Shannon "Holly" Blythe, nos anos 80, era a stripper mais cobiçada do Seventh Veil. Dona de um incrível SEX APPEAL, a garota enlouquecia os clientes, mas não era enlouquecida por ninguém. A prostituição a fazia acreditar que pessoas como ela não podi...
— Shannon, eu... Eu agora sei que... — as palavras foram sumindo e Nikki soltou uma lufada de ar.
— Não precisa falar se não quiser! Está tudo bem! — avisei, sem tirar os olhos dele. — Só me diz, por favor, porque está aqui e porque ainda não desistiu de mim.
Em silêncio absoluto, durante uma troca de olhares, Sixx me puxou de surpresa e beijou com voracidade. A sensação foi maravilhosa e excitante, era impossível resistir. Meu coração acelerado faltava sair pela garganta.
— Vem cá... — ofeguei ao desgrudar nossas bocas.
Ele tirou a regata com os dizeres "Dirty Fuckin Dog" e eu aproveitei o ensejo, logo abaixando meu shorts até as coxas e a calcinha também. Esse foi meu grito de liberdade e foda-se. Decidi seguir meus instintos animais e estávamos, sim, prestes a fazer sexo urgente no quintal dos fundos da casa da minha avó. Éramos muito parecidos em relação a não pensar nas consequências.
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Lacei seu pescoço, retomando o beijo, avançando sobre seu delicioso corpo esguio e demos passos para trás até parar na cerca alta. Eu de costas à madeira, ele de frente para mim. Nikki tirou o pacote metálico do preservativo do bolso da calça, abriu com a boca, desenrolou agilmente sobre sua gloriosa ereção e não há palavras para descrever quão sexy ele ficou ao se tocar daquele jeito, ajeitando o látex escorregadio e se contraindo.
Enrosquei as pernas em volta da cintura dele, sorri maliciosa e guiei seu pênis à minha entrada lubrificada, que deslizou até o fim e alcançou pontos sensíveis demais.
— Ah, Nikki! — tombei a cabeça para trás, gemendo sem pudor algum.
O forte impacto dos nossos corpos durante os movimentos de vai-e-vem contra a cerca atrás de mim provocava um barulho altíssimo e, se eu soubesse que seria tão gostoso assim, teria me dedicado muito mais às outras transas. Irônico pensar que a prostituição me censurou tanto do prazer... Então, o orgasmo veio avassalador. Nikki e eu trememos em sincronia, arfando, quase não conseguindo respirar e ficar de pé. Grudei nele, minhas pernas bambas e doloridas pela posição anterior.
— Ei. — o chamei, envergonhada. — O que queria dizer?
— Que sou apaixonado por você.
Suas palavras me acertaram como um tiro. Merda de turbilhão de emoções e ótima hora para me jogar uma bomba, Sixx! Pela primeira vez, admiti a mim mesma que também era apaixonada por ele.
Terrivelmente apaixonada.
* * * *
Voltamos à frente da casa em silêncio absoluto. Quando nos viu, Sammy saiu do Porsche com um sorriso apreensivo nos lábios e andou em nossa direção. A olhei séria, como quem diz: "NÃO ABRE ESSA BOCA."
— Bom... — queinferno! Ela adorava me desobedecer. — Nikki, você ainda vai resolver algumas coisas suas, né?
Não entendi nada.
— Sim... Depois de bastante tempo. — respondeu.
Ele suspirou pesado, fez menção de virar, mas parou, me encarando intensamente e me beijou. Simples toque que significou muito. Vi pela visão periférica Sammy olhar para mim, atônita e boquiaberta, enquanto eu não conseguia desviar a atenção de Nikki, que ia à casa de Deana pé ante pé.
— Calma aí, Shannon! — alterou o tom de voz. — Que porra tá acon...
— O que ele vai fazer, Samantha? — a interrompi.
— Primeiro, mocinha, me conta o que vocês resolveram nos fundos da casa!
— O que ele vai fazer?!
Ela revirou os olhos.
— Nikki confirmou que o mundo é realmente muito pequeno. Sua vizinha é mãe dele.
De repente, todas as peças do quebra-cabeça se encaixaram.
— Deus... Como não percebi antes?! Deana falou que o filho morava em Los Angeles, tinha 20 e poucos anos, ia para prostíbulos, mas... Ele se chama Frank. Será que isso está certo?
Sammy fez cara de tédio.
— Quem, em sã consciência, registraria um menino como "Nikki Sixx"?
— Ah... Pensando por esse lado...
— Ok, não importa! Quero saber o que aconteceu entre vocês!
— Nós transamos, Samantha... Só isso.
— O que?! — arregalou os olhos. — Como assim "só isso", Shannon? E... Pera aí! Vocês transaram no quintal da sua avó?!
— Sim...
— Na porra do quintal da sua avó?!
— Sim. Ele declarou que é apaixonado por mim.
— Finalmente! Credo... Você é tão devagar, amiga. Não era óbvio que esse bad boy gostoso está morrendo de amores?
— Acho que não queria enxergar.
— E você também é apaixonada por ele... Mas vai negar! Sei que rolou sentimento nessa transa!
— Não estou apaixonada!
— Primeira negação.
— É sério, Sammy! Eu nunca me apaixonaria...
— Segunda negação. — me cortou, cruzando os braços.
— Para!
— Ok, continue negando, porque o que importa é o poder que Nikki tem sobre você.
— Nenhum!
— Ora, que mentira deslavada! — gargalhou ironicamente. — Aceite esse fato, sweet.