Capítulo 57

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Josh Beauchamp

Acordei antes de Gabrielly e arrisco dizer que não dormi mais de quatro horas seguidas, mas isso não importava. Dei um beijo em sua testa e me levantei com cuidado para não acorda-lá.

Passei alguns minutos olhando minha filha no berço portátil, do qual colocamos em nosso quarto, já que nada parecia seguro o suficiente.

— O papai promete cuidar de você, ouviu? – sussurrei, passando a mão em seus cabelos.

Estava sendo difícil sustentar aquela armadura, eu não podia fraquejar por elas, elas precisavam de mim e eu precisava protegê-las. Mas, tudo o que eu sabia sentir era medo de não conseguir cuidar delas, de não conseguir ser forte o suficiente.

Me sentei à mesa, sozinho, a cabeça sempre em alerta, pensando, calculando tudo.

— Bom dia, senhor Beauchamp. – Cadence sorriu com uma bandeja maravilhosa em mãos.

— Bom dia, Can. Obrigado. – agradeci após ser servido.

— Você precisa se alimentar. – ela disse, ao notar que se passaram alguns minutos e eu não toquei no café da manhã.

— É, eu vou.

— Tem algo incomodando você. – afirmou, olhando diretamente em meus olhos.

Concordei com a cabeça.

— Essa situação. Minha mulher e minha filha na mira daquele verme do Mark, câmeras escondidas na nossa casa, a perseguição ao carro de Gabrielly. – soltei um suspiro carregado. — Eu tenho tanto medo de não conseguir protegê-las.
– meus olhos gotejaram e eu estava fazendo o impossível para não chorar.

— Josh, se você não está as protegendo, eu juro, ninguém mais está. – ela sorriu, me tranquilizando. — Você mudou tanto desde que elas entraram em sua vida, você anda tão responsável e cuidadoso. Eu lhe garanto, você está fazendo tudo o que está ao seu alcance.

Eu a olhei, os olhos lutando para não deixar as primeiras lágrimas caírem, Cadence sabia me motivar como ninguém.

— Obrigado, Can. – minha voz falhou e eu segurei sua mão. — Prometo estender férias maravilhosas para você e Nancy, quando tudo isso acabar.

Ela sorriu e se levantou, abraçando meus ombros sobre a cadeira.

— Vai ficar tudo bem. Vamos todos sair dessa.
– ela disse antes de deixar-me sozinho.

Fechei os olhos, sentindo meus ombros tensos, todo o meu corpo em alerta e inspirei o ar com força algumas vezes, tentando me livrar da sensação de perigo.

Eu estava revisando cada passo do plano contra Mark. O celular que eu havia levado do apartamento de Adan estava sobre a mesa, havia uma chance de comunicação segura.

"Preciso da sua ajuda. Sei que está aí." Enviei a mensagem encarando a tela, o silêncio ao redor era pesado demais.

Por alguns segundos, nada.

Então o celular vibrou na minha mão.

Número desconhecido.

Mas eu sabia. Era Adan.

"Está pronto para entender no que está se metendo?"

Soltei um ar curto pelo nariz.

"Depende do que você tem."

A resposta demorou um pouco mais dessa vez.

Tempo suficiente pra tensão crescer.

"Tenho acesso."

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⏰ Última atualização: Apr 27 ⏰

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