Desceram as escadas enquanto o céu, de forma poética, já mudava de alaranjado para azul.
- Não vai segurar minha mão? - Perguntou Maria Eduarda, quando voltaram a andar tranquilamente a caminho do hotel.
Bianca rolou os olhos.
- Depende. O que você me dá em troca? -
- Eu não estou pedindo, estou fazendo uma observação magoada. - Afirmou Maria Eduarda.
- Você pode ficar magoada duzentas vezes por dia. -
Maria Eduarda pensou por alguns minutos.
- Devo supor que você não vai me consolar? - Disse Maria Eduarda.
Bianca rolou os olhos uma segunda vez.
- Por incrível que possa parecer, você não é o assunto mais interessante do mundo. -
Maria Eduarda arqueou as sobrancelhas.
- Qual vai ser nossa próxima tragédia, mesmo? - Perguntou Bianca.
Maria Eduarda sorriu.
- Roteiro. - E pegou o papelzinho. Maria Eduarda franziu o cenho ao lê-lo.
- O quê? O que foi? - Perguntou Bianca, se aproximando dela para ler.
"9⁰ Voltar ao hotel e ter um jantar romântico na sacada do quarto"
- Argh. - Fez Bianca, pondo em uma palavra tudo o que Maria Eduarda estava pensando. - Outra porcaria dessa? Eu havia me esquecido. -
- Eu também. - Maria Eduarda respondeu, guardando o papel dentro do bolso.
As luzes da cidade começaram a se acender.
- Quando será que iremos embora amanhã? - Perguntou Bianca, desviando de uma garota com uma bicicleta.
- Isso é pressa? -
- Não. - Respondeu Bianca. Pensou por alguns minutos. - Pressa para esse Roteiro acabar logo, claro, mas eu estava falando daqui. -
- Gosta de Paris, então? -
- Essa cidade é linda. - Respondeu Bianca, olhando em volta. Grandes casarões altos e imponentes, sacadas, ferro torcido formando arabescos e grandes janelas.
- O que mais gostaria de fazer aqui, então? -
- Gostaria de ver o rio Sena. -
- Sério? - Perguntou Maria Eduarda, surpresa. - Poderíamos ter ido lá hoje, se você houvesse falado. -
- Não, gostaria de vê-lo pela manhã, mais vazio. De tardezinha fica cheio de gente. -
- Ah. Vamos amanhã pela manhã, então. - Disse Maria Eduarda, com firmeza. - Duvido que viajemos de madrugada, mesmo. -
- Certo. -
Passaram em frente a uma padaria, e o cheiro das mui famosas baguetes francesas as distraiu por alguns minutos, enquanto elas continuavam andando.
- É o hotel? - Perguntou Maria Eduarda, ao se aproximarem do imponente prédio.
- Onde está seu senso de direção? Peça uma informação. - E Bianca fez um gesto para um homem que ia passando.
- Acabei de pedir, para você. - Maria Eduarda disse obvia.
Bianca deu de ombros.
- Sim, é o hotel. -
- Só sabe porque deve ter lido em algum lugar. -
- Neon rosa não é exatamente discreto, sabe. - Bianca exclamou.
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The Experiment
FanfictionUm milhão de dólares, esse era o valor do prêmio que a maior rede de cientistas do mundo estava oferecendo para duas pessoas que fossem escolhidas para fazer parte de um experimento social. Esse experimento se baseava em colocar duas pessoas de pers...
