Capítulo 10

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Dias depois.

Any Gabrielly

Voltar para minha casa trouxe uma sensação de vazio para o meu peito. Primeiro por me separar dos meus avós após dias incríveis ao lado deles e depois, por contar de Tiana.

Doeu vê-la chorar enquanto eu colocava a mala no carro e eu me senti péssima por precisar despedir-me.

Os trabalhos voltaram, os dias corridos também e eu não conseguia acreditar que estava aproveitando o meu tempo de folga para fofocar com Sina e Sav sobre como estava as coisas na Cidade Luz.

— Estamos trabalhando tanto, Gabrielly, puta a merda! – Sina fez uma careta indicando que estava cansada.

— Mas para a nossa sorte, hoje é dia de folga e estamos aproveitando a área da piscina que é um escândalo. – Sav sorriu.

— Verdade, eu amo esse hotel por vários motivos, e a piscina é um deles. – sorri para elas.

— Mas e você? O que está fazendo? Me parece feliz e arrisco a dizer que também pegou um bronze.

— Passei alguns dias na casa dos meus avós e foi maravilhoso!
– enfatizei. — Gostaria de ter ficado mais alguns dias e aproveitado um pouco mais a piscina.

— Eu estou com inveja, você realmente teve seus dias de folga, merecidos, enquanto Sina e eu morremos de trabalhar.

— Não fiquem assim, levarei vocês para um SPA quando chegarem.
– afirmei.

— Precisaremos mesmo pois o desfile da V.S está chegando.
– Sina sorriu para algo próximo delas e eu presumi que fosse algum garçom musculoso.

— Agora eu entendo por qual motivo você tanto fala dos homens parisienses, eles são um conjunto com tudo de bom que há no mundo.

— Conheceu alguém interessante?

— Além de trocar olhares com o chefe de cozinha que veio falar conosco na primeira noite, nada.
– Sina suspirou.

— Conte essa história, direito.
– pedi.

— É um chefe de cozinha lindo e gostoso de quase um metro e noventa, tatuagem no pescoço e um sorriso de tirar o fôlego. Veio conversar conosco no nosso jantar de boas-vindas para perguntar o que havíamos achado do jantar impecável que havia preparado e ele e Sina quase foram transar na saída de emergência do hotel.

— Savannah Clarke! – a loira tirou os óculos de sol do rosto e a olhou, de forma séria, e eu soube que Sav estava falando a verdade.

— Eu não menti, você sabe disso.

— É, isso é meio verdade. – fingiu seriedade. — Ele é tão lindo, Any!

— Está esperando o que para mostrá-lo o poder alemão?

— A oportunidade perfeita, em outras palavras, um tempo livre.

— Entendo.

— E você, Gabrielly? Conheceu alguém pelos arredores? Algum fazendeiro bonitão ou um homem de barba bem-feita dono de uma cafeteria conhecida em Teruel?

— Nenhum dos dois. Mas eu conheci um homem sim. Saímos para beber algo no último sábado e foi somente isso.

— Eu quero: nome, idade e tudo. Quer dizer, quase tudo, não preciso saber dos detalhes sórdidos. – Sav franziu a testa.

— Não aconteceu nada além do que eu falei. Ele se chama Juan e tem trinta e dois anos, se isso é importante para você.

— Simpático?

Pretty Hurts • BeauanyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora