Maria Eduarda chamou um taxi e seguiu para o centro de Versalhes. Na avenida principal, se sentiu totalmente perdida. Não perdida no sentido geográfico, e sim mental.
A opção mais óbvia era um livro. Mas havia razões para ela não escolhê-la:
Era óbvia demais. Presentes têm de surpreender, ou estaria Maria Eduarda querendo surpreendê-la? Cale a boca, subconsciente, Bianca já deve ter lido todos os livros do universo, Maria Eduarda não queria lhe dar um presente repetido, ela não fazia a menor ideia de que tipo de livro ela lia – Julia e Sabrina? Não, não faz o tipo dela, guerra, policial, arquitetura, física? Química?
A cabeça de Maria Eduarda era o caos total.
Ela se pôs a andar pela avenida, ignorando aqui e ali olhares insinuantes. Passou por várias lojas, as despachando uma por uma.
Roupas? Que presente mais sem graça. Uma jóia? Bianca não parecia o tipo. Sapatos? Nunca prestara atenção nos sapatos dela...
Maria Eduarda chegou até a praça. Havia andado a esmo pela avenida sem escolher nada. Aborrecida, se sentou em um banco, tentando pensar.
O que eu quero? Pensou Maria Eduarda, tentando clarear a mente. Surpreendê-la, respondeu. Por que... bem, não sei!, exclamou para si mesma, fazendo um gesto exasperado com a mão.
Ok, se acalma. Para surpreendê-la, tem que se fazer algo que ela não espera. Génia... Enfim... Deixa eu ver... o que Bianca nunca esperaria... uma coruja empalhada?
Maria Eduarda se permitiu um minuto tentando imaginá-la ao receber o lindo presente, depois sacudiu a cabeça, voltando à realidade.
Melhor não. Humm... Jóias... não consigo vê-la ficando exatamente surpresa com isso. Feliz, talvez, mas nenhuma emoção a mais. Droga.
Foi quando passou uma garotinha de mãos dadas com os pais. *Epifania
Não, não a garotinha.
O que ela abraçava.
Perfeito, Maria Eduarda! Exclamou ela para si .esma, se congratulando por ser tão... perfeita. Ela estava no banco de trás do táxi, os presentes (Iup, mais de um. Garota de sorte.) arrumadinhos ao seu lado.
Maria Eduarda passara os últimos trinta minutos rodando a avenida e outras ruas paralelas, em busca de três coisas, três coisas que Bianca nunca esperaria.
Há, eu sou demais.
[...]
Pagando alguns euros pela corrida e alguns trocados a mais (o dinheiro não era dela mesmo), Maria Eduarda saiu do taxi em direção a casa.
Entrou, não se surpreendendo ao encontrá-la vazia no primeiro andar, pois podia ouvir o barulho do chuveiro lá em cima.
Se sentou no sofá, colocando os presentes sobre a mesinha e os admirando.
Talvez, pensou Maria Eduarda, eu deva trocar de roupa.
Ela subiu rapidamente as escadas, parando em frente ao armário com suas roupas, "vamos ver o que trouxeram pra mim" disse ela enquanto remexia as roupas procurando algo para vestir.
- Ah há! – Maria Eduarda gritou quando encontrou um vestido justo e vermelho, colocou-o o mais rápido que conseguiu, calçando um peep toe da mesma cor em seguida.
O cheiro da cozinha estava bom, admitiu Maria Eduarda descendo as escadas, indefinível, mas bom. Logo, esse cheiro culinário se mesclou com outro – um perfume suave e acalentador. Ela soube que Bianca estava descendo as escadas, e se levantou para esperá-la.
- Já voltou? – Perguntou Bianca , surpresa.
Uau. Se Maria Eduarda tivesse um pouquinho menos de presença de espírito, teria se boquiaberto. Bianca vestia um vestido vermelho assim como o dela, o tecido cintilava, e era um pouco justo até o quadril, ela havia feito a maquiagem também, os lábios pintados de vermelho destacavam seus intensos olhos verdes.
- Não. – Disse Maria Eduarda, tentando recobrar o controle. – Estou lá ainda. -
Bianca rolou os olhos.
- O jantar já está pronto. -
- Não quer os presentes primeiro? -
- Humm... O que você trouxe? -
- Tem que abrir. Agora ou depois? -
- Agora. – Respondeu Bianca, sem se conter.
- Um número de um a três. -
- Como? -
- Me diga um número de um a três. -
- Dois, eu acho. -
- Vejamos... – Maria Eduarda fez um gesto teatral, apanhando um buquê de flores.
- Obrigada. – Respondeu Bianca, ainda olhando as rosas vermelhas.
- Um ou três? -
- Como? -
- Qual vai ser o próximo? -
- Tem mais? -
- Não, eu fiquei quase uma hora na rua para comprar um buquê de flores. -
- Idiota. Um. -
- Hum... – Murmurou Maria Eduarda, lhe estendendo uma caixa mais fina que comprida.
Bianca pos as flores sobre a poltrona e abriu a caixa de bombons em formato de coração.
- Own! – Fez ela, incapaz de se conter.
- Assim você parece uma adolescente. – Ponderou Maria Eduarda.
- Ai, fica quieta, vai. -
Maria Eduarda riu.
- E, agora, por último e melhor... O presente número três! -
E lhe entregou uma caixa perfeitamente quadrada, com um antiquado laço vermelho em cima.
Bianca desfez o laço habilmente, tirou a tampa e uma expressão de surpresa, carinho, emoção e felicidade tomou seu rosto, fazendo-a sorrir.
Ela tirou o ursinho de pelúcia da caixa.
Era branco, não tinha mais que vinte e cinco centímetros de altura, sorria fofamente para ela e parecia bem macio. Usava um cachecol vermelho.
- Que fofo! -
- Repito o que eu disse sobre a adolescente. -
- Cale a boca. Ele é tão meigo! -
- Dá vontade de abraçar. – Confessou Maria Eduarda.
- Obrigada. – Agradeceu Bianca. Maria Eduarda lhe fez uma reverência.
Missão cumprida. Maria Eduarda, você é a foda!
Bianca pegou as flores e fez um bonito arranjo em um vaso sobre a mesa.
Ера.
Notas finais:
Pra quem leu assim que eu postei percebeu que os nomes estavam errados, como se fosse a fic original, acho que meu Wattpad bugou e vou arrumar dps posto denovo.
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The Experiment
FanfictionUm milhão de dólares, esse era o valor do prêmio que a maior rede de cientistas do mundo estava oferecendo para duas pessoas que fossem escolhidas para fazer parte de um experimento social. Esse experimento se baseava em colocar duas pessoas de pers...
