No one can replace Shannon

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Shannon Blythe

FLASHBACK ON

Chamei o garçom e o homem sorriu sem mostrar os dentes, caminhando até nossa mesa. Eu e os meninos estávamos reunidos em um dos restaurantes mexicanos mais famosos de Los Angeles.

— Pois não?

— Nós queremos... — quando abri a boca, senti uma grande mão alisar minha coxa por baixo do vestido. Nikki queria me deixar desconcertada. — Duas porções de nachos... Ah... Com guacamo... — ele a deslizou em direção ao meio das minhas pernas, seus dedos afastaram o tecido da minha calcinha, correram sobre meu sexo e eu não tive forças para conter um gemido.

— Algum problema, senhorita?

Olhei para o garçom; uma expressão de terror estampava seu rosto. Nikki riu e plantou um beijo na minha bochecha. A mão ainda apalpava... Aquele lugar.

— Idiota. — ofeguei.

— Senhorita?

— Eu faço o pedido! — Vince disse, impaciente. O pobre homem o encarou, um tanto perturbado. — Queremos duas porções de nachos com guacamole, por gentileza. Vão beber alguma coisa?

— Margarita! — Tommy sorriu. — Cinco drinks, cara.

O maldito Sixx começou a estimular meu clitóris, fazendo movimentos circulares. Tentei manter a seriedade, mas não deu certo. Os meninos nos assistiam com asco.

— Que pouca vergonha da porra... — o loiro resmungou.

— Hipócrita! — Nikki lançou uma piscadela e tirou a mão de dentro da minha calcinha. Suspirei de alívio. — Vamos para um lugar mais reservado, docinho?

Merda... Eu nunca conseguia resistir à tentação. Levantamos e Vince negativou com a cabeça.

— Vocês não têm jeito, casal.

O moreno entrelaçou nossos dedos e me conduziu ao Porsche estacionado em uma das vagas exclusivas para clientes do restaurante. Entramos no carro, tirando a roupa, com sede pelo que viria a seguir. Deitei nos bancos de trás e Nikki subiu sobre mim. Já nos encontrávamos nus, apenas corpo com corpo, apenas suor com suor... Abri as pernas, me prendi em seu pescoço e fui invadida. Movimentos profundos e firmes, estocadas carregadas de amor.

Três batidas no vidro escuro, de repente, três paradas cardíacas.

— Ah, não... — deixei escapar.

Ele revirou os olhos e retirou o membro. Do interior do carro, via-se o guarda do restaurante que unia as sobrancelhas, criando hipóteses sobre o que poderíamos estar fazendo. Respirei pesado, aliviada por não ser um policial. Após a interrupção, nos vestimos com a mesma pressa de quando nos despimos. Nikki abriu a porta do carro.

— Boa noite, senhor. Você esqueceu de desligar os faróis.

— O quê?!

Nos entreolhamos e desatamos a gargalhar. O guarda franziu a testa sem entender e ficou ali, parado, com as mãos na cintura. Para nossa sorte, o ser humano ainda não é capaz de ler pensamentos.

FLASHBACK OFF

— Um brinde às injustiças da vida! — gritei entre risos bêbados, levantando a garrafa de whisky.

Estava sozinha na varanda da Hell House, sendo iluminada pela luz da lua, vivendo a noite natalina mais entediante da minha vida. Nikki, aquele filho da puta, não saía da minha cabeça e, quanto mais eu achava que estava conseguindo esquecê-lo, mais pensava nele. Flashbacks já não me assustavam, pois eram frequentes e flashbacks me faziam beber... Beber para esquecer...

Call Girl | Nikki SixxHistórias para pegar e não largar. Descubra agora