Capítulo 39

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Any Gabrielly

Após me encher de brownies e capuccino, Josh e eu nos separamos por conta de trabalho. Porém, isso não o impediu de estar em minha casa antes das onze dedilhando minhas curvas sob a fumaça do chuveiro.

Na manhã seguinte, partimos para caçada pela casa perfeita, para a nossa casa perfeita.

E juntamente com um corretor muito amigo de Krystian e que falava pelos cotovelos, visitamos diversos imóveis.

Alguns grandes demais outros pequenos demais. Muitos quartos, pouco espaço no jardim e precisaríamos de um jardim grande o suficiente para que o nosso filho pudesse brincar. Algumas tinham uma piscina gigante, porém, a casa era quase que minúscula.

— Quem morava aqui? – Josh perguntou enquanto encarava cada detalhe daquela casa totalmente vazia.

— Um casal que nasceu na França. – e rapidamente, o corretor começou a contar toda a história deles.

— Eles tinham um dark room?
– perguntei após entrarmos em um quarto vazio com algumas luzes de led vermelha, paredes escuras e havia um poli dance bem ao meio dele.

— Eles tinham filhos?

— Não.

— Eu imaginei. – Josh analisou o quarto.

— Bom, vocês podem fazer uma reforma, transformar em um quarto que tenha mais a ver com vocês. Podem transformar em uma sala de cinema, talvez.

— Não, muito obrigado. Acho que não vou conseguir brincar com o meu filho em um quarto do qual eu sei que duas pessoas transaram horrores no passado.

— Joshua! – o repreendi, baixinho e ele ergueu as sobrancelhas se fazendo de inocente.

— Tudo bem, então vamos para a próxima casa. – Matias deixou o quarto enquanto fazia uma breve descrição da próxima casa, como estava fazendo desde sempre.

— Precisava dizer aquilo?
– sussurrei para ele.

— Eu por acaso menti?

— Não mas se isso lhe espanta, eu estou grávida e pasme, não o encomendamos pela cegonha.

— São coisas diferentes, Gabrielly.

— É a mesma coisa, Joshua. O que eles fizeram aqui nós também fizemos.

— De qualquer forma, eu não gostei dessa casa. – olhou ao redor.
— Achei pequena.

— Pequena? Temos cinco quartos, amor.

— Então eu a achei grande demais e vamos logo embora daqui. – ele segurou minha mão e eu o segui enquanto ria dele.

Mais uma casa e quando uma aranha passou para nos dar tchau, decidi que não daríamos mais um passo e partimos para próxima.

— Quem morou aqui?

— Alguém que tenha mais de cinco mil anos, eu presumo. – Josh encarou o castiçal sobre uma mesa gigante e empoeirada.

— Bem, essa casa foi vendida para um... – Matias começou e Josh o cortou rapidamente.

— Nós entendemos, obrigado.

Josh não estava realmente gostando daquela casa e estava de cara feia para tudo.

Entramos na garagem e um baque forte me fez virar para olhá-lo e ter certeza de que ele havia acabado de bater a cabeça.

— Cacete! Que garagem baixa.
– ele resmungou esfregando o local da pancada.

— Meu amor, você está bem?

Pretty Hurts • BeauanyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora