Rebeca Bittencourt ama Artur Montenegro em segredo desde a infância
Uma pena que sua irmã gêmea descobriu seu calcanhar de Aquiles e por inveja o tomou...
Sofia Bittencourt Montenegro some e a única solução que Artur encontra é pedir ajuda para Reb...
Essa mulher está louca. Põe louca nisso. Se não bastasse suas futilidades, agora preciso lidar com as suas maldades. De três,apenas uma salva: a caçula. Como poderei eu lidar com tudo isso?
Uma parte apenas atinge ela: dinheiro.
Tirando-o, sua ira é atraída.
Ou o medo de perdê-lo, leva ela a fazer tudo. Literalmente tudo.
Eu estou no meio disso. De um lado meu sangue. Do outro....
Já não sei o que fazer...
Espera,sei sim.
Só há um jeito.
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Rebeca Bittencourt
Era uma vez um jantar.
—Mil perdões.-Peço envergonhada pela atitude dos meus pais,se é que posso chamá-los assim.
—Sabe querida, você não tem que pedir desculpa. Essa atitude horrorosa não foi sua. Você é uma vítima. -Dona Lúcia fala e sinto conforto.
—Sua mãe está passando dos limites. -Artur resmunga. —Ela precisa se colocar no lugar dela,isso sim.
—Devo concordar. -Falo triste com a situação.
—Acalmem-se. —Seu César pede,constrangido. —Nunca pensei que Raissa desceria tão baixo e que Heitor a apoiaria...
—Para falar a verdade,eu nem sei o que dizer ou pensar. Eu realmente desconheço essas pessoas com quem vivi minha vida inteira. É triste isso. Mais de vinte anos e mesmo assim,não os conheço realmente.
—Não vamos dar lugar a essas coisas ruins. A vida é um presente de Deus. Depois de tudo que passarem, estarem aqui hoje,juntos, já é um grande presente.
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—Fica conosco hoje?-Artur pede. Fico quieta, sem saber o que responder.
—Não trouxe roupa.
—Eu te empresto uma camiseta. Amanhã é sábado e você não trabalha,dona Rebeca.
—Certo...vamos. —Concordo,por fim.
Logo chegamos ao seu lar. Ele pega Davi no banco de trás, apagado, e o carrega. Abro a porta e ele entra com o pequeno,levando-o até o seu quarto no andar de cima.
Enquanto isso, aproveito para tomar uma água e pensar um pouco. Mas Artur é tão rápido que nem tempo para isso eu tenho.
—Não fica assim. -Pede.
—Eu apenas fico sentida,sabe? É como se eu não os conhecesse. Eu passei a minha vida inteira com eles e são estranhos para mim. Tudo começou com Sofia. Agora minha mãe e meu pai... Onde essa "família@ vai parar?
—O importante é que você é uma mulher de caráter e do bem. Não foi corrompida pela maldade deles. Você é uma vencedora. Não se importe com nada disso.
—Eu sei. Só não consigo ser indiferente.
—Vamos dormir. -Propõe e aceito. Preciso dormir.
—Sim,mas antes banho. Não consigo dormir sem tomar banho.
—Eu sei. -Pisca. —Usa o banheiro do quarto,enquanto isso, vou pegar uma camiseta para você.
—Ok,obrigada.
Tomo um banho de gato,porque sou dessas. Nem que seja para isso,meu banho é sagrado.
Aguardo Artur que aparece com uma blusa nas mãos,meio sentido.
—O que foi?-Estranho.
—Essa blusa é sua. -Estende e consigo ver claramente. Sim,é minha.
—De quando namorávamos. -Concluo.
—Sim. -Afirma. —Sabe, tudo poderia ser diferente...
—Ei, pensa bem. Foi como era para ser. -Falo.
—Sim,acredito nisso também. Só que eu não fui homem o suficiente. Deveria ter assumido Davi sem necessariamente me casar com Sofia. Ou melhor, nem era para nada disso ter ocorrido e Davi ser seu filho. Eu fui covarde e fiz o que meus pais mandaram,me casei com Sofia. Até que ponto eu sacrifiquei? Eu sacrifiquei minha felicidade. A nossa felicidade.
—Artur, precisamos trabalhar isso. Olha, não podemos reviver isso sempre. Estamos juntos,nos perdoamos e decidimos seguir em frente.
—Eu sei. Você viu hoje? Fico pensando,sabe? Meus pais te adoram... Por que me obrigaram a casar com a Sofia? Isso não entra na minha cabeça.
—Eles são tradicionais.
—Eu sei,mas isso não encaixa. -Insiste.
—Tem coisas que não têm explicações concretas. -Dou de ombros.
—Verdade. Não vamos perder nosso precioso tempo pensando nessas coisas ruins. Vamos apreciar nosso momento. E que cada momento que tenhamos juntos seja único.
—Eles são únicos. -Confirmo.
—Devo concordar, futura senhora Montenegro.
—Devo concordar,senhor Montenegro. Rebeca Bittencourt Montenegro me parece uma boa combinação.
—A melhor combinação.
—Realmente.
—Então quer dizer que se eu fizer o pedido você vai aceitar?-Questiona
—Você terá que fazer para saber. -Brinco.
—Não vale. Meu pobre coração não aguenta mais tantas recusas.
—Não posso fazer nada,senhor.
—Pode sim. -Diz.
—Ah,é? O que?-Instigo.
—Pode aceitar.
—Vou pensar.
—Pensa com carinho.-Pede. E não sei se estamos brincando ou se isso deixou de ser uma brincadeira.