Capítulo 13 (+18)

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Josh Beauchamp

Recuperar-me daquela explosão sob o chuveiro não fora nada fácil.
Eu ainda sentia suas unhas arranhando minhas costas, nossos beijos tornando-se cada vez mais quentes e cada detalhe do que aconteceu depois.

Nos separamos sabendo que passaríamos o restante daquele dia enfiados em seus quartos, pensando em nossa extensa lista de obrigações e exaustos dos pés a cabeça, literalmente.

Talvez eu deveria ter aceito o convite que Michael me fez sobre ir com eles à uma festa. Pelo menos assim, eu ignoraria os pensamentos sobre as bronzeadas pernas que estavam me perseguindo nos últimos dias.

Resolvi dormir para me livrar da quantidade de coisas que eu pensava enquanto estava acordado, desejando invadir o quarto de Gabrielly e transar com ela até suas pernas ficarem fracas, como no banheiro.

As poucas horas de sono que eu havia planejado se tornaram muitas e eu acordei quando já estava tudo completamente escuro lá fora, o celular marcava três da manhã e eu estava com fome.

Ninguém estaria acordado e eu poderia assaltar a geladeira da maneira como eu quisesse. E eu fiz.

Degustei o que ainda havia em minha cesta da qual eu não aproveitei da maneira como gostaria.

Ainda na cozinha, ouvi a TV da sala ligada e pensei em quem poderia estar acordado. Resolvi arriscar e ir até lá, talvez fosse Mark e eu estivesse prestes a levar um sermão por simplesmente estar com uma geleia de morango em mãos, a comendo como se meu fôlego de vida dependesse daquilo.

Entrei à sala encontrando uma figura nada semelhante da qual eu pensei encontrar. Olhos presos na dança distorcida que a chama da lareira produzia e pelo clarão que refletiam em seu rosto, eu consegui notar que havia uma linha molhada em sua bochecha.

Pensei em virar as costas e deixá-la sozinha, talvez fosse isso que ela desejasse. Mas, por algum motivo, eu estava sendo inundado por um sentimento que com certeza não me deixaria dormir caso não fizesse o que meus calcanhares desejassem que eu fizesse.

Bati fraco à porta e mesmo assim, o feito a causou um sobressalto, seguido de um fungar que denunciava realmente que ela esteve chorando e suas mãos enxugaram seu rosto, com pressa.

— Oi. – deu-me um meio sorriso.

— Oi. – a olhei. — Perdeu o sono também?

Ela negou.

— Eu se quer consegui fechar os olhos.

— Aconteceu alguma coisa? – dei um passo a frente, receoso.

— Aconteceram, muitas coisas.
– ela suspirou, tentando manter as lágrimas longe.

— Quer conversar sobre isso?

— Não, eu só... – ela começou e logo parou, olhou-me com os olhos semicerrados e perguntou: — Por que está aqui?

— Ouvi a televisão ligada, pensei que talvez a pessoa pudesse estar dormindo por ser três da manhã e achei que deveria desligá-la.

Ela concordou.

— E agora que eu sei que está aqui, não é educado da minha parte simplesmente ir embora quando sei que você andou chorando.

— Eu tenho muitos motivos para fazer isso. – ela se encolheu um pouco mais no sofá e eu caminhei até ela, sentando-me ao seu lado.
— Hoje é aniversário do meu pai.
– começou e eu a olhei, prestando atenção. — Liguei para ele para desejá-lo feliz aniversário e... Eu de verdade não deveria ter feito.

— Ele não lhe atendeu?

— Ele fez pior. Ele atendeu e foi totalmente indiferente comigo.
– seus olhos palpitaram indicando novas lágrimas. — Havia uma garotinha ao fundo o chamando de papai e isso doeu um pouco pois, na idade dela, ele já havia ido embora da minha vida.

Pretty Hurts • BeauanyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora