Deus, você está verde. Você não tem o direito de me deixar na mão agora. E você não vai.
— Esse bebê que não tinha o direito de nascer agora – o ator grunhiu de volta, fazendo-a suspirar. – Qual o problema dessa criança?
— Vá, respire fundo. Respire de novo – ela orientou, depois rolou os olhos, e então sorriu quando ele a obedeceu. Aquilo teria feito com que ela gargalhasse se a situação fosse outra. Quando voltaram a se encarar e Holland parecia minimamente mais calmo, ela deu um sorriso. – Muito bem. Agora você vai entrar naquele carro e me tirar daqui. E se você não fizer isso, eu juro por Deus que vou assassinar você.
Holland rolou os olhos.
— Você não aguentaria viver sem mim – ele disse, e Bella sorriu.
— Vejo que está muito bem agora.
— Você não negou, repare.
— Você quer mesmo discutir isso na merda da chuva e com um bebê escorregando em direção a flor? – Bella grunhiu, e Tom tirou a mão do bolso, quase rindo da menção da "flor"; abriu o carro para pegar as coisas dela, e tremendo – não de frio, nem perto disso – a puxou pela mão para o carro.
Bella deu um pulo quando um raio caiu, fazendo um barulho estrondoso.
— Não. Se eu não tenho direito de surtar, você também não tem.
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O Acordo
RomantizmDe uma coisa Bella Downey tem certeza: Situações desesperadoras exigem soluções drásticas. O que poderia unir duas pessoas completamente diferentes? Um acordo que seja favorável para ambos. O plano de Bella era perfeito e s...