Finalmente após essa longa viagem chegamos a porto real, era para termos chegado ontem, mas o cocheiro errou o caminho o que acabou nos custando um dia de viagem, não sei como ele conseguiu fazer isso, ainda mais estando em comitiva.
Viajei na minha carruagem junto de Amélia e seu marido, já meus irmãos foram de cavalo junto de meu pai e, minha mãe, foi em sua carruagem acompanhada pelas noras.
A viagem em si não foi tão ruim quanto eu espera, aproveitei o tempo para conversar com Amélia, e por sorte, o marido dela não nos importunou em nenhum momento.
Havia poucas pessoas a nossa espera, na verdade era apenas um homem, afinal éramos apenas uma carruagem com dois guardas. Mas quando viram quem estava dentro dela mandaram mais criados.
Fomos escoltados para nossos aposentos, em um certo ponto Amélia foi com o marido dela e eu segui sozinho com um dos serventes.
Ainda era bem cedo quando chegamos (insisti para que a viagem começa ainda pela madrugada para chegarmos a tempo de descansar e nos habituar) então estavam todos ainda tomando café, estava com fome então acabei me sentando com eles mesmo. Eles perguntaram o porquê de termos chegado depois deles, expliquei tudo e fui para meus aposentos.
O quarto era simples, mas aconchegante, minhas roupas e pertences ja haviam chegado, então me troquei e coloquei uma roupa mais simples, peguei um livro e comecei a ler. Mau havia lido duas paginas e alguém bateu a porta.
- Entre - disse guardando o livro.
Amélia entrou com um jarro de madeira.
- Gosta de hidromel certo ? - assenti com a cabeça, ela pegou um copo e me serviu um pouco - você sabia que também produzimos isso ?
- Agora sei - sorri, e então lembrei de algo - Amélia... você sabe se aqui tem alguma terma ou casa de banho ?
- tem umas termas por aqui, se quiser ir e melhor que peça a algum criado para te mostrar onde é.
- então acho que vou mesmo.
Peguei algumas coisas de que ia precisar e fui em direção a porta.
- Vai me deixar aqui - questionou Amélia fingindo cara de choro.
- Ficamos um ano separados, uma hora não vai lhe matar - me virei e sai.Quando voltei das termas Amélia ainda estava em meu quarto folheando um livro.
- Devia ter pedido permissão para mexer nesse livro.
- Esse aqui é meu - ela guardou o livro - voltou cedo, aconteceu algo ?
- Tinha... mais algumas pessoas por lá.
- Você não iria se retirar só por causa de mais algumas pessoas - disse Amélia se levantando - quem estava lá ?
- príncipes Rhaegom, Aenon e Amenom targaryen e Josh Baratheon.
- Nossa, Como reconheceu cada um ?
- Rhaegom e o mais velho, tem cabelo raspado e tem barba. Aenom tem o cabelo curto e uma grande marca no pescoço. Josh era o único com cabelo escuro, mas não havia reconhecido até ver a roupa com o veado coroado jogada em um canto, e Amenom tem cabelo longo e uma cicatriz no peito.
- Nossa - Amélia parecia impressionada - como sabe tudo isso ?
- um livro me deu os nomes e as criadas as descrições - as criadas de jardim de cima falam muito sobre as grandes casas, principalmente a família real.
- Impressionante... Mas você também não sairia só por isso... eles te fizeram algo ?
Amélia parecia preocupada quando disse.
- Não, eles não tem nada contra mim, que nem nossos irmãos não tem nada contra o mais novo dos targaryen.
- Então por que saiu ?
- Vieram falar comigo - respondi, Amélia ia questionar, mas fui rápido e disse - já planejava sair antes deles aparecerem.
- Qual deles ?
- Amenom
- Pelo menos respondeu ?
- Respondi...
- De forma adequada ?
Hesitei por um momento.
- sim - dessa vez não olhei para ela, pelo visto não sei disfarçar.
- Lian...
- Eu tentei, juro, mas ele me perguntou o que eu fui fazer nas termas!! - disse me virando
Amélia riu e disse:
- Devia ter sido mais paciente com o garoto.
- Pelos sete deuses Amélia, quem pergunta a outra pessoa o que ela vai fazer nas termas ?
Amélia deu de ombros
- Bom, mudando de assunto, quer ir a arena ? Imagino que todos já tenham ido.
- Infelizmente, não tenho nada melhor para fazer.
Amélia se levantou e saiu para que eu me trocasse.A arena estava lotada, com todas as casas presentes e uma boa parte da população de porto real.
Sentei ao lado de Amélia na primeira fileira, e do lado dela estavam nossos pais, Amélia deveria ficar com o marido dela, mas como receberia uma coroa de flores, ela se sentou conosco.
Estávamos falando da arena e de trivialidades quando cornetas soaram e a porta principal se abriu, por ela entrou um cavaleiro todo de negro com uma capa vermelha e um dragão de três cabeças também vermelho no peito, ele ia ser a atração da arena.
Ele deu algumas voltas e então começou a distribuir as coroas, quando chegou a vez de Amélia ele fez como nas outras vezes, colocou a coroa na ponta da lança e estendeu. Quando Amélia foi pegar, um vento forte fez a coroa cair em meu colo, percebi que todos estavam olhando para mim, então dei a coroa para Amélia, eu com certeza fiquei corado.
Depois que ele saiu, começou a abertura, que foi basicamente os participantes entrando em grupos e sendo anunciados, foi entediante.
A luta começou logo em seguida, os oponentes eram um Lannister e um Baratheon. A armadura do Lannister era carmim e dourada com um leão também dourado no peito, o elmo lembrava um leão rugindo e sua capa também era carmim.
Já a armadura do Baratheon era amarela e preta com um veado coroado no peito, o elmo era normal no formato, mas tinha grandes chifres de veado, a capa era preta.
Eles se posicionaram, e avançaram, no primeiro avanço as lanças não atingiram nenhum dos dois. No segundo avanço a lança do Lannister acertou escudo do Baratheon, partindo o mesmo ao meio.
- O escudo deveria se partir assim ? - perguntou Amélia.
- Imagino que não, mas a madeira não parece muito boa.
Amélia ia dizer algo mas foi interrompida por um barulho de metal contra madeira. O Lannister tinha sido derrubado do cavalo e o Baratheon estava comemorando do outro lado da arena. Ele se levantou soltando pragas e saiu da arena.
Os combates seguiram normalmente: homens caindo de cavalos, escudos quebrando e pessoas gritando.
O próximo a lutar seria um Targaryen contra um Tully, e também a ultima do dia, mas o Tully estava demorando para aparecer, então resolvi aproveitar a oportunidade
Estava prestes a me retirar da arena com alguma desculpa quando um homem gritou do meio da arena:
- Arnold Tully teve alguns problemas pessoais, então não poderá lutar, sendo assim, haverá uma substituição.
Ao dizer isso ele saiu da arena, logo em seguida um homem com uma armadura verde e amarela entrou, mas não era um simples homem, era um de meus irmãos.
- O que pensam que estão fazendo ? - gritou meu pai com uma expressão seria e tensa - estão loucos ?
Mas já era tarde demais, eles já tinham começado.
Olhei para a frente e vi que o rei estava do mesmo jeito que meu pai, ja prevendo que o pior iria acontecer.
Ouvi dizer que ajeitaram as lutas de jeito que nenhum Tyrell se encontrasse com um Targaryen, mas acho que não preveram uma possível substituição.
- Não acredito nisso - me levantei - Eric... Robert, venham comigo.
- por que ? - perguntaram juntos.
- Pois alguém tem que ter razão nessa família... E porque não consigo separar uma briga.
Eles se levantaram e me seguiram.
Chegamos a porta que da para arena a tempo de ver meu irmão derrubando o príncipe do cavalo, meu irmão desmontou, tirou o elmo e começou a comemorar, era Ben quem havia lutado.
Porem sua alegria durou pouco, pois logo o príncipe gritou:
- Você trapaceou - se levantou - usou de uma água no cio para distrair meu cavalo
- Minha água não está no cio - ele chegou mais perto do príncipe - aprenda a assumir as própria derrotas
A essa altura ja havia chegado dois Targaryens, talvez também tivessem prevido uma briga.
Uma briga que não demorou a acontecer. Eles estavam rolando pelo chão socando um ao outro, enquanto o publico incentivava a luta. Olhei para meus irmãos que estavam parados iguais duas estatuas, estáticos e focados na luta, então tive de tomar a iniciativa, como sempre:
- Vão esperar que eles se matem para que fique mais fácil separa-los ou vão fazer alguma coisa ? - eles me olharam saindo do transe - vão logo, e não causem uma briga maior.
Eles foram e logo depois os príncipes também, imagino que tenham me escutado falar e resolveram reagir. Em pouco tempo a briga já tinha sido separada e cada um seguia para seu canto.
Depois desse pequeno espetáculo a arena começou a se esvaziar pouco a pouco até ficar fazia.
Ao sairmos da arena meu pai foi parado por um homem que trazia uma mensagem do rei, ele disse que o rei gostaria de fazer um pedido de desculpas para meu pai devido a esse ultimo conflito, pedido que seria feito depois do jantar.
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O Dragão e a Rosa
FanfictionNesse Spin-off baseado no universo de Game Of Thrones, Lian Tyrell e Amenom Targaryen são obrigados a se casar para evitar uma possivel futura guerra entre suas casas e, consequentemente, entre todos os sete reinos de Westeros. Entre todas confusões...