Any Gabrielly
Viajar com um bando de mulheres é com certeza a coisa mais louca que alguém pode fazer e com toda experiência que já tive, não recomendo.
Malas, bolsas e saltos chicoteando o piso do aeroporto que parecia minúsculo diante da quantidade de coisas que Savannah estava levando. Estava agradecendo aos céus por não dividir quarto com ela desta vez pois sua colega de quarto com certeza perderia setenta por cento do espaço do quarto.
No caminho até o aeroporto, conversei com Julie pelo telefone que não tinha palavras para agradecer pelo vestido. Contou como havia se sentido bonita, que suas amigas ficaram encantadas e que não acreditaram quando viram a sua foto comigo.
Fiquei feliz por ela. Julie era uma menina e filha maravilhosa. A sua relação com Nancy era a coisa mais linda, elas se ajudavam, se apoiavam e eram uma pela outra.
Exatamente como eu sonhei que seria com a minha mãe.
•Flashback on•
Cinco anos de idade
Any estava sentada há horas ao lado da professora que parecia louca para ir para casa e rezando baixinho para que alguém buscasse logo a pequena falante que claramente havia sido esquecida pela mãe.
Gabrielly estava acostumada a não ter todo o afeto de sua mãe, aliás, ela não tinha três por cento do afeto e dá atenção dela. Estava sempre trabalhando, cansada, fazendo reclamações e jogando a culpa na pequena.
Ela nunca entendia. Por que a culpa era sua? Era somente uma criança, falava pelos cotovelos mas além disso, não dava trabalho algum.
Sempre arrumava seus brinquedos e seu quarto para que sua mãe a fizesse um elogio. Ele nunca chegou de fato, mas, Any ficava orgulhosa de si mesma por ter organizado suas coisas sozinha e sem qualquer ajuda.
Era uma das crianças mais independentes da sala, totalmente decidida e forte. Embora, sua guarda baixasse quando estava no colo de sua avó e se permitia chorar por ser atingida por um sentimento do qual não sabia o nome mas, ele ardia em seu peito todas às vezes que não encontrava sua mãe nas confraternizações da escola.
E o seu anjo da guarda, sem asas, estava de pé na entrada na escola, de braços abertos esperando que a neta se jogasse para que a enchesse de beijos.
- Vovó, você veio! - sorriu esquecendo completamente de tudo ao redor. Estava segura naquele abraço.
- É claro que eu vim. Acha mesmo que eu perderia a melhor companhia para me acompanhar até à sorveteria?
- Eba. - acenou para a professora que retribuiu murmurando um "graças a Deus" para si mesma.
- Vó, por que a mamãe me esqueceu?
Teresa se sentiu quebrada ao ver os olhinhos da neta repletos por lágrimas que queriam muito cair.
- Sua mãe provavelmente teve algum problema no trabalho.
- Ela sempre tem problema.
- cruzou os bracinhos. - Sinto falta dela, vovó. - fungou e uma linha fina e rápida desceu por sua bochecha.
- Não, meu amor, não chore. - a pegou no colo. - Sei que sente falta dela, mas, a vovó está aqui sempre que você precisar. Tudo bem?
Any assentiu e enxugou a lágrima, recebendo um beijo demorado na bochecha.
- Agora, eu quero ver aquele sorriso lindo que só você tem. - a olhou e a pequena sorriu mesmo com as bochechas vermelhas por conta do choro que estava tentando engolir.
Não queria chorar. Não queria que sua avó a chamasse de fraca como sua mãe fazia quando a pequena sentia dor ou estava magoada com alguns colegas que faziam "piadas" sobre a ausência da mãe.
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Pretty Hurts • Beauany
Fanfiction+18|| Any Gabrielly e Josh Beauchamp são nomes conhecidos no mundo da moda, ambos modelos profissionalmente realizados e bem sucedidos, amigos de passarela e que compartilham do mesmo sentimento em relação à indústria da moda. Embora sorrisos, cabel...
