Josh Beauchamp
Me separar de Gabrielly parecia cada dia mais difícil e após aquele dia incrível que tivemos, eu tive ainda mais certeza de que adorava crianças e vê-la dar atenção e conversar com cada um deles como se fossem únicos, me trouxe a sensação de que eu estava apaixonado pela pessoa certa.
Depois daquele dia, aos poucos, havia uma grande parte minha em sua casa. Primeiro uma bermuda, depois outra, um moletom e logo, eu praticamente tinha uma gaveta de coisas minhas e o meu closet estava tomado por suas roupas e o banheiro parecia não suportar mais maquiagens sobre a pia.
Estávamos intercalando os finais de semana e saindo em todos eles. Fomos ao cinema, em uma exposição de arte da qual Gabrielly amou e eu não gostei nem um pouco, depois passeamos pelo Mercado de San Miguel, visitamos o Palácio Real e fizemos piquenique.
A nossa proximidade e flagras feitos por paparazzo de plantão fez com que as pessoas se dividissem em dois grupos; os que estavam muito felizes e não muito surpresos com a nossa amizade e os que faziam da nossa vida um inferno com diversos insultos, ofensas e uma série de coisas que estávamos tentando evitar, mesmo que às vezes fosse impossível e acabávamos lendo ou vendo uma coisa ou outra da qual não gostávamos.
Any ficou magoada com determinadas coisas que leu e mesmo que dissesse que estava tudo bem, eu ouvi quando ela chorou no banheiro.
E o fato de não poder fazer nada além de criar algumas contas para denunciar os autores daquelas mensagens nojentas, acabava comigo e deixava-me com a sensação de impotência, de não poder fazer nada por ela.
Fiquei feliz e um tanto quanto aliviado quando ela sorriu animada para o Mad Cool, mostrando que a noite anterior fora apenas uma nuvem ruim e que não a atrapalharia.
Passamos a metade da tarde poupando energias para o festival e eu soube que curtiríamos até a manhã do dia seguinte ao vê-la usando tênis. Eu já a conhecia bem o suficiente para saber que quando estava de tênis, era porque ficaríamos até o final da festa.
Todas essas semanas juntos me mostrou muitas coisas sobre ela. Descobri que Any canta praticamente o dia inteiro, que adora quebra-cabeça – compramos um e eu o abandonei em menos de duas horas e ela insistiu nele até que ficasse de fato pronto e ela só consegue dormir se estiver agarrada à alguma coisa.
Pensei que seria um verdadeiro desastre, que brigaríamos o tempo todo e nunca chegaríamos em um acordo. Brigamos por besteiras e felizmente, não fora nada sério do qual não pudéssemos reverter com uma boa conversa.
— Me diga, como eu estou?
– perguntou segurando a mão da qual eu estendi para ela.
— Linda. – sorri observando sua roupa.
— Você também está lindo, acho que está lindo até demais para alguém que vai somente à um festival.
— Em primeiro lugar, eu sou naturalmente lindo. E em segundo, eu não estou morto, tenho admiradoras por todos os lados.
— Ah, você tem? – ela ergueu as sobrancelhas, em falsa surpresa.
— É uma pena que nenhuma delas lhe faça delirar como eu. – sorriu confiante e ao mesmo tempo, maliciosa.
— Não me olhe assim que eu cancelo esse festival e em cinco minutos, você estará sem roupas sobre este sofá.
— Me parece animador. – beijou meu pescoço. — Mas já fizemos isso muitas vezes, eu quero curtir o festival.
— E depois do festival... – a olhei e tenho certeza que meus olhos gotejavam esperança.
— Vamos, Joshua. – passou por mim, me esnobando totalmente e ela com certeza sofreria consequências.
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Pretty Hurts • Beauany
Fanfic+18|| Any Gabrielly e Josh Beauchamp são nomes conhecidos no mundo da moda, ambos modelos profissionalmente realizados e bem sucedidos, amigos de passarela e que compartilham do mesmo sentimento em relação à indústria da moda. Embora sorrisos, cabel...
