Capítulo 22

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Any Gabrielly

Acordei com algumas batidas na porta e ao abrir os olhos, tive certeza de que não estávamos tão unidos como me lembrava, mas, o braço de Joshua estava repousado em minhas costas, indicando de alguma forma que ele estava ali.

- Casal, se você estiverem devidamente vestidos, batam duas palmas. - Noah pediu do lado de fora e eu resmunguei antes de me levantar para atendê-lo.

- O que houve, Urrea?

- Uau, abriram rápido. Nada de lençóis no corpo e aquela cara de pós sexo.

- Fala logo! - Joshua resmungou ainda na cama.

- Bem, primeiro de tudo: bom dia.
- sorriu e eu gostaria de saber como uma pessoa podia ser tão feliz pela manhã. - Faremos trilha depois do café e gostaríamos que vocês fossem.

- É só isso? - Josh perguntou se levantando.

- Sim.

- Por que não perguntou no café da manhã?

- Porque eu odeio casal feliz. Se eu não durmo agarradinho com alguém, ninguém pode também.

- Sina... - gesticulei e ele suspirou pesadamente colocando a mão no coração.

- Ela dormiu com as meninas.

Josh riu alto e nem mesmo minha expressão de censura o fez parar.

- Eu sinto muito. - disse ainda rindo do amigo.

- Você é tão filho da puta, Joshua.
- negou.

- Não ligue para ele. Nos vemos no café. - sorri para Noah antes de fechar a porta. - Você é muito insensível.

- Não sou insensível. Urrea é mestre em rir das minhas desgraças, estou apenas retribuindo.

- Péssimos amigos vocês são.

Caminhei até o banheiro e Joshua sorriu grande.

- Você fica. - pisquei fechando a porta.

Lavei meus cabelos e ao me olhar no espelho, eu parecia realmente outra pessoa. Estava descansada, feliz, sem olheiras e disposta.

Fazia tempo que não me sentia assim.

Me arrumei enquanto Joshua estava no banho e ele analisou-me ainda com aquela maldita toalha branca enrolada na cintura.

- Vai mesmo para a trilha?
- perguntou encarando minha roupa esportiva.

- Você não?

- Não! - franziu a testa.

- Vamos, será legal. Faz tanto tempo que eu não faço trilha.

Ele suspirou.

- Acho que tudo bem. Mas, se ela for muito grande, eu volto antes.

- Não seja sedentário. - me aproximei dele e escorreguei minha mão pelo seu peitoral ainda úmido.
- E depois que voltarmos, talvez nós possamos aproveitar de uma forma reservada.

- Não me provoque, Gabrielly, você está fazendo isso desde que chegamos aqui.

- A minha missão é lhe provocar.
Mas acredite, eu nunca deixo uma promessa para trás.

- Espero mesmo. - suas mãos prenderam meu corpo próximo demais do seu e algo em meus instintos gritaram para que eu puxasse sua toalha, mandasse a trilha para o inferno e ficasse sob ele até que meu corpo explodisse em cansaço.

Porém, eu me contive - por mais difícil que tivesse sido, apreciei seu corpo responder rapidamente e me afastei.

- Espero você para a trilha. - sorri e o ouvi resmungar alguns palavrões.

Pretty Hurts • BeauanyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora