Capítulo 28

5.7K 496 363
                                        

Any Gabrielly

A noite anterior com certeza não foi uma das melhores para Joshua. Ele estava mal, eu conseguia ver isso apenas olhando em seus olhos.

E aquilo doeu demais. Odiava vê-lo triste ainda mais quando eu sabia que não podia fazer nada além de abraçá-lo e dizer que eu estava ali.

Dormimos juntos após uma maratona extensa da nossa série favorita e acordei com uma vontade estúpida de ir ao banheiro que estava me proibindo de continuar na cama. Minha bexiga com certeza pulou de alegria por finalmente atender o seu pedido.

Lavei meu rosto e as palavras de Lilian voaram em meu cérebro, eu me olhei com cuidado e parecia tudo... Normal, como sempre foi. Pelo menos, eu queria acreditar que estava.

Cortando a minha nuvem de pensamentos, Joshua bateu à porta.

— Any, está tudo bem?

— Sim, está tudo bem. – respondi antes de abrir a porta.

— Você levantou correndo, fiquei preocupado.

— Eu só estava apertada. Agora, eu preciso da sua sincera opinião.

— Sobre? – perguntou sendo puxado até a cama.

— Sobre mim. – ele se sentou e eu parei em sua frente. — Tem algo diferente em mim?

— Não. Deveria?

— Seja sincero, Josh. Tipo, nada mesmo?

— Nada. – ele me olhou como se procurasse algo minúsculo em um tapete enorme. — Definitivamente, nada.

— Tem certeza?

— Vem cá, Gabrielly? O que está acontecendo? – cruzou os braços.

— Nada, eu só... Quero saber.

— Alguém falou algo para você, não foi? Foi Rúbia? Eu vou xinga-la.– se levantou e eu neguei segurando seu o ombro, o fazendo sentar novamente.

— Não foi Rúbia, na verdade, foi Lilian.

— Quem é Lilian?

— Lilian Davies, a socialite.

— Ela se sente bem trazendo insegurança para as pessoas? Pior, para uma mulher, assim como ela? Sinceramente, eu odeio quase todo mundo.

— Josh! – o olhei, surpresa com sua reação. — Que bicho mordeu você?

— Isso é uma merda, Gabrielly. Essa cobrança, essa observação exagerada sobre nós, essa exigência de sermos perfeitos.
– ele resmungou.

— Eu sei, eu também não gosto, aliás, eu detesto. – eu relaxei os ombros. — Sempre me causam inseguranças.

Ele se levantou e beijou minha testa.

— Você é linda, Any, sempre se lembre disso. – ele segurou meu rosto. — Não deixe que eles façam você pensar que há algo de errado com você, pois, não há. Absolutamente nada. – meus olhos estavam me traindo e eu estava prestes a chorar e não faziam se quer quinze minutos que estávamos acordados.

— Obrigada. – o agarrei em um abraço apertado.

— Não precisa agradecer. E saiba que eu estou disposto a chutar a bunda de qualquer um que fizer você se sentir mal.

Eu dei risada ainda apoiada em seu peito.

— Eu vou anotar isso. – ele se afastou um pouco.

— Vou me trocar, precisamos tomar café. – me deu um tapinha na bunda.

Pretty Hurts • BeauanyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora