Second chance

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Shannon Blythe

Abri os olhos em um leito com cortinas azuis. Eu sobrevivi! Tudo estava extremamente confuso na minha mente, ainda teria que juntar as peças daquele quebra-cabeça, mas sentia uma imensa gratidão pela segunda chance que o universo me deu. Surreal.

Olhei para o lado quando alguém acariciou minha mão... Tommy Lee.

— Shannon! — o baterista sorriu. — Não acredito que você acordou!

Sorri sem mostrar os dentes.

— Nikki recebeu alta e está cuidando de você o tempo todo! Ele foi ao banheiro e pediu para que eu ficasse aqui... Deve voltar daqui a pouco. Não se preocupa.

— Por que... — pausei ao sentir uma terrível dor na mandíbula provocada pela falta de estímulos. — Por que ele estava internado?

— Só ficou em observação, você sabe, tomando um soro atrás do outro. Se sente melhor?

— Acho que sim.

— Ótimo!

— O que aconteceu comigo?

— O médico disse que você será liberada em breve... — desconversou.

— Tommy... Fala o que aconteceu! Por favor!

Ele respirou fundo.

— Abuso de drogas, Shan.

Flashes do momento que cheirei cocaína pela última vez, no camarim de Nikki, passaram como um filme na minha cabeça.

— Que merda! Eu fiquei em coma?

— Shannon, não é bom você se agitar agora...

— Responde!

— Induzido. Quatro dias. Seu coração parou de bater... É isso. Você precisou ser reanimada.

Fomos interrompidos por gritos vindos do corredor, o som de passos pesados e apressados. Tinha certeza que aquele jeito de andar, era o jeito de andar de Nikki. Ele apareceu de repente, gesticulando com raiva.

— Uso o banheiro que eu quiser, enfermeira dos infernos! — ralhou e se aproximou da minha cama. — Honey! Você acordou! Finalmente!

Abri um sorriso enorme, feliz, meu coração pareceu triplicar de tamanho. Levantei os braços com dificuldade, toquei suas bochechas e nós demos um longo selinho.

— Fiquei com tanto medo de te perder... — ele sussurrou, quase chorando. — Nunca mais faça isso comigo, Shannon! Nunca mais, ouviu?!

— Tudo bem, tudo bem... — ri pela preocupação fofa. — Mas temos que parar com as drogas juntos, ok? Não quero sair da zona de perigo e meu namorado continuar nela!

— Vamos nos ajudar, amor.

Nikki Sixx

Dez dias depois...

Temerosa e angustiada, Shan encarou o tatuador. Depois, voltou o olhar para mim, que estava sentado ao seu lado e segurava sua mão firmemente. Seria sua primeira experiência em um estúdio, ela me disse que odiava agulhas.

— Relaxa, sweet! Eu confio nesse, cara!

— Não vai doer nada! — Bob insistiu.

— Espero...

— Querida... — acariciei sua mão. — Qual vai ser a tatuagem?

— Pensei em algo relacionado ao Mötley.

Call Girl | Nikki SixxHistórias para pegar e não largar. Descubra agora