Capítulo 33

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Any Gabrielly

Meus avós sempre dizem que não devemos sair de casa brigados com quem gostamos e foi exatamente isso que eu fiz com Joshua. E eu não estava nem um pouco feliz com isso.

Eu queria voltar e abraçá-lo, pedir desculpa e dizer que eu o amava e que não valia a pena brigar.

Mas agora, tudo o que eu conseguia fazer era segurar o choro enquanto Stevens dirigia até à For. Meu peito estava se fechando em um nó estranho e eu sentia uma vontade absurda de fugir dali.

Sei que Joshua estava preocupado e magoado, mas, caramba, era difícil para mim também. Por tantos motivos que eu estava tentando ignorar, porém, eles ainda martelavam todos os dias.

— Any. – Stevens estendeu a mão para mim e pelo seu tom de voz, ele já havia me chamado algumas vezes. — Nós chegamos.

— Claro, me perdoe, eu estou distraída. – sorri pequeno para ele e aceitei a mão da qual me estendia e saí do carro.

— Você me parece triste.

— E eu estou. Mesmo tendo um motivo maravilhoso para estar muito feliz.

Ele franziu as sobrancelhas e só então eu percebi que além dos meus amigos, ninguém sabia da minha gravidez.

— Esqueça. É coisa minha.
– neguei e ele concordou. — Eu não vou demorar muito.

— Estarei no café de sempre, qualquer coisa é só ligar que eu venho correndo.

— Obrigada, Stevens. – bati em sua mão antes de passar por aquelas portas imensas sentindo um frio surreal não somente pelo ar-condicionado.

Acenei para Lola e tentei retribuir o sorriso simpático do qual ela sempre oferecia.

Eu respirei fundo diversas vezes enquanto observava o painel do elevador e me forcei a não chorar.

— Me perdoe se a mamãe está lhe deixando triste, acho que bebês sentem as nossas emoções também e eu me sinto péssima por isso. – toquei minha barriga. — Eu te amo tanto. – meus olhos arderam a antes que pudesse começar a chorar sem parar, o elevador se abriu.

Forcei uma postura segura e caminhei por aquele corredor até que uma nuvem loira, sorridente e bonita me agarrasse em um abraço apertado.

— Senti falta disso. – a abracei de volta e fechei os olhos.

— E eu senti sua falta. – ela se afastou e segurou meu rosto, preocupada. — Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa com o meu sobrinho?

— Não, está tudo bem com o bebê é só que eu e Joshua brigamos.

— De novo!? – ela parecia tão chateada quanto eu.

— Sim. – suspirei. — Ele não concorda que eu continue trabalhando aqui e enfim. – encolhi os ombros, poupando os detalhes.

— Vai ficar brava comigo? – ela estreitou os olhos, em dúvida da minha resposta. — Eu também não concordo.

— Sina. – desviei meus olhos dos dela.

— É sério, amiga. Não estou julgando você ou algo do tipo mas eu realmente me preocupo com você.

— Eu vou ficar bem, não se preocupe.

— Tudo bem. – ela segurou minha mão. — Acho que temos um tempinho para um café.

Sina desviou completamente meus pensamentos e eu consegui rir um pouquinho enquanto conversávamos antes da reunião. Porém, encarar Mark com aquele maldito olhar crítico me causou enjoos insuportáveis.

Pretty Hurts • BeauanyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora